Ilhas Cies. Caraíbas aqui tão perto!

No fim deste Verão decidimos ir às Cies, arquipélago espanhol à saída da ria de Vigo. Pronuncia-se como “sis” e não “seis”. Até porque são três ilhas – Monteagudo, Farol e San Martiño. A unir estas últimas está a famosa praia de Rodas, eleita em 2006 a praia mais bonita do mundo, pelo The Guardian, que deu um empurrão ao turismo do arquipélago.

As Cies podem ser visitadas de várias perspectivas: praia, natureza e desporto (caminhada). Visitando o site é fácil perceber a diversidade de actividades que podemos realizar. Para quem gosta desporto, pode fazer mergulho, caminhadas e kayak. Os preços são bastante acessíveis, por isso não há porque não experimentar algumas delas.

Para quem gosta de natureza também está bem servido. Desde a década de 50 que os espanhóis encaram este destino como reserva natural e tem evidentes medidas de preservação. Por exemplo, a entrada de turistas está limitado a 2200 pessoas por dia, não existem hotéis, apenas campismo, e verificámos que existe uma equipa de técnicos que cuidam da ilha.

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Existe bastante vida pela ilha. Junto às praias, a água translúcida deixa ver muita variedade de peixes pequenos que se protegem dos predadores do alto mar. Pela praia e trilhos, também estamos sempre acompanhados pelos habitantes locais – As gaivotas. Existem cerca de  quinze mil exemplares espalhados pela ilha. E realmente são bastante observadoras. Não deixes os teus haveres a mais de uma braçada, pois podes ser alvo da sua curiosidade, especialmente no que toca à comida!!!

Para te deslocares para as ilhas tens contactar uma das operadoras – “Mar de Ons” ou “NABIA”. Comprei os bilhetes online com cerca de uma semana de antecedência. No entanto, em pleno Verão é bastante mais concorrido e convém fazê-lo com mais antecedência. Por exemplo os portos de Cangas e Baiona são menos concorridos. Fiz também a viagem de ida e volta no mesmo dia de Baiona. A travessia é calma, dependendo do estado do mar. Por exemplo, na ida, o catamaran era mais pequeno e sentia-se bem a ondulação. Na volta viemos num catamaran muito maior, que permitiu aproveitar a viagem.

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Achei que são necessários pelo menos dois dias para ver a ilha toda. De facto existem muitos pontos a ver, e as distâncias ainda são consideráveis. No check-in são fornecidos uns folhetos informativos com o que podes visitar, incluindo as distâncias e tempos necessários para chegar a esses pontos. Por exemplo, a volta completa à ilha são cerca de cinco horas a caminhar sem parar, o que deixa pouco tempo para desfrutar da praia.

A praia é fabulosa! Areia fina, água transparente e sem ondulação. – Se é fria? – É, claro! mas isso era de esperar. Estamos a norte e aqui não há hipótese! Ainda assim, dei vários mergulhos, porque estava tanto calor que não resisti em refrescar-me.

O restaurante da ilha não é caro e está situado junto ao cais de desembarque. Aí também existem uns carrinhos para os campistas levarem o material de campismo até ao parque.

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O resto da semana ficámos no parque de campismo de Baiona. Fomos em família e foi uma excelente opção ficar por ali. Alugámos bungalows, acendemos os grelhadores e fomos para a piscina e praia do parque. Esta é mesmo ali ao lado. Alías, é só abrir a porta de vidro em frente ao bungalow e estamos com os pés na areia. Existe um bocado de moliço, mas isto é porque existe um canal da ria nas proximidades. Baiona é uma cidade piscatória e oferece tudo o que precisamos para uma semana de férias.

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Varadero

Como marcámos a viagem sem agência de viagem, tivemos de andar à procura de um transporte para Varadero. Existem várias possibilidades, desde o comboio, avião, taxi até ao autocarro. Este último foi o que escolhemos. Não fomos pela Via Azul, a transportadora cubana, que oferece bastantes destinos. Se tiverem curiosidade, basta visitar o site – viazul.com. Acabámos por comprar o nosso transfer no Hotel Inglaterra, no Parque Central de Havana, por 25 CUC. O autocarro tinha todas as condições para nos transportar e a viagem durou cerca de duas horas, com a grande vantagem de nos deixar no hotel que pretendêssemos.

