Aprender, viajando!

Olá,

Existem imensos acontecimentos que vão moldando o nosso espírito. Uma doença grave, uma pessoa que parte, um desgosto de amor ou até uma viagem. Pode até parecer leviano estar a comparar estes diferentes pontos, mas uma coisa é certa! Nós estamos vulneráveis ao mundo que nos rodeia. Por mais muros que façamos à nossa volta, procurando a segurança e o conforto, vai sempre existir algo arrebatador que o pode fazer resvalar. Esta é a verdade! Pelo contrário, pessoas que estão mais disponíveis para a mudança acabam por ser mais felizes, porque não constroem um mundo “seguro” que não existe.

Uma das viagens que mais me marcou, despertou os sentidos e me fez crescer foi Cabo Verde, em 2013. Em Portugal nunca tinha visto a verdadeira pobreza. Talvez porque fui sempre protegido pelos meus pais. O que é certo é que esta viagem me pode mostrar ambos os lados da moeda. Por um lado, a riqueza de estar num resort com todas as comodidades (piscina, jacuzzi, bebidas e comida à descrição, etc), onde pratiquei snorkling e apanhei um sol maravilhoso. Por outro, numa visita pela ilha, a observação de pobreza extrema, com pessoas a necessitar de tudo.

Na escola Zeca Ramos na Ilha do Sal, uma que visitámos, a realidade era semelhante. A professora dizia que alguns dos miúdos faziam a única refeição na escola, por exemplo. As pessoas (turistas) que iam connosco levavam material para oferecer aos alunos. O nosso guia, Ulisses chegou-nos a dizer para o entregarem em mão, já que muitas vezes, se se entregasse o material aos professores, estes iam vende-los para as feiras. A evidência de um povo cheio de necessidades.

Na rua, alguns miúdos caminhavam nus, mostrando a despreocupação/desconhecimento dos riscos de doenças.

E por fim, o que mais me tocou, foi a visita a uma favela. Um mar de barracas e pessoas em extrema pobreza. O guia não nos deixou sair da camioneta e as pessoas aproximaram-se porque sabiam que iamos oferecer comida, eventualmente a única que iam comer nesse dia. Ainda chegamos a parar no infantário da favela, um edificio inacabado onde estavam imensas crianças em actividades educativas. Todos os brinquedos tinha sido deixados por turistas. Podemos abraçar algumas delas.

O contacto com esta realidade foi completamente diferente do que tinha planeado para a viagem. Por norma idealizamos contacto com a natureza, a cultura e relaxamento. Mas o guia fez questão de passar por locais que nos iam “tocar” e sensibilizar. E por isso, esta foi uma das viagens que mais me fez crescer, despertando-me para o respeito que deve haver para com outras culturas, ou a preservação dos dos locais que visitamos, não poluindo e não interferindo com a natureza.

É muito importante aprendermos a relativizar os nosso problemas, e focarmo-nos em seguir em frente. Não precisamos de viajar para sermos assim. Mas há certas experiências que nos tocam e, nas quais aprendemos com elas!

 

A @momondo incentivou-me a escrever este texto como forma de demonstrar como podemos crescer ao viajar.

Marca a tua próxima aventura, pesquisando um voo

#owtravelers e #admomondo

6 de Agosto – As minhas almas de viajante

Hoje é dia de aniversário.

A @Momondo quer que eu viaje no tempo e identifique o momento em que tomei noção da minha alma de viajante! Sem sombra de dúvidas que tive que “viajar” algumas décadas para trás. E sugiro que faças esta viagem também. Desde quando é que sentes que tens alma de viajante?

Podia dizer que foi desde que me casei, há 5 anos, quando eu e a Ana começamos a palmilhar o mundo com 3 a 4 viagens por ano.

Podia dizer que foi por inspiração dos meus cunhados, o Miguel e a Cláudia. Desde à 12 anos que palmilham o mundo, primeiro em viagens de avião e agora de autocaravana.

Podia dizer que foi graças à TAFEP (Tuna académica da Faculdade de Economia do Porto), que em várias digressões, atravessámos ruas e palcos da Europa e Canadá, encantando os mais diversos públicos.

Podia dizer que foi disto tudo.

Mas lá no fundo foi graças aos meus pais. À minha mãe porque viajou de Portugal para o Brasil ainda nova, tendo voltado aos 14 anos para Portugal. E ao meu pai, que há mais de 36 anos fez um inter-rail pela Europa, visitando as principais capitais europeias. Juntos levaram-nos (a mim e ao meu irmão André) a conhecer Portugal, nas férias e aos fins de semana. Juntos fomos de carro a Madrid, Barcelona e Paris, num citroen ZX. Muitas vezes andámos de roulote por Portugal e Espanha, desbravando estradas e horas de viagem. Juntos fizemos as primeiras viagens de avião, quando há 15 anos atrás íamos para as Canárias ou Maiorca, e nos encentivavam a bater palmas quando o avião aterrava (nessa altura ainda se batiam palmas!!!).

E assim continuam, a viajar e a descobrir, mostrando que ao invés de “parar é morrer”, viajar é viver! Hoje continuam a planear visitar novos países e lugares.

Este é o nosso mapa mundo, num total de 38 países visitados.

Desde há 36 anos que o dia de hoje é especial. Hoje fazem anos de casados.

Muitos parabéns! Não percam essa energia, nem deixem de dar as mãos, porque isso inspira!

#owtravelers e #admomondo

Serra da Freita – Descobrir e explorar!

A @Momondo desafiou-me a partilhar um destino alternativo da minha região. Um local onde é possível descansar uns dias, com boas comodidades e longe dos atropelos turísticos.

Sim, é ótimo viajar, mas às vezes vemo-nos rodeados de tanta gente que nem conseguimos desfrutar do local. Depois de picar o ponto, só dá mesmo vontade de desaparecer. É cada vez mais importante termos locais “só” nossos.

Um desses que prometi explorar melhor é a Serra da Freita. Algum tempo depois de terem sido inaugurados os Passadiços do Paiva, passeei por aí e achei que era quase inexplorada. Na zona mais alta existe menos mato e é possível vislumbrar as montanhas e os vales da Serra. Paisagens maravilhosas que nos tranquilizam e nos deixam em paz. Fico sempre com a sensação que temos receio de conhecer e divulgar locais que não são o mainstream do turismo. Existem imensos lugares, de valor cultural e paisagístico, que não merecem a devida atenção.

Eu adoro este tipo de locais. É possível ouvir a Natureza e focarmo-nos noutros problemas como a lente a utilizar, velocidade de obturação ou melhor pose para a foto. A riqueza gastronómica deste local também é fantástica.

Tantas vezes abrimos as redes sociais e vemos os nossos amigos a viajar para montes de sitíos. E assim menosprezamos oásis aqui mais perto! Nunca pensaste nisso?

Assim, a não perder na Serra da Freita:

– Geopark de Arouca;

– Mosteiro de Arouca;

– Passadiços do Paiva;

– Carne da raça Arouquense;

– Doces conventuais;

– Aventura (rafting e canoagem no rio Paiva);

Estes são apenas alguns exemplos

Dá aqui umas vista de olhos nos hotéis das proximidades. Existem preços muito apelativos para uma escapadela! Link aqui

Lembrei-me que tinha feito um video dos Passadiços do Paiva, quando comprei o drone. Vou voltar a deixar aqui o link

 

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