Costa Amalfi, o que fazer? Uma roadtrip de sonho?

As fotografias da costa de Amalfi, ou amalfitana são sempre convidativas. Sol, praia, mar, cidades empoleiradas nas encostas junto ao mar. Um cenário bastante idílico que os italianos conseguiram construir nesta “curta” costa do mediterrâneo.

Itália não é um país homogéneo e o ritmo é bem diferente de outras zonas mais stressantes, como é o caso de Milão. Por isso, se vieres para aqui de férias, desliga a ficha e aproveita! Vais precisar da tua concentração para resolveres outros problemas! Alguns deles podes resolver com a ajuda da Momondo. Já te explico tudo!

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Tal como em outras viagens, existem sempre alguns planos que não correm bem. E esta zona tens de ter mais cuidado a planear visto que é uma zona “especial”. Mas não te preocupes que vou contar tudo.

A nossa viagem foi em Maio. Apanhámos alguma chuva o que nos levou a cancelar algumas actividades, como um passeio de barco e visita a Capri. (Mas até fico contente. É mais um motivo para regressar numa próxima. 🙂 Temos sempre de ver as coisas pelo lado positivo.)

Para chegar até aqui existe uma solução super económica – Ryanair. Os voos low cost são super baratos se comprares com antecedência porque a ligação Porto-Nápoles não tem muito fluxo. E para além disso, Amalfi fica a uma hora e meia de carro de Nápoles e três horas e meia de Roma. O que não é longe. Podes pensar que o aluguer do carro foi caro. Mas a verdade é que estou rendido à plataforma da Momondo! Os preços dos alugueres de carros são fantásticos. Já é a segunda vez que utilizo e não encontro mais barato, tal como nos tinha acontecido nos Açores. O aluguer ficou por menos de 10€ por dia. E agora vai o meu primeiro conselho. Se alugares carro, adiciona o seguro de protecção para acidentes. quebras de vidro etc. No segundo dia da viagem um autocarro fez o favor de quase partir um retrovisor. E se não tivéssemos o seguro, já estávamos a chorar o dinheiro. As ruas desta zona são muito estreitas por isso, neste ponto, não hesites.

Relativamente ao alojamento, tens imensas hipóteses, embora os preços dos hotéis seja relativamente elevado, dada a “escassa” oferta. Penso que uma boa solução é a marcação pelo Airbnb. Tenta escolher um alojamento fora das zonas mais populares, para conseguires um lugar virado para o mar! Ficámos alojados em “casa” do Chef Fiorenzo, em Conca dei Marini. Um aldeia pacata, localizada entre Amalfi e Praiano.

5 coisas que podes fazer em Amalfi

1º Experiência Roadtrip

A experiência de carro pode vir a ser traumatizante nas “grandes” cidades desta costa, como Amalfi ou Positano. Existem outras formas de deslocação como autocarro, barco ou a pé. No entanto, se te deslocares de carro, prepara-te para pagares uns bons Euros pelo estacionamento (3€ por hora em época baixa e 5€ em época alta). No centro, os parques são muito limitados, por isso tenta chegar bem cedo a Positano e Amalfi por exemplo. A experiência roadtrip é para quem gosta de ir descobrindo. Não te preocupes com as horas. Aproveita para ir calcorreando a costa, as vilas, os mercadinhos, as catedrais e as praias. É tudo maravilhoso!

Começa a viagem em Positano, a mais glamourosa de todas e segue por aí fora: Praiano, Amalfi, Atrani, Minori, Maiori, Cetara, Vietri Sul Mare até Salerno. Todas são bastante peculiares, com diversos estilos arquitectónicos já catalogados como património Mundial da Unesco.

Vais ficar ainda estupefacto com as plantações de limoeiros e o licor de limoncelo que esta gente venera; com as ruas que acabam em precipícios e as casas ali penduradas; com ao detalhe do artesanato e as mil e uma cores das cidades; com as catedrais e centros pitorescos; com as praias escondidas; com a imensidão de barcos de recreio… Acho que este ambiente deve durar o ano inteiro.

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2º Fiordo di Furore

Esta praia é a mais icónica da costa Amalfitana. O público aplaude os saltos dos mais corajosos que saltam da pequena ponte a 30 metros de altura. Coragem!!! Perguntamo-nos como é que a natureza conseguiu criar ali um recanto bastante cénico. Por trás da praia, ainda surgem umas pequenas casas esculpidas nas encostas e barcos em repouso, à espera da hora certa para zarpar para a pesca.

Mergulha no mediterrâneo, esta é a hora de aproveitar!

A melhor hora para ir é por volta da hora de almoço já que as escarpas impedem a entrada de luz do Sol nas horas em que está mais colado ao horizonte.

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3º Le Bonta del Capo

Foi o que mais me fascinou. Que delícia. Estes senhores respeitam a comida!

Apaixonei-me por este restaurante – Le Bonta del Capo. Tudo o que experimentámos era excelente. Algumas imagens do video são de lá, por isso, se poderem fazer uma visita a este sítio não se vão arrepender. A vista é espantosa, o ambiente delicioso, o staff amigável. Tanto ao almoço, como ao jantar vale a pena! E se vieres à costa amalfitana, então tens de escolher um restaurante que te dê uma vista sobre o mediterrâneo, tal como este.

O Chef Fiorenzo consegue criar um ambiente espectacular e charmoso. Simplesmente italiano, onde tudo é bom!

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4º Pompeia e o Vesúvio

Quem não ouviu falar de Pompeia nas aulas de história? Soterrada por lava e cinzas no ano 79 vindas do vulcão Vesúvio. Esta visita é imprescindível para quem gosta de cultura.

