Marrocos, Marrakesh à noite

Olá de novo!

Podia fazer um post/texto! Mas pensa que podias sentir e estar lá?

Daí que me lembrei que podia fazer um vídeo, sem música. Só com os próprios sons…. Depois acrescentei alguma narrativa!

Nasceu Marrakesh à noite!

E não é daquelas viagens caras!

Marca hotel

Marca voo

@momondo #owtravelers #admomondo

Marrocos, a minha primeira viagem fotográfica

A viagem de Marraquexe até Merzouga foi a minha primeira viagem fotográfica a sério. Estive muito mais focado em desenvolver competências com a máquina nova, uma Sony A7ii. Assim decidi escrever sobre a última parte da viagem a Marrocos, conjugando com o convite que a @momondo fez para escrever sobre o que nos apaixona, neste caso a fotografia em viagem. Cada dica que achei importante, deixei em legenda nas próprias fotos!

Já há quatro anos que ando vidrado no vídeo e achei que era altura de fazer algo de diferente. É engraçado porque muitos pensam que quem faz vídeo, faz fotografia. Mas não nos esqueçamos que são disciplinas diferentes. Como levo isto como um hobbie, nunca conseguiria avançar com o conhecimento das duas ao mesmo tempo, por isso, este ano tenho investido muito mais na fotografia. Ainda assim fiz o vídeo da viagem, que podes ver aqui, antes de leres o post completo.

Neste post vou tentar dar algumas dicas de como tirei as fotografias e destacar os pontos turísticos da viagem entre Marraquexe e Merzouga. Não sou um expert. São algumas dicas que, na minha opinião, melhoram instantaneamente fotógrafos menos experientes. Ainda assim, recordo que tudo o que sei é porque me interesso. Nunca tirei nenhum curso. Em algumas fotografias vou deixar as dicas que são mais oportunas! 

Já passou algum tempo sobre o último post sobre Marraquexe. Foram apenas dois dias completos, mas que no meu entender chegam bem para uma primeira abordagem a Marrocos. Algumas pessoas gostam de “devorar” um destino, não deixando espaço para uma futura visita. Acho importante deixar coisas por ver porque fica aquele desejo de voltar. Quanto ao resto da viagem por Marrocos, as paisagens mudam imenso, por isso existem sítios lindíssimos por onde passei que nem sei o nome. Embatemos de frente com a beleza deste país. Nunca julguei que se tornasse numa experiência inesquecível e tão diversa.

Passo então aos destaques destes 5 dias de viagem com a Janka Tours.

Alto Atlas e Aït Ben Haddou

Arrancámos cedo do Riad Zaki até parar pela primeira vez.  Passadas várias dezenas de quilómetros já não estavam 40º como em Marraquexe. No topo das montanhas do Atlas, 15º convidam a um cházinho, num estabelecimento à beira da estrada. Estiquei as pernas e tirei a máquina da mochila. Estava a 2000 metros de altitude, e com alguma probabilidade apanha-se escarpas com neve. A altitude máxima destas montanhas é de 4167 metros em Jbel Toubkal. O Atlas é um lugar obrigatório de passagem para a zona do deserto, até Merzouga. Nestas montanhas levámos com o primeiro embate com a cultura berbere. Aldeias isoladas, rios secos que só correm no Inverno, populações que apenas vivem do pastoreio, agricultura e turismo, vendendo artefactos junto à estrada. Os berberes foram “baptizados” pelos romanos quando invadiram esta zona, e mantém as suas tradições até hoje.

Fomos fazendo caminho até Ait Ben Haddou. Um verdadeiro tesouro já classificado como património da humanidade pela Unesco. Foi palco de alguns filmes como a Múmia e Gladiador. Visitámos a vila com Mohamed, um berbere de turbante amarelo, que podem ver no vídeo que fiz. Ele mostrou como a cidade cresceu ao longo dos séculos. As várias fortalezas delimitam os séculos de crescimento e, a seus pés, passa o rio Drá, que nessa altura do ano está seco. Andei por dentro de algumas casas abandonadas, atalhos, até chegar ao topo, onde pude captar a paisagem. Esta cidade transmite algum misticismo, e os relatos do guia transportam-nos para outros tempos. A localização da cidade é estratégica. Da colina consegue-se ver toda a planície adjacente e perceber que foi, outrora palco de grandes guerras.

Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira

Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira
Dica Fotográfica: Isola o objecto. Para captares momentos tens de ter uma lente com um f baixo. É importante manteres o objecto ao centro da fotografia para trasmitir o efeito desejado.
Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira
Dica Fotográfica: Para captares fotografias de paisagem ou panorâmicas coloca o f alto, por exemplo 10 ou 11.

Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira

Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira
Dica Fotográfica: quando queres tirar uma fotografia de paisagem, tenta lembrar-te de que podes estar incluido(a). A foto ganhará automaticamente maior interesse!
Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira
Dica fotográfica: Não temos de estar a olhar para a máquina sempre que queremos ser fotografados. Pede a alguém que te vá fotografando enquanto caminhas distraidamente pelo local.

Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira

Ait ben haddou marrocos joao tiago oliveira

Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira
Dica Fotográfica: Sempre que puderes tira a fotografia em formato RAW. Estes formatos contêm muito mais informação para que possas editá-las em programas próprias.

 

Kasbah Amiridil e Vale de Dades

As Kasbah fazem lembrar “casas” na nossa língua. Talvez seja daí que vem o nome.

Tinhamos saído de Ait Ben Haddou em direcção a Dades. No entanto fora de Marraquexe vêem-se imensas placas com o nome Kasbah. A Janka Tours tinha preparado uma visita numa das mais bem preservadas que se conhecem. Estas casas são construções de madeira, palha e lama. Pode parecer esquisito, mas parecem muito consistentes. Amridil é um autêntico museu dos costumes berberes. Tem os utensílios muito bem preservados e consegui colocar-me na pele daqueles habitantes, e de como vivem nestas zonas. Outro facto que desconhecia é a abundância de água que este país tem. Uma grande parte da produção agrícola é exportada para a Europa. Mesmo quando os rios estão secos, a água continua a correr por baixo do subsolo, o que alimenta o verde dos oásis.

Este primeiro dia é bastante cansativo porque são cerca de 350 km em 6 horas de viagem de carro, sem contar com as paragens. Mas o dia acabou num sítio fantástico, o Ksar Sultan Dades. Podes consultar os preços pela plataforma da Momondo clicando no link.

Mas estava na hora de descansar. Este alojamento tem umas condições excelentes e a experiência gastronómica foi muito boa. Ainda com energia, aproveitei para fazer um pequeno vídeo.

Dades é uma região paisagística muito bonita, algo que apenas veríamos no dia seguinte. 

Kashbah marrocos João Tiago Oliveira

dades marrocos João Tiago oliveira
Dica fotográfica: Aproveita para tirar fotografias em contraluz. Ficam bem se a tua máquina tirar fotos em HDR.

dades marrocos João Tiago oliveira

vale de dades marrocos joao tiago oliveira

 

Gargantas del todra

Acordar no vale de Dades é fantástico. Só de manhã me apercebi da beleza do mesmo. É uma pena que em Marrocos não se pode voar o drone. Teria captado umas boas imagens neste país.

Saímos do hotel em direcção à Garganta del Todra, mas sem antes fazer um pequeno desvio aos estranhos “Dedos dos macacos“, umas construções montanhosas a que os locais dão a esse local. Mas permitiu permitiu umas fotografias muito engraçadas.

Voltámos ao caminho até ao espetacular miradouro da Garganta del Todra. As ruas em zig zag já se tornaram um símbolo dos tours até ao deserto do Sahara. A máquina ainda nem tinha aquecido a mochila e já estava a sair outra vez.

A paisagem muda completamente apenas em algumas horas. Impressionante como veremos…

dades marrocos João Tiago oliveira
Dica Fotográfica: corta a fotografia para eliminares os elementos que não desejas captar. Assim, a fotografia terá muito mais impacto.
dades marrocos João Tiago oliveira
Dica fotográfica: Adiciona um acessório de moda ao teu guarda roupa para te fazer sobressair na fotografia.

todra marrocos joao tiago oliveira

marrocos joao tiago oliveira
Dica fotográfica: Por vezes apenas temos de parar o carro e aproveitar o que a paisagem tem para nos dar!

garganta dele todra marrocos joao tiago oliveira

Os dromedários e dormir no Deserto de Merzouga

Em direcção ao deserto….

