Bacalhôa Buddha Eden


Escrevo este post depois de ter feito a viagem à Tailândia (Bangkok e Krabi). Agora que olho para trás, tudo faz mais sentido. Os símbolos presentes nesta religião, chegam até nós no Bacalhôa Buddha Eden, num passeio que se pode fazer em qualquer altura do ano.
O Jardim do Éden, no Bombarral transporta-te para a cultura budista, com as grandiosas estátuas e fenomenais jardins. Mas isto não chegava se a envolvência e a sequência entre os vários elementos do jardim não fosse perfeita. E é! Situado num pequeno vale, à medida que vamos descobrindo o parque conseguimos desfrutar, aqui e ali, de uma panorâmica geral. Decidimos de um ponto mais alto, para onde queremos ir.
As várias zonas vão surgindo, com transições tranquilas de vegetação verde, passagens de água e caminhos calcetados.
Muitas vezes, só depois de estarmos no meio de uma cultura desconhecida, é que nos perguntamos acerca da simbologia. Por isso achei importante deixar aqui algumas definições da cultura Budista:

  • Budismo é uma religião sem Deus – refere-se a uma forma de viver.
  • O Buda não é o Deus gordo da sorte (essa imagem pertence a outra religião – Xintoísmo). A imagem de Buda é normalmente retratada de três formas (de pé, sentado e reclinado). De pé, com a mão levantada, simboliza o acto de benção e de reafirmação. Sentado, representa a meditação. Por fim, deitado representa o fim da vida de buda.
  • A Flor de Lótus representa a pureza, perfeição, sabedoria, o sol, o renascimento. Nesta religião, a flor é a imagem do coração, que se abre quando se desenvolvem as virtudes do budismo.

 
Visitar o Bacalhôa Buddha Eden
Horário – 9:00 às 18:00
Entrada 3€ (mais 3€ se quiserem fazer o passeio de comboio). Entrada livre até aos 12 anos
Fácil estacionamento

De Krabi para…Koh Hong e Koh Phi Phi

Depois de sairmos de Bangkok fomos em direcção a Krabi, uma região de praias e ilhas no sul da Tailândia. Viajámos pela Bangkok Airways, uma companhia moderna e com os voos relativamente baratos. Marquei mesmo pelo seu site. Muito simples e intuitivo. A viagem dura cerca de 50 minutos e é possível apreciar também a paisagem aérea.

IMG_3713.JPG

Escolhemos o voo das 9:00 horas da manhã para conseguirmos optimizar o dia. Calculei que por volta da hora de almoço já poderia estar livre para começar a explorar a praia de Ao Nang. E assim foi. À chegada ao aeroporto, também foi fácil chegar ao hotel. Existe uma empresa de autocarros e basta indicar qual o hotel, que deixam-nos mesmo à porta. Depois de fazer o check-in no Pakasay Resort, estávamos livres para desfrutar, longe da agitação metropolitana de Bangkok.

A escolha de Ao Nang recaiu sobretudo pela proximidade às ilhas Phi Phi e Hong, que são mais próximas do que de quem vem de Phuket, por exemplo.

Um dos primeiros locais que exploramos era mesmo ali. Ao lado de Ao Nang, encontrámos uma das praias mais bonitas que visitámos na Tailânia -Railay Beach. Só acessível de barco, fica num género de península, rodeada de rochedos e árvores tropicais, com habitantes curiosos a circular, como os macacos. Aqui começámos a recordar as ilhas escarpadas que se vêm nas fotografias das agências de viagens. O mar azul e transparente, como que nos impele para um mergulho. De cada vez que descobríamos uma praia nova, nem imaginávamos que logo a seguir, vinha outra vista diferente e maravilhosa.

DSC00611DSC00615

DSC00634DSC00636

Podes atravessar península através de uma rua estreita e vais dar a um lugar muito calmo, de águas quase paradas. A meio do caminho vai-te dar vontade de voltar para trás, mas não pares. Continua que vai valer a pena. Foi aí que almoçamos, no Diamond Restaurant.

DSC00618DSC00625DSC00631

Koh Phi Phi

Em Krabi, a ideia era aproveitar o bom tempo e visitar as ilhas. Esta visita é a mais procurada. Passámos por sete locais, embora não tenho ficado com o registo do último em que parámos para fazer mergulho. Apenas sustive a respiração e atirei-me ao mar para ver os peixes e os corais que existiam no fundo.