Em Pompeia podes encontrar por exemplo o fórum, basílica, coliseu, teatro, os frescos nas casas mais ricas entre outros artefactos extremamente bem conservados. O museu audio-visual também faz um excelente enquadramento da história desta cidade dizimada por um vulcão.

É uma sorte poder estar num espaço em que a preservação é o clímax. Passear naquelas ruas, entrar em casas que foram habitadas há mais de dois mil anos, perceber como estava organizada uma cidade romana. Pode não ser o sonho de muitos, mas é um legado!

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5º Nápoles

Nápoles não é uma cidade charmosa. Aliás o encanto perde-se logo quando pareces conduzir no meio de malucos às buzinadelas e sem cumprirem as regras de trânsito. A passagem por aqui foi bastante rápida. Falaram-nos de uma pizzaria conhecida, a L’Antica Pizzeria da Michele. Aqui foi rodado um filme com a atriz Julia Roberts e daí ser tão conhecida. É um verdadeiro tasco, mas as duas pizzas são muito boas. E só custam 4,5€ cada. Digo duas, porque é a única coisa que servem e o estabelecimento está sempre à pinha (cheio)!

Marguerita ou Marinara!

Pode não parecer uma boa forma de terminar a viagem, mas marcou. Depois daquele encanto todo de Amalfi entras num reboliço e cultura diferente.

Foi bom!
Até à próxima viagem!
P.S.: Podes ver mais fotografias e histórias no meu Instagram (feed e destaques)

Milão, 2 dias

Esta viagem que hoje retrato já lá vai há uns anos. Ainda assim, decidi abrir o arquivo e descobrir que há coisas boas para contar.

Em 2012 fomos ter com o Miguel e a Claúdia, a Milão. Aterrámos de avião e lá nos esperavam de caravana. Mesmo passado alguns anos, conto o que se pode fazer fazer em Milão, para uma breve passagem. Esta viagem, prosseguirá depois em outros posts, num périplo pela Suiça, França e Espanha.

Duomo di Milano

A catedral de Milão é dos edifícios mais imponentes que vais ver nesta cidade. Começou a ser construída no século XIV. Com base no estilo gótico, da praça vê-se um edifício como um monte de rendilhados, enorme, branco e imponente. É impossível passar despercebido. Entrando, bate-nos o frio seco das catedrais. São todas assim. Nunca vi catedrais quentes… As cinco naves e os vitrais, tornam-na um sítio agradável para visitar. Em torno da catedral podes passear. As ruas largas e sem muito trânsito convidam a isso mesmo – um passeio. Nem todas as zonas da catedral são grátis.

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Galleria Victtorio Emanuele

Colada à praça da Catedral encontras esta galeria. Cheia de lojas, algumas incomparavelmente caras, fazem desta galeria um atractivo para turistas. A arquitectura do local torna-a mui bella: As clarabóias fornecem a luz necessária, e os rendilhados continuam, como que ligando com o Duomo, logo ali ao lado. O chão, lustroso e trabalhado transporta para uma época em que apenas a alta burguesia passeava por aqui.

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Passeio a pé pela Via Dante até ao Castelo de Sforesco

A via Dante é uma rua pedonal inteiramente dedicada a lifestyle. Restaurantes com esplanadas, gelatarias sensacionais, lojas e um sol de verão, que te obriga a ir pela sombra (ou a comer um delicioso gelado!!!). Podes ir com calma e aproveitar para descansar a mente. No fim desta rua, tens de ir ao Castelo de Sforesco. Alberga diversos museus e a entrada é paga. No entanto, tens mesmo de entrar para  ver a famosa obra de Miguel Ângelo – a Piétá. Num dia de sol aproveita também para dar uma volta pelo exterior, visto que tem bastantes espaços verdes.

Santa Maria delle Grazie e a última ceia

Nota-se que Milão é uma cidade moderna. Não encontramos muitas ruas medievais, mas bairros organizados em ruas direitas. Por isso é fácil navegar e direccionarmo-nos no mapa. Depois de saíres do Castelo de Sforesco, procura por esta pequena igreja e convento dominicano. Ainda são alguns minutos a pé, mas vai valer a pena. Incluída no património da Unesco, encontras uma pintura de Leonardo da Vinci, “a última ceia”. Um guia vai-te explicar o significado deste quadro que foi pintado numa parede do refeitório. Relataram-nos que durante a segunda guerra mundial, depois de intensos bombardeamentos a esta cidade, foi uma das paredes que sobreviveu a este ataque dos aliados. Para proteger esta pintura foram colocados sacos de farinha que ajudaram a conservar a pintura.

Gastronomia
Comer em Milão é um pouco mais caro do que comer em Portugal. Encontras locais a um preço acessível para comeres uma pizza, por exemplo. Os gelados esses são mais caros, mas realmente deliciosos. Podes sempre optar por um granizado que vai refrescar na mesma num dia de intenso calor.
Quando ir? 
O clima em Milão é mediterrâneo, por isso, podes visitar em qualquer altura do ano. Os meses mais quentes vão de Maio a Setembro, com temperaturas máximas por volta dos 30º.
Como ir? 
Se preferires as Lowcost, de Lisboa tens a Raynair e a Easyjet com voos directos. Do Porto, apenas voa a Raynair. Tem atenção aos aeroportos de Milão, visto que é servida por três aeroportos (Malpensa, Linate e Orio Al Serio). Para além do metro e comboio, verifica sempre os transfers fornecidos por estas empresas de aviação, que com uma frota própria, podem ter preços acessíveis para te levar para o centro da cidade.