As paisagens sucedem-se. Ultrapassadas as montanhas e os vales de Dades, dirigimo-nos para o momento aúreo da viagem: a visita ao deserto do Sahara e a noite no acampamento. Era uma viagem de cerca de 3 horas. Muitas vezes a estrada desaparecia e o Amid seguia os instintos (e talvez sinais visuais que conhecia).

Aqui se desfez outra ideia pré concebida do turismo nos desertos. As dunas alaranjadas são apenas partes insignificantes do deserto do Sahara. Uma grande parte dele é o chamado deserto negro. Convido-te a ver isso no Google maps. Apenas a mancha laranja junto a Merzouga são as “famosas” dunas alaranjadas. Os acampamentos ora estão na orla das dunas ora no meio.

Chegámos por volta das 16 horas a Merzouga e montámos os nossos dromedários (em Marrocos não há camelos), fazendo caminho até ao acampamento Horaz Luxury Desert Camp. Este fica a cerca de uma hora de dromedário. Mas optei por fazer parte do caminho no jipe do alojamento, que nos apanhou a meio do percurso.

A experiência de dormir no deserto é fantástica. À chegada somos brindados com um chá e podemos disfrutar do pôr do sol nas zonas de sofás. Não estava muito calor o que permitiu esperar pelo jantar comodamente deitado nas almofadas! O que mais gostei do acampamento foi a equipa de animação. Tocam música berbere e foram bastante interactivos. Tocamos tambor e tal! Porreiro! Já para não falar de um facto extraordinário. Tínhamos o acampamento só para nós. Não estava mais nenhum hóspede!

Excepcionais foram as condições do quarto. Nem parece que estamos no deserto. Se precisássemos tínhamos aquecimento. É um quarto convencional dentro de uma tenda robusta e super bem decorada. A noite foi muito confortável.

deserto sahara marrocos joao oliveira
Dica fotográfica: Aproveita algumas nuvens para captar a paisagem. Vão existir lugares com diferente iluminação para criar um efeito visual mais potente

deserto sahara marrocos joao oliveira

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Dica fotográfica: Utiliza os vários planos: perto, médio e longo.

deserto sahara marrocos joao oliveira

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Rally no deserto e o deserto Negro

O tempo não esteve de feição para captar o pôr e o nascer do Sol. Esteve sempre nublado. Quando é assim não podemos bloquear. Há tanta coisa que pode ser o objecto ideal para uma boa foto. Basta puxar pela imaginação e disparar. É nestes momentos que desenvolvemos algumas competências.

Logo pela manhã é hora de sair do deserto. Ainda fiquei por ali a ver se o Sol aparecia, mas nesse dia não queria nada comigo. Entrei no Jipe e o condutor acelerou para uma autêntica experiência no Deserto. O Rally Dakar passava nesta zona: “A Elizabete Jacinto vem todos os anos treinar para aqui” dizia ele enquanto desbravava mais umas dunas. A sensação é fantástica. Apesar de pensarmos que o carro se vai afundar na areia, isso nunca aconteceu. Fomos fazendo os altos e baixos das dunas por uma areia incrivelmente consistente. Mas as cores estavam maravilhosas, especialmente o cor de laranja das dunas.

Depois de sair desta zona de dunas, contorna-se o deserto para a zona do deserto negro. Amid, da Jankar Tours disse-nos que íamos procurar os nómadas, as tribos que, como o próprio nome indica, saltam de lugar em lugar em busca de pastoreio. “Pastoreio?”, perguntam vocês? Pois, o deserto, no seu subsolo, tem bastante água. Por exemplo, o acampamento de Horaz tinha um poço próprio. Mais! Fomos visitar um autêntico lago, perto de Méridja onde centenas de aves discutiam o “sexo dos anjos”. Relativamente aos nómadas é possível tomar um chá com eles, no entanto não se proporcionou esta “aventura”. Sinceramente tive algum receio acerca da higiene. Acredito que corresse tudo bem, mas resolvi não experimentar.