Bamboo Island, eventualmente a melhor praia em que estivemos. Água cristalina, areia fina…uma maravilha!

DSC00652.JPG

Viking Cave, com pinturas e ninhos de aves migratórias.

DSC00660.JPG

Pileh Laggon, uma lagoa com águas límpidas.

DSC00662.JPG

Maya Bay, famosa ilha onde foi filmado “The Beach”, com Leonardo Di Caprio. Mas como podem ver, a sobrelotação de turistas, tira o encanto todo.
maya.png

Mergulho em Monkey Bay

DCIM102MEDIA

DCIM102MEDIA

Almoço nas ilhas Phi Phi

phi.png

Ko Hong

Esta viagem fizemos quase nos últimos dias, antes de regressarmos a Portugal. Foi pena estar um dia mais fechado. Apanhámos alguma chuva, mas mesmo assim foi uma viagem estrondosa. Na excursão que tínhamos feito às Phi Phi, conhecemos o Aurélio, a Marlene, a Madalena, o António e a Elvira. Tínhamos combinado em alugar um barco e visitar as ilhas sem a rotina típica deste tipo de excursões. Quando tivéssemos cansados de um lugar, avançávamos para outro. O nosso marinheiro não sabia inglês por isso foi um pouco difícil comunicar. “It’s up to you” dizia ele. Ainda assim levou-nos a sítios mui belos. 

Hong island foi a primeira paragem. Fizemos mergulho.

hong.pngDSCF8876.JPG

Blue Lagoon que fica no meio da ilha Hong.
DSC00714

Koh Phak Bia uma ilha com uma língua de areia. Apenas estávamos nós!

 DSC00718DSC00719DSC00721

Trecking de Elefante

Para quem gosta de conviver com animais, aqui está uma oportunidade de interagir com eles. Andámos com o Elefante, pelo meio de uma savana tailandesa e um rio. Acho que é o suficiente, tanto para o animal como para nós, pois torna-se desconfortável ao fim de algum tempo.
DSC00702.JPG

Pôr do Sol em Ao Nang. Ao Nang não é daquelas praias paradisíacas que esperas encontrar na Tailândia. O comércio de rua, os restaurantes fazem desta zona ideal para os fins de dia, onde podes passear, comer e fazer umas massagens tailandesas. É um local turístico, onde há supermercados, bancos, lojas de câmbio etc. Um lugar cem por cento seguro para estares tranquilo e longe dos teus problemas. Ao Nang ainda está em reconstrução devido ao tsunami de 2004, por isso não te admires de veres algumas zonas demolidas.

IMG_3750DSC00593DSC00597

Por pessoa:

Ida e volta de Avião (Bangkok – Krabi) – cerca de 70€

Transporte do Aeroporto para o Hotel -150 baht
Ida e volta a Ralay Beach – 200 baht
Visita Ilhas Phi Phi – 1200 baht (sendo que estão incluídos 400 bahts de entrada no parque nacional) – O almoço está incluído.
Visita Ilhas Hong – 800 baht (300 bahts incluídos de entrada do parque nacional)
Trecking Elefante – 500 baht

Bangkok, cidade dos 1000 templos

Depois de começar a viajar, nasce em nós um espírito de superação. Tal como acontece em criança, onde cada passo tem de ser maior que o anterior. Comecei por destinos mais “fáceis”, mas a pouco e pouco vai nascendo aquela necessidade de superação. Acho que quando escolhi este destino, foi mesmo com esse objectivo. Deixar de lado os pacotes dos operadores turísticos e fazer algo à nossa medida.

Podia ter escolhido algo mais próximo, mas quando existem referências tão boas de um país como a Tailândia, país dos mochileiros, para quê adiar? Embarquem nesta viagem de 11 dias, cheia de surpresas e descobertas. O encontro com maravilhoso mundo asiático.

Tínhamos planeado ir em Junho, que marca o início da época das chuvas (de Maio até Setembro). Apesar disso, nos 11 dias que estivemos na Tailândia, apanhamos apenas 1 dia de chuva, e em Krabi, no Sul.

Voamos pela Lufthansa até Bangkok. Tínhamos 3 dias e meio para visitar uma parte desta cidade gigante e, pelo meio, visitar a antiga capital do Sião – Ayutthaya.  Um dos sites que baseei o meu plano de visitas foi o www.bangkok.com. Aqui podes encontrar o que se considera ser o top 10 de cada categoria. Assim adaptas a tua viagem, porque nem todos gostamos das mesmas atracções, certo?

