¡Hola, México!

Depois de Miami, aterrámos no México! Direcção: Riviera Maya. Desde logo porque fiquei sem máquina fotográfica e não pude registar os momentos da melhor forma. Às vezes temos destes imprevistos! Foi um bocado frustrante ter avariado. O nosso último recurso foi o telemóvel.

Quando temos imprevistos destes, o que interessa é adaptar rapidamente as expectativas: “Nem tudo está perdido!” – Diverte-te na mesma!

Mais uma vez, viajámos pela nossa agência Clube 2000 que providenciou todo o alojamento, com uma excelente recomendação – o Occidental Grand Xcaret Resort.

No resort adorei os espaços amplos, com grandes halls e zonas de lazer. A piscina fazia-se acompanhar por um bar junto à água. Para além disso, o resort está incluído numa zona onde convivemos com animais selvagens. Macacos, iguanas, pelicanos e aras como que adornam a tua visita à piscina! A Riviera Maia não tem praias. Aliás a mais próxima era a Playa del Carmen. Este resort proporciona uma praia artificial. Ainda assim, uma bela praia por onde alguns peixes exóticos vagueiam, refugiando-se do campo aberto do mar. Podes sempre pedir os óculos de mergulho e acompanhar mais de perto os seus movimentos.

20140530_17092420140601_13251420140602_11054820140602_110618

No entanto, a vida no resort vai muito mais para além da vida animal. Para quem costuma passar uma semana ou mais, em regime “Tudo Incluído” sabe que, ao fim de algumas refeições, o buffet começa a ser um pouco repetitivo. Mas por aqui foi fácil fazer face ao tédio: onze restaurantes (entre os quais alguns temáticos: mexicano, italiano, oriental e grill), nove bares e uma discoteca, cinco piscinas, ginásio, ténis, ufa!  O Resort é tão grande que tem um serviço de transporte.

É bastante fácil fazer conversa com os mexicanos. Como sabem alguma comida mexicana é muito picante. Numa visita à Tacaria, pedimos uns tacos para provar e um dos que escolhi era extra-picante. O rapaz que me serviu pediu-me para ter cuidado, porque no México o picante arde duas vezes… Para quem não percebeu a piada, não vou aprofundar mais o assunto. O certo é que, chamar “picante” aquele que comi, é estar a ser dócil no português.

Park Xcaret

Outro dos pontos fortes do resort é a proximidade com o Park Xcaret, para muitos o melhor parque de diversões do México. Gerei uma grande expectativa em torno desta visita, mas realmente não sais decepcionado. Como estão lado a lado, existe uma entrada directa entre o resort e o parque. Numa gondola, que vai navegando através de um canal, ouvem-se os pássaros, que cantam as melodias matinais. Enquanto atravessas o canal de águas calmas, podes observar a beleza da vegetação e, a aragem quente da manhã bate-te na face. Seria uma óptima forma de começar a visita… O problema é que enquanto tudo isto acontece , o teu coração começa a bombar adrenalina e ansiedade. Começas a pensar nas filas e no plano que traçaste para o dia: – “E se me atrasar nas filas e não vir tudo?”,”Agora às 9 horas começa a alimentação das araras, e às 9:30 é o início do espectáculo dos golfinhos!!”. Apesar do barco ir deslizando lentamente, a velocidade já não é suficiente. Tu só desejas que o raio da gondola tivesse um motor e que atracasse o mais rápido possível no cais.

20140604_085857.jpg

Voltando à parte do melhor parque de diversões do México… Esta conclusão deve-se a diversos aspectos. Em primeiro lugar porque concilia o zoo com a história do México. Consegues perceber que existiu uma forte ligação entre o que foi a civilização Maya e a natureza. Quem visita o parque consegue-se divertir com as inúmeras actividades que tem para oferecer. Foi aqui que nadei a primeira vez com golfinhos. O ponto alto é seres empurrado por dois ao mesmo tempo. Espectacular! Se tiveres oportunidade de o fazer, aproveita! Para além dos golfinhos tens inúmeras diversões, animais e teatros que procuram mostrar a história do méxico! Top top top!! Visita o site para saberes mais.

20140604_09175520140604_10360520140604_11205020140604_11264920140604_11301020140604_11305420140604_11355920140604_11380220140604_17143120140604_17351320140604_18025220140604_180824

No entanto, o fim do dia é o auge. O parque proporciona um mega espetáculo, que está dividido em duas partes. Em primeiro lugar conta-se a história da civilização Maya, com os seus costumes e o jogo da bola mesoamericano que se praticava à 3000 anos. Tudo com efeitos de fogo, som e centenas de actores. Na segunda parte, conta-se a história do México: “Descoberta” do México, como terminou a civilização Maya, ouves os Mariachi, enfim. Para quem gosta de parques, é uma experiência que recomendo.

Aqui ficam mais umas fotos do que podes ver e fazer.

20140604_13091120140604_19223520140604_19261520140604_19364420140605_11534720140605_12112720140605_111057

Playa del Carmen

Este é outro dos locais que não podes perder. Visitar a Calle 5 da cidade de Playa del Carmen. Dizem que a cada dia que passa ela cresce mais um pouco e realmente, é de perder de vista! Tem de tudo: restaurantes, hotéis, lojas, artistas de rua, e sempre cheia de turistas. É aqui que podes aproveitar para comprar algumas lembranças, como tequilla, rum, picante mexicano por exemplo. Ao lado temos a praia propriamente dita.

20140604_182016

Exploratours

Muitos factores