Tive a tarde livre e fiquei alojado no Riad Madu. Pesquisa aqui alojamentos pelo site da Momondo.

deserto sahara marrocos joao tiago oliveira

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Dica fotográfica: experimenta um angulo diferente. De drone ou de angulo inferior, estas fotos costumam captar a atenção.

deserto sahara marrocos joao tiago oliveira

deserto do sahara marrocos

riad madu joao tiago oliveira

riad madu joao tiago oliveira

 

Aldeia de Khamlia e os Sudaneses

Ainda de manhã visitámos esta aldeia. Nela habitam maioritariamente descendentes de sudaneses, trazidos como escravos para trabalhar no campo e pastoreio. Hoje em dia é uma aldeia pacata, onde é possível ouvir a musica Gnawa. No vídeo apanhei alguns momentos desta visita. Foi servido um chá  de menta delicioso! Ficámos a ouvir música e a degustá-lo! Um excelente momento à sombra. Mesmo assim, o chá quente caia bem! Parece que nos despertava das temperaturas altas.

Aldeia de Khamlia e os Sudaneses

 

Ouarzazate e os estudios de cinema

Ouarzazate foi um dos últimos destinos de Marrocos. A última paragem antes do regresso! A cidade do cinema, onde ficam os estúdios Cinema Atlas.

Esta cidade cresceu em torno do cinema. Aqui foram criados os estúdios de Gladiador, Babel, Missão Cleopatra entre outras. O bilhete inclui visita guiada em várias línguas. Infelizmente, não existe em português. Mas a visita é bem interessante, e passei pelos vários cenários ainda montados. Alguns são reaproveitados para séries e filmes actuais. Nessa altura estavam a preparar filmagens para uma série italiana.

Em Ouarzazate fiquei alojado no Riad Dar Chamaa. Experimenta a plataforma da Momondo para pesquisar alojamentos em Marrocos.

A viagem chegou ao fim. Mas ainda fiquei com alguns momentos por contar. As paisagens de Marrocos são maravilhosas e a cultura deste país consegue acompanhá-la!

cine atlas marrocos

cine atlas marrocos

cine atlas marrocos

Espero também que tenham gostado das dicas fotográficas (ficaram nas legendas).

Esta viagem foi realizada com a Janka Tours.

Obrigado e boas viagens!!

 

#owtravelers #admomondo

Visitar Marrakesh em dois dias

Olá,

Marraquexe (ou Marrakech) significa “a cidade de Deus”, dito pelo guia. Neste post vais saber o que fazer nesta cidade desde hoteis, riads, souks, tours. O essencial para quem fica 2 ou 3 dias por aqui ou de passagem em viagem por Marrocos.

Nos dias seguintes, fiz uma tour com a Janka Tours até ao Deserto do Sahara, mas só nos próximos posts falarei da restante viagem!

Em jeito de introdução podes ver o video que realizei para te aguçar a curiosidade sobre este destino fantástico. Podes sempre subscrever o canal! Obrigado

P.S.: O resto da viagem está no Post: Marrocos, a minha primeira viagem fotográfica

Já estava com saudades de fazer uma “grande” viagem. As escapadelas deste Inverno foram boas mas o corpo já estava a ressacar por uma viagem maior.

Gosto de ficar muitos dias fora de casa. Desligo logo a ficha do trabalho, e a “incerteza” apodera-se do nosso dia a dia. E esta viagem foi um verdadeiro sinónimo de incerteza. Eventualmente, a que menos preparei de todas as que já fiz. Por norma, costumo pesquisar imenso, planear os dias ao detalhe. Um grande exercicio de planeamento nos dias que antecedem à viagen. Desta vez não foi assim. Duas horas antes de entrar no avião, abri o Google Trips, baixei o mapa de Marraquexe com as principais atracções da cidade e confiei que ia correr tudo bem.

Em Marraquexe

Os dois dias chegaram perfeitamente. Como é óbvio, mais tempo teria dado oportunidade para conhecer mais, mas penso que chegou para perceber como funciona a cidade. E eu adorei. Já visitei cidades que não deram tanta pica. Talvez fosse das pessoas ou do ambiente, não sei bem, mas Marraquexe incute a vontade de ver mais. Por vezes, estava numa praça qualquer, e metia-me nas ruas só para descobrir o que havia por ali!