É uma cidade imensa e poderíamos ter 2 semanas que não íamos conseguir ver tudo o que tem para nos dar. Por tanto, quando fizeres o teu plano, preocupa-te em escolher bem as zonas, porque a rede de transportes não é das mais eficientes. Em baixo, no mapa deixo o roteiro que fiz.

Slide1

Ficamos alojados na zona antiga da cidade, junto à famosa Kao San Road, mais propriamente na Rambuttri road. Dessa forma, ficamos perto dos principais templos, palácio e junto ao rio. Na altura em que decidimos ficar por aqui, nem sabíamos o quanto tínhamos ficado bem localizados. A proximidade do rio, permitia percorrer bangkok de barco em cerca de meia hora, o que, de transportes, taxi ou tuc tuc não seria possível, dada a distância para o Metro (MRT).

No primeiro dia (circulo vermelho), chegámos ao hotel a meio da tarde, por isso só nos sobrou tempo para explorar a famosa Kao San Road. Aqui (e nas ruas adjacentes) podes encontrar bastante movimento, com lojas, restaurantes, bancas de comida. Enfim, uma zona “completa” que não te deixa sem nada por fazer!

No dia seguinte, e por ser domingo, fomos a um dos maiores mercados do mundo – o Chatuchak Weekend Market. Se querem fazer compras é aqui! De todos os locais onde andámos, é com certeza o mais barato. Aqui mistura-se tudo: fruta, comida, massagens, electrónica, roupa, lembranças, artesanato. Parece que estás sempre perdido por aqueles estreitos corredores.

jatujakjatujak 2jatuka 1DSC00487DSC00484

De seguida avançamos para o centro Siam, pelo Skytrain, que é uma das zonas mais modernas da cidade. Por entre os arranha-céus e centros comerciais, entras numa Tailância mais globalizada e rica, que não encontras no resto da cidade. Aqui já tudo te parece familiar, como por exemplos as lojas e a alimentação.

Durante a tarde voltamos a entrar no Skytrain e fomos em direcção a estação Saphan. Visitámos um templo Budista Wat Yannawa. Lá dentro, encontrámos um local de culto e oração, onde as constantes vénias nos deixavam constragindos. Afinal estávamos apenas a contemplar, enquanto que para os tailandeses, era uma parte importante do dia.

wat.png

DCIM102MEDIA

wat 2wat 1

Tentamos subir ao Skybar, perto dali. Foi-nos impedido pelo dresscode. Fica para a próxima!

DSC00492DSC00491

Apanhámos então o barco até ao pier 13. Ainda faltava comprar o tour para Ayuthaya, que queríamos fazer no dia seguinte. Tínhamos referências de um agente que era confiável. Conseguimos convencer o Mr Thai a fazer-nos um bom preço pela excursão no dia seguinte. Por cerca de 500 bahts por pessoa e tínhamos o dia seguinte completo. O que acham deste tour? Vale a pena…

DSC00500DSC00502DSC00504DSC00514DSC00516DSC00520DSC00523DSC00526DSC00528

DCIM102MEDIA
DCIM102MEDIA
DCIM102MEDIA
DCIM102MEDIA
DCIM102MEDIA
DCIM102MEDIA

DSC00551

Visitámos a antiga capital do Sião, Ayuthaya, que é um complexo de templos e zonas abandonadas, depois da invasão do exército birmanês e também mais alguns templos como: Wat Yai Chaimang Khon, Wat Mahathat, Wat Phu Khao Thang e Wat Pharasinsanpeth. Depois de chegarmos ao hotel, fomos aproveitar a piscina Rooftop.

Por fim, no quarto dia, andámos pela zona do Grand Palace. Desde já uma informação muito relevante. Se tiverem que visitar o Grand Palace, garantam que estão lá por volta das 8h. Esta é uma das 40 atracções mais visitadas do mundo com cerca de oito milhões de entradas por ano. O espaço não é muito grande e à hora que terminamos a visita, realmente a multidão aglomerava-se! E para desfrutar do local, é mesmo importante ir bem cedo.

DSC00552DSC00555DSC00557DSC00558DSC00559DSC00561DSC00564

esm

DCIM102MEDIA
DCIM102MEDIA

Depois de visitar o palácio (500 baht), dirigimo-nos para o templo Wat Pho (100 baht), logo ali ao lado. É um complexo de construções, que para além disso, tem um dos maiores budas deitados.