Noutro post, já tinha deixado boas indicações do nosso resort, com video e tudo – o Ocean Vista Azul! O hotel prima pela sua localização. É fantástico entrar nestes hotéis de lounge aberto. Ao fundo vemos o mar. Dá vontade de deixar a mala e enfiarmo-nos  logo na infinity pool. “Mal posso esperar a hora de deixar o quarto já com os calções da praia vestidos”. Mas enquanto fazemos o checkin, recebemos um cocktail para ir refrescando do calor intenso.

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Em Varadero todos os hotéis encostados à praia têm catamarans e actividades gratuitas. A água é sempre quente e a areia fina, fazendo desta praia uma das referências mundiais. Os cubanos têm imenso orgulho nas suas praias. Dizem mesmo que é a melhor do mundo. E de facto é de bradar aos céus. Quem me dera viver uma temporada num sítio destes. Além de quente, a água tem imensa vida. Consegues nadar à beira dos peixes, descobrir pequenos corais encostados às falésias da praia e brincar com estrelas do mar. O bar junto à praia também ajuda na animação, com alguma música à mistura.

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Mas para quem não gosta de praia, tem piscina. Perto da principal havia sempre animação programada e cocktails do dia. Na hora do calor, preferia ir para os colchões com sombra e fazer uma bela sesta, longe do barulho da salsa cubana. Quando estava quente de mais, escorregava para piscina. Sabe tão bem! Outra vantagem dos resorts em regime TI é a possibilidade de te dirigires ao bar e pedires o que bem te apetecer para beberes, ou comeres, como por exemplo umas asinhas de frango com uma margarita a meio da tarde!

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O nosso quarto ficava no edifício principal, virado para o mar. Todos os dias podíamos deitar-nos na poltrona da varanda e aproveitar o pôr do sol, antes ou depois do jantar, conforme o nosso apetite.

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E por falar em apetite, umas férias estão quase sempre associadas a comer e beber bem. Por isso, se vieres a Varadero tens de aproveitar os restaurantes temáticos. O dress code é sempre mais apertado e podes tornar a tua noite mais glamourosa, com empratamentos requintados de comida deliciosa. Sempre que posso, evito o Buffet à hora de jantar.

Depois de jantar, sabe bem dar uma caminhada pelos passeios do resort, ladeados por relva e iluminação subtil. Depois é hora de ouvir um pouco de música cubana junto ao bar. Com um copo de rum envelhecido ou um cocktail para as senhoritas, desfrutamos de um pouco de Salsa, jazz ou meregue, antes de ir para o quarto descansar.

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Algarve, 4 coisas imperdíveis

Ainda não tinha escrito sobre a ida ao Algarve, no Verão passado. Com esta chuva e o frio do Inverno, sabe bem lembrar o tempo quente e a água transparente do sul de Portugal. É óptimo viajar para um destino quente a meio do nosso Inverno. Como este ano ainda não tive planos para tal, vamos com o meu blog. Faz um chá, cobre os joelhos com uma manta e vem daí.

O Algarve é uma zona de eleição para férias. Tem tudo o que precisamos para passar uns dias, fora do rebuliço do dia a dia do trabalho. Durante muitos anos passei temporadas de férias no Algarve e é uma zona que conheço bem. Desde as praias, aos parques de diversão, os restaurantes, o tempo. É decididamente uma zona que tens de explorar.

O Algarve divide-se em “dois”. O barlavento e o sotavento. Chama-se assim por causa das direcções dos ventos. De qualquer das formas, em termos paisagísticos, as praias são também diferentes. Por exemplo, a Barlavento (de Sagres até Albufeira) tem praias encaixadas em falésias, com muitas formações rochosas. O Sotavento, pelo contrário tem praias com areia mais fina.

Então, se fores ao Barlavento há coisas que tens que visitar. Não fiques a semana toda na mesma praia e aproveita para conhecer o Algarve. Aqui estão quatro alternativas.

1º – Praias escondidas

No Algarve não falta alojamento. Nós optámos por ficar em Portimão. Daqui, e de carro planeámos conhecer as mais famosas praias desta zona. No caminho, junto às estradas encontrámos figueiras que nos ofereciam deliciosos figos. Por isso, sempre que puderes, evita as auto-estradas. No GPS, basta optares pelo caminho sem portagens, que inevitavelmente vais encontrar estas dádivas da natureza.

Praia Dona Ana

Esta praia, localizada em Lagos, é uma verdadeira delícia. Acabámos por visitar duas vezes. Protegida pela Ponta da Piedade, quase não tem ondulação. Maravilhosa para umas férias de família com crianças, já que o mar é mesmo calmo. Na maré baixa é possível nadar um pouco e entrar em praias inacessíveis. O estacionamento não é fácil.