Para além das principais atracções, como os jardins de Majorelle, Mesquitas, Madraça, Palácio el Badi, museus etc, a grande paixão da cidade está nos souks. Estes são mercadinhos que inundam a cidade. Vê-se de tudo: ruas de carnes, frutas, legumes, incensos, especiarias, artefactos e tantos outros. Muita da essência de Marrakesh está nesse detalhe, inundando a cidade de cheiros e cores e que traz as pessoas para a rua, como se fosse o sangue que corre em nós!

DICA importante: sempre que te perguntarem se é a primeira vez que estás em Marrocos, diz que não. Os marroquinos estão sempre à procura de um momento para te levarem mais dinheiro pelas coisas.

Se quiseres ver algumas das stories que coloquei durante a viagem, adicionei um destaque da viagem no meu Instagram.

 

João Tiago Oliveira Marraquexe Marrocos Visitar
Pôr do Sol do Café de France
João Tiago Oliveira Marraquexe Marrocos Visitar
Loja de artefactos num Souk

Trocar dinheiro

A moeda oficial é o Dirrã marroquino. Essencialmente, vais precisar deles para entrar nos museus ou em locais mais oficiais. De resto, aceitam Euros. À medida que ia visitando a cidade, fui encontrando várias lojas de câmbio e a mais vantagosa era na praça Jemaa El-Fna, ao lado do restaurante Argana. Este povo lida muito bem com o dinheiro e começa sempre por negociar os preços demasiado altos. Houve casos em que comprei por metade do preço. Se queres comprar lembranças, especiarias, etc tenta não fazê-lo nos primeiros dias. Por exemplo, algumas especiarias e chás são mais baratas nos hipermercados como o Carrefour. Existiu um caso em que o preço aqui era cerca de 10% do que o que encontrei na rua.

Onde Ficar (Riad)

A estadia foi no Riad Zaki, dez minutos a pé da praça Jemaa El-Fna, o ponto “principal” da cidade. O Riad (nome dado aos alojamentos locais de Marrocos) Zaki tem um pessoal super simpático e umas acomodações normais. Não optei por um com piscina (ou tanque) porque sabia que ia ter outras oportunidades para dar uns mergulhos, durante a viagem. Para além disso, estava previsto só regressar ao riad depois de jantar, por isso era algo que não iriamos usufruir.

Os quartos eram grandes e o pequeno almoço era bom. Serviram uns bolos caseiros, o pão típico khobz e uma espécie de panqueca de semolina. A acompanhar existem os doces, sumo de laranja, café…

Os riads são uma excelente opção de alojamento. São locais típicos e aqui, podes aproximar-te ainda mais da cultura marroquina (certamente uma experiência diferente da dos hoteís!). Se quiseres ver alguns videos dos Riads em que fiquei, podes visitar o meu canal de Youtube.

Utiliza este simulador do booking para realizares as tuas reservas. Ao reservar por aqui, estarás a ajudar o blog, sem que pagues um preço mais elevado, ou custos adicionais.



Booking.com

O que visitar

Algo que ainda não tinha referido, foi o facto de ter visitado Marrocos por altura do Ramadão, o que pode dificultar a visita a alguns locais. Existem algumas atracções que fecham mais cedo, ou que não abrem por esta altura. Mesmo os lojistas aproveitam o dia para tirar longas cestas, já que não podem comer ou beber entre as três da manhã e a sete da tarde.

No primeiro dia, saindo do Riad, fui em direcção um dos ex-libris da cidade, a Mesquita Koutobia e o seu minarete. O minarete é a torre da mesma e ninguém pode construir acima deste ponto. A cultura árabe acredita que os minaretes são essenciais para relembrar os crentes que tem que rezar, ou que encontram facilmente um local de culto. Ou seja, alguém que não seja da cidade pode identificar facilmente uma mesquita. Quem não é crente não pode entrar. A única mesquita que se pode visitar em Marrocos está em Casablanca.

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Mesquita Koutoubia

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Moulay El Yazid

Atravessei os jardins da mesquita e diriji-me mais para sul, para Moulay El yazid, onde estão os túmulos Saadianos. As entradas as atracções não são caras. O problemas são por vezes algumas filas! Mas nada que impeça a visita.