DCIM102MEDIA

DSC00573DSC00575

DSC00576.JPG

Atravessando o rio nesta zona, por apenas 3 bahts, encontramos o Wat Arun (50 baht), outro lugar de referência.

DSC00578DSC00585

O que vestir?

Decidimos, e bem, isolar a visita de alguns templos, como o Wat Arun, Wat Pho e Grand Palace, porque a restrição de vestuário (calças e ombros tapados), podia criar algumas dificuldades, dado o intenso calor. No resto dos dias, a vestuário tem de ser leve para conseguires gerir o intenso calor. É fácil encontrares água engarrafada pela rua.

Relação com o dinheiro

Na minha opinião, o mais acertado é levar Euros e trocar por lá. Optei por levar algum dinheiro de Portugal (Bahts e Euro), mas foi um erro. Vale muito mais a pena trocar o dinheiro todo na Tailância. Existem inúmeras casas de câmbio onde é muito mais fácil fazer o câmbio. Como não cobram uma taxa fixa, podes ir trocando à medida que vais precisando. Por exemplo, levas 500€ e trocas de 100€ em 100€. A segurança é total se trocares nas casa próprias. Quanto a levantar dinheiro, é mesmo uma situação a evitar. Em primeiro lugar, o país “cobra” uma taxa de 200 bahts por levantamento. E para além disso, o teu banco também te vai cobrar mais algumas, por isso, tenho a certeza que não compensa. Vale mesmo a pena levar dinheiro, em Euros.

Onde comer?

Em Bangkok a comida está presente em todo o lado. Qualquer beco, praça ou rua movimentada tem bancas de comida com fruta, carne, peixe e outras coisas que desconheço. É mesmo um traço cultural da cidade. Para os mais atrevidos, sinceramente, desfrutem. Para quem não quer arriscar, também é muito fácil encontrar comida mais “europeia”, por exemplo, nos centros comerciais na zona do Siam.

Garrafa de água fresca – 10 baht

Cerveja da marca “Chang” (idêntica à Super Bock) – 40 baht

Almoçar no McDonalds +/- 150 baht um menu

 Jantar num restaurante > 150 baht (duas pessoas)

Comer nas bancas de comida na rua > 20 baht

Como funcionam os transportes?

Podemos encontrar inúmeras formas de nos movimentar:

BTS Skytrain e/ou MRT Subway são as duas redes de metro da cidade. A rede em si não é muito extensa. Por exemplo, não existe no centro histórico de Bangkok, mas é moderna. Faz uma boa ligação entre o mercado de Chatuchak, o centro Siam e a estação de Saphan, com ligação ao rio Chao Phraya, entre outras.

Ligação do Aeroporto de Suvarnabhumi – 45 baht

Preço do bilhete na cidade, dependendo das distâncias, anda à volta dos 40 bahts

IMG_3710.JPG

Autocarro da cidade. Não existe muita informação para os turistas sobre esta rede. Foi-nos útil quando quisemos ir ao mercado Chatuchak desde a Kao San road. Rapidamente me indicaram a estação mais próxima. Após esperar algum tempo, apanhamos o autocarro e também foi fácil saber em que estação saíamos. Existe um cobrador no autocarro, e o bilhete foi tão barato que perguntei 3 vezes ao senhor, para ter a certeza (13 baht).

Tuk Tuk é um meio de transporte comum para os turistas. Acabei por usar uma vez. Podes negociar o preço, mas fico sempre com a sensação que me estão a aldrabar. Ah! E são extremamente chatos! O táxi é ligeiramente mais caro e funciona da mesma forma. Por exemplo, no último dia, apanhámos um taxi da Kao San Road até Phaya Thai Station, para irmos para o aeroporto. Tentámos negociar e alguns deram-nos preços de 300 a 400 bahts pela viagem. Finalmente encontramos um taxista que nos fez por 120 bahts.

Barco no rio Chao Phraya. Esta foi uma das surpresas em bangkok. Quase todos os dias andamos de barco! É importante reter que existem duas linhas (barcos com bandeiras azuis e com bandeiras laranja). Esta distinção é feita porque uns são os barcos para turistas e outros são os barcos para os habitantes. No entanto, os preços são muito diferentes. Por isso só tens que apanhar os barcos laranja, que são muito mais baratos.

Percorrer o rio desde a Estação de Saphan Taksin (central pier) até ao molhe 13 (pier 13) – 14 bahts.

Atravessar o rio na zona do Wat Arun – 3 bahts.

Esperem pelo próximo post em Krabi!