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Praia de Benagil

Para chegares a Benagil, tens de ir na direcção contrária. Podes aproveitar para conhecer a gruta mais famosa do mundo… e arredores 🙂 – O algar de benagil. De qualquer das formas a praia é linda. Pode-se subir pela escarpa do lado direito e observar os aventureiros a saltar a mais de 20 metros de altura. A Redbull ainda não encontrou spot para saltos acrobáticos. Por isso o máximo que vais ver são chapas de amadores.

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Praia Castelos

Esta praia está situada entre a praia do Vau e da Rocha, as mais conhecidas de Portimão. Foi num daqueles dias de Verão, em que o calor fica, até as oito da tarde, a fazer força para continuarmos deitados na areia, que ficámos para ver o pôr do sol. Não estávamos sós. Dezenas continuavam a ir à água, a jogar à bola ou simplesmente a aproveitar os últimos momentos de luz.

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Praia do Vau e Praia da Rocha

Como referi atrás, estas são as mais conhecidas de Portimão. Não cheguei a estender a toalha na Rocha. É demasiada confusão para mim. Passei lá, numa caminhada matinal, logo depois de deixar as coisas no areal. Quanto à praia do Vau, esta é bastante mais calma. Óptima para tomar aquele café da manhã, na esplanada, enquanto ainda está uma temperatura amena!

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2º Ria Formosa e a praia de Faro

Ter tempo livre nas férias permite sair da rotina e ter novas experiências. Através do Ciência Viva, aproveita para marcares uma actividade. Na época do Verão existem sempre programas gratuitos, que te permitem descobrir novas áreas de interesse. Os programas disponibilizados existem por todo o país, não só no Algarve. Nós fizemos a pesquisa e marcámos uma experiência de caiaque na Ria Formosa. O nosso guia foi um professor universitário que explicou a biodiversidade da Ria. Foi uma mini-aula, onde podemos aliar o desporto e o conhecimento. Excelente!

Depois desta actividade fomos à praia de Faro. Com pouquíssima gente, podemos estender as toalhas na praia à vontade, sem que ninguém estivesse em cima de nós. A água estava muito quente!

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3º Ponta da Piedade

A minha vontade de visitar este cabo nasceu quando vi uma fotografia de uma amigo, no Instagram. Realmente, tens de vir aqui e dar uma volta de barco para conhecer a Ponta da Piedade. Podes fazê-lo quando visitares a Praia Dona Ana, em Lagos. É fácil chegar até aqui. Toda a cidade tem imensos placards direccionais. A vista é maravilhosa.

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4º Grutas de Benagil

O grande ex-librís do Barlavento são as grutas de Benagil, nomeadamente o Algar de Benagil. Uma enorme gruta, com uma abertura no topo. Já tinha escrito um post sobre este tema, mas deixo-vos o video e algumas fotos para se deliciarem com a visita.


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Taruga Benagil Tours


Numa extensão de vários quilómetros vão aparecendo grutas e praias na costa algarvia. Em Benagil está uma das grutas mais procuradas de toda a Europa – o Algar de Benagil. Uma Gruta escavada pela força do mar, com um olho no alto originado pela queda da galeria.
O Tour tem que ser marcado com alguma antecedência porque costuma ter bastante adesão do público. Quando se entra na praia, localizamos logo uma banca que vende os bilhetes e onde se fazem as marcações. Apesar da afluência, o staff era muito simpático.
Existem dois tipos de viagem (uma hora e uma hora e meia). A diferença está na possibilidade de permanecer dentro do Algar.
De qualquer das formas, este tour vale muito mais para além de observar apenas o Algar. Podemos ver praias dentro de cavernas, passagens por entre rochedos e praias quase desertas que aparecem pela viagem. O capitão do nosso barco também facilita o desfrutar da viagem, proporcionado momentos divertidos.
Um verdadeiro “must do”.
www.tarugabenagilcaves.pt
1h – 20€
1:30h – 30€
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Costa Vicentina, roadtrip.

Acabou o Verão! Mas nem por isso temos de deixar de falar dele.


A viagem que trago é uma roadtrip pela costa vicentina, um périplo por várias localidades, praias e motivos turísticos. Quatro dias na estrada em direcção ao Sul saltando, literalmente, de lugar em lugar.
Uma roadtrip tem algumas particularidades. Em primeiro lugar, tem de contar com uma boa planificação (refeições, dormida entre outros). Logo de manhã arrumam-se as coisas e arranca-se para o próximo destino.
Em segundo lugar abdica-se do luxo dos hotéis. Não é necessário alojamento em grande, já que é preciso levantar bem cedo de manhã para conseguir cumprir um plano “exigente” de visitas.
E em terceiro lugar, a consciência do espírito de “avançar” que tem de estar presente numa viagem deste tipo. Para quem já passou pelo mesmo sabe do que estou a falar. Cada dia é uma novidade e um processo de adaptação. Não é como umas férias num hotel onde existe uma espécie de “base”, e ao fim do terceiro dia já temos rotinas.
A última vez que fiz esta viagem pela costa alentejana tinha sido há mais de dez anos atrás, quando começou o Festival do Sudoeste. Nessa altura, eu e os meus amigos também fomos pelas nacionais até à Zambujeira do Mar. Hoje as estradas estão bem melhores e em excelente estado. Algumas delas, lado a lado, com o mar até convidam a ir mais devagar. Até à nossa primeira paragem, na Comporta, fomos por autoestrada. Daí em diante, avançamos de localidade em localidade até à praia da Arrifana. Venham daí…
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Praia da Comporta
Em três horas chegamos a Alcácer do Sal. Ao chegar saímos da autoestrada e virámos à direita, em direcção à praia da Comporta. Não se pode dizer que a Costa Vicentina comece logo aqui por esta zona, já que ainda estamos no Concelho de Setúbal. De qualquer forma, ao chegar a esta praia, a poeirada e o calor identificam a aproximação ao Alentejo. O tempo estava óptimo (32º) e tivemos o privilégio de apanhar a água a uma temperatura de 25º.
A praia é de excelente qualidade e elevou logo a fasquia da viagem. O que mais fascinou foi a tranquilidade das pessoas, fora do rebuliço da cidade e o mar calmo, sem ondulação forte.

Badoca Safari Park
Situado perto de Santiago do Cacém, este parque é uma excelente oportunidade para levar a família e visitar os animais. No entanto, é um zoo especial já que uma das atracções passa por fazer um safari, e ver os animais em “liberdade”, fora dos comuns espaços fechados dos zoos.
As entradas para o Parque não são caras. O parque tem uma parceria com a “Via Verde”, que te permite comprar os bilhetes com preço mais baixo e ainda usufruir de um desconto nas portagens da Brisa.
O Badoca é bastante grande e com grande diversidade de animais. Além disso, a organização aproveita as horas de alimentação dos animais para interagir com os visitantes, como acontece com os lémures, aves e outros animais. O safari propriamente dito, tem horas “marcadas” dependendo a afluência ao parque, e foi-nos informado na bilheteira.
Podem clicar neste link para verem o post e o video.
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Lagoa de Santo André
Enquanto que já tinha ouvido falar do Safari Badoca Park e da praia da Comporta, fiquei surpreendido por não conhecer esta lagoa. Julgamos que temos um país pequeno, mas afinal ainda somos surpreendidos. A Lagoa de Santo André revelou ser um sítio calmo. Na mesma praia encontrámos o mar, e nas costas uma imensa lagoa de água salgada, ideal para as crianças brincarem à vontade, sem o medo da rebentação. Por acaso, na tarde que escolhemos para estar por aqui, o mar estava mais agitado e isso permitiu descobrir a lagoa. Aproveitámos que estavam a alugar caiaques e pranchas de padel e lá fomos nós…
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Porto Covo 
Porto Covo surpreendeu! Um machada de bom gosto do que há de melhor no Alentejo. Logo à chegada parámos na Praia Grande. Entreposta entre dois penhascos, e com enorme areal, forma-se uma lagoa na maré baixa, ideal para os que apenas querem molhar os pés. A maré baixa também permite descobrir outras praias laterais, convidando então para uma caminhada. Pela hora do almoço, dirigimo-nos ao centro. Os restaurantes serviam marisco a preços bem convidativos, numa rua cheia de turistas. As casas baixas, mas coloridas tornam este lugar peculiar. No fim, e sem contar, encontrámos uma praia quase privada, a Praia dos Buizínhos. Fechada pela natureza, e protegida pela ondulação, demos um mergulho que soube pela vida. Que maravilha!
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Ilha do Pessegueiro
Apenas de passagem, paramos apenas para contemplar.
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Vila Nova de Mil Fontes
Chegámos a esta localidade depois de termos saído da Ilha do Pessegueiro. Estava uma tarde mais ventosa que não permitia estar confortavelmente na praia. Ao darmos uma volta pela vila descobrimos o desaguar do rio Mira. Na margem, uma praia protegida pelo vento. Como estávamos com tempo decidimos estender as toalhas e aproveitar o fim de tarde.
Depois de jantar demos uma volta pela vila, pelos vistos em dia de festa, e recheada com os turistas e emigrantes, que por esta altura enchem as ruas. A noite estava quente e agradável como é característico ainda em Setembro.
Na manhã seguinte, tomámos o pequeno-almoço e arrancámos em direcção à Zambujeira do Mar.
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Zambujeira do Mar
Do alto do miradouro, uma praia com rochedos pela areia. A vila estava calma, longe do rebuliço dos festivaleiros por altura do festival de música. Há uma década, lembro-me da imensidão de gente que passava por aqui.
Ainda era bastante cedo e arracámos para Odeceixe.
Praia de Odeceixe
Por aqui desagua a Ribeira de Odeceixe. Sim, mesmo na praia. Casa-se o mar e o rio, proporcionado uma diversão extra. A dureza das escarpas não permitiu abrir uma foz como comummente se vê.
Para almoçar, voltamos um pouco atrás, a Azenhas do Mar. No restaurante com o mesmo nome, pode-se comer do melhor que o Alentejo pode dar.
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Rogil
Seguindo pela estrada, passa-se por uma povoação, Rogil. Um amigo tinha-me aconselhado a parar por aqui, e provar a doçaria de batata doce. Realmente valeu a pena visitar o Quiosque “Já disse”. Comprámos dois doces; um semelhante aos Pastel de Tentúgal e outro semelhante ao pastel de feijão, mas com os respectivos recheios de batata doce. De chorar por mais!
Praia da Arrifana
Estávamos a chegar ao fim. Só faltava mesmo um destino, a Praia da Arrifana. Caracterizada pelo areal pequeno, elevadas arribas e imensidão de surfistas que se desloca para aqui, foi ideal para terminar a nossa roadtrip pela costa vicentina. O fim de tarde maravilhoso, permite ficar a ver o pôr do sol enquanto os surfistas cavalgam nas ondas.
Agora estávamos prontos para continuar a nossa viagem para o Algarve.

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Onde comer:
“A Cascalheira” (Lagoa de Santo André) – Secretos de Porco Preto
“Restaurante Central” (Azenhas do Mar) – Salada de Polvo e Arroz de Marisco
“Tasca do Celso” (Vila Nova de Mil Fontes) – Açorda de Camarão
“O Paulo” (Praia da Arrifana) – Arroz de Tamboril
“Vilhena” (Porto Covo) – Sapateira

Praia da Falésia, recordações de infância.

Em 2015 demos um salto ao Algarve. Há uns anos que lá não ia.

O Algarve para mim é especial. No tempo em que era miúdo ia sempre passar umas semanas para lá. Anos e anos seguidos, fizeram com que olhe para estas praias como algo que é meu, e que me traz  boas recordações.

Acho que nunca é um destino mal empregue. O mar calmo, a comida, o nosso povo – é estar onde nos pertence. Não é como ir a um país qualquer, onde os primeiros dias se estranha a língua, os hábitos, o esforço por conter as emoções de estar num sítio desconhecido.

A praia da Falésia, perto de Albufeira, é completa. O areal é dos melhores. Não tem rochas e podes mergulhar à vontade, sem receio de te magoares. Por trás, abriga-te uma falésia de cores quentes (não te esqueças de respeitar a distância de segurança, pois existe o risco de derrocadas) e por perto podes encontrar comunidades piscatórias. É uma paisagem que não cansa.

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Outras coisas que podes apreciar a partir desta é o pôr-do-sol ao fim da tarde ou conhecer outras praias. Chegas rapidamente à praia dos Olhos de Água, se caminhares para Oeste. Esta praia chama-se assim, porque da areia brota água doce, que é visível na maré-baixa. Basta procurares os pequenos lagos a borbulhar, principalmente junto às rochas do areal.

A partir da praia da falésia também podes alargar os teus planos e dar uma saltada a duas cidades mais “conhecidas” do Algarve – Albufeira e Portimão. Em Albufeira, a praia mais conhecida é a Praia dos Pescadores. É uma cidade completamente direccionada para o turismo e tanto durante o dia como durante a noite tens diversão garantida. Portimão é conhecida pela sua marina.

 

Umas férias pela agência de viagens Clube 2000.