Logo ali ao lado está o palácio El badi. É engraçado porque à medida que visitamos as atracções, encontram-se os tais souks. Ou seja, em vez de se caminhar entre pontos, parece que se está sempre em visita. Há sempre algo para ver, e isso é muito estimulante. O Palácio El Badi desemboca na praça de Ferblantiers, que é perto do bairro Judeu (que só conhecemos no dia seguinte).

Da praça Ferblantiers pode-se seguir para a praça Jemaa El-Fna. Mas não vás pela avenida Hommane Al Fatouaki. Tem imenso trânsito e os passeios são estreitos. À direita dessa avenida, existe uma rua que tem imenso que ver e percorrer, e muito mais calmamente. É quase toda ela um mercado, cheia de lojas de todos os tipos. No fim, “desagua” na Praça Jemaa El- Fna. Esta é fascinante porque tem de tudo, todo o dia. No entanto, é à noite que ganha ainda mais vida!

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Praça Jemaa El Fna
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Praça Jemaa El Fna

 

Segui para os Jardins secretos que foram contruídos à cerca de quatrocentos anos e utilizados por figuras políticas da cidade. São compostos por duas zonas diferentes e tem imensas espécies de árvores e detalhes de arquitetura. É um local ideal para descansar do rebuliço da rua de onde saí.

Depois de almoçar (vê em baixo algumas das opções) dirigi-me para a zona da Mesquita de Ben Youssef.

Cansados destas voltas todas, voltei ao Riad e pela hora de jantar fui ao restaurante Argana! Não deixes de dar um passeio pela praça à noite! 

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Mesquita Ben Youssef
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Secret Gardens
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Praça Jemaa El Fna à noite
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Banca de comida

No segundo dia estava planeado visitar os jardins de Majorelle logo pela manhã! O percurso a pé faz-se bem desde o centro. Tem que se sair das muralhas da cidade e quando o fazemos, parece que se “entra” noutro local. As avenidas são largas e os edificios são completamente diferentes, e já não se amontoam como no centro.

Ao chegar ao jardim constatei que as filas eram enormes, por isso aconcelho-te que vás o mais cedo possível, e que leves sempre água! Este jardins têm uma colecção de espécies incrível. Veêm-se plantas de todo o mundo e a casa onde viveu Yves St. Lourent. Passei aqui a manhã! De tarde não fiz mais do que andar perdido pela cidade a comprar algumas lembranças. É uma boa cidade para ter perderes! Aqui e ali experimenta-se algo novo. Para quem gosta de fotografia e video é espetacular, porque existe sempre um motivo para disparar!

Como tinha dito anteriormente, voltei ao bairro judeu, que é um local completamente diferente da zona envolvente. É aqui que encontras aquelas pirâmides coloridas (de tinta ou especiarias) que tanto caracterizam as fotografias de Marrocos.

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Jardins Majorelle
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Jardins Majorelle
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Jardins Majorelle

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Jardins Majorelle

João Tiago Oliveira Marraquexe Marrocos Visitar
Bairro Judeu

 

Onde comer

Comer foi fácil. A cultura gastronómica de Marrocos é semelhante à nossa. Ao contrário do que se possa imaginar, Marrocos tem imensa agricultura e imensa água. Passei por imensos campos agrícolas nos dias seguintes à estadia em Marraquexe. Isso faz com que exista muita diversidade de verduras e vegetais. No entanto, a carne de vaca é mais dificil de encontrar. Como eles dizem, é mais um luxo!

Sendo assim, destaco 2 locais bem diferentes para se poder almoçar ou jantar:

Argana, localizado na praça Jemaa El-fna. A vista do pôr-do-sol sobre a praça é cativante. Adorei estar a jantar calmamente, enquanto assistia ao frenezim lá em baixo. Das varandas do restaurante conseguem-se ver os encantadores de cobras, berberes a dançar e a tocar, tendas agitadas de comida, enfim.

Terrasse des Epices é um restaurante mais distante do centro, mais foi das melhores experiências gastronómicas. Consegue combinar uma decoração mais moderna com a cultura marroquina. O Dj coloca uma música ambiente que proporciona um bom momento gastronómico. Por causa do calor também estão instalados sprays de água para refrescar do intenso calor!

João Tiago Oliveira Marraquexe Marrocos Visitar
Terrace des Epices

Cafe de France está na mesma praça do Argana. Tem uma vista oposta a este último e é um excelente local para passar um fim de tarde, a beber um sumo e observar o movimento lá em baixo, enquanto o sol se punha!

Estas são duas sugestões top. Os menus são compostos por tagines, espetadas, etc. Não é dificil escolher, logo depois de perceber a técnica culinária que utilizam.

 

Estas são algumas das dicas de Maraquexe. Espero voltar, porque adorei a experiência.

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De ON para OFF, dois destinos para desligar com a Momondo!

Quantas vezes nos fartamos da rotina e só queremos desaparecer, ficar uns momentos a sós sem séries, tv, telemóvel, redes sociais enfim: Dar mais tempo à família, filhos e outras coisas que, por vezes, perdem relevância. Todos precisamos de um detox digital para nos alhearmos do mundo e voltarmos a nós (e o nosso polegar também precisa de descansar).

A Momondo desafiou-me a eleger dois destinos em que te podes alhear de tudo – Sem tv, sem telemóvel – só tu e o mundo.

Os dois sítios para onde viajei, e mais me senti esse alheamento foram:

1º Marrocos. Impossível ficar ligado quando existem campos e montanhas infinitas sem rede! Cheguei a viajar dias inteiros, contemplando apenas as paisagens deste belo país. No deserto do Sahara é que foi mesmo um retiro espiritual! Só nós e as dunas. A animação no acampamento fez-nos perceber que, também é delicioso acabar o dia ao som dos tambores dos berberes!

2º Cuba. É outro destino onde é impossível ter internet. Em Havana por exemplo, os cubanos juntam-se nas praças de wifi para aceder à internet. As ligações são tão fracas que mais vale mesmo a pena esquecer. Concentra-te antes em andar pelas calles e beber uns mojitos pelos bares cubanos!

Por isso, se te sentiste inspirado para desligar do mundo corre para Momondo e pesquisa um voo ou hotel onde possas planear a tua viagem e desfrutar de um detox digital!

@momondo, #owtravelers e #admomondo

 

Os melhores destinos de Verão

A Momondo desafiou-me a escrever sobre os melhores destinos de Verão para este ano.

Todos os dias sou inundado por conteúdo relacionado com viagens, paisagens, videos, fotografias de lugares fantásticos. É engraçado que a maior parte deste conteúdo chega através dos meus amigos, pessoas que sigo nas redes sociais, e que me levam a pesquisar mais sobre os locais partilhados. Ou seja, na verdade eu inspiro-me em todos vocês. É o mundo da partilha.

Assim os lugares que me despertaram maior interesse para este ano são três. E escolhi estes três porque são acessíveis e relativamente próximos. Porque haveria de estar a escrever sobre destinos que não “conseguirei” ir este ano!? Até ao momento sei que apenas vou concretizar uma das viagens abaixo mencionadas. As outras estão a ser cozinhadas!!

1º Marrocos

Pois! Esta será a minha próxima viagem. Vou estar 2 dias em Marraquexe, e os restantes dias num periplo pelo deserto do Sahara, o maior do mundo! Areia e mais areia!! Estou ansioso por “provar” a cultura marroquina através dos souks, riads, planicies e montanhas que este país possui!!

2º Croácia


No instagram tenho vindo a gravar as praias mais bonitas que apanhei. Aquela água transparente já me hipnotisou! Para além disso há um facto que me deixa ainda mais querer visitar este país. A junção entre a cultura italiana e a península dos Balcãs devem revelar-se uma autêntico pote de emoções e experiências culturais!

3º Madeira

Foto de Diego Freitas.

É o arquipélago que me falta conhecer do nosso Portugal! Nunca me chamou muito a atenção mas, recentemente começaram a aparecer algumas paisagens que me cativaram! E a possibilidade de as captar despertaram o interesse em viajar até este destino.

Acho que é facil identificarmo-nos com estes destinos e têm tudo o que precisamos para passar ums boas férias e a um preço razoável!!

Como o preço é sempre um fator importantíssimo no momento de decisão procura sempre um site que te permita obter logo uma ideia dos preços. Para isso podes sempre utilizar o site ou app da momondo para reserva de hoteís e voos!!

 

Acho que fiz boas sugestões, agora é concretizar os planos!

 

 

@momondo, #owtravelers #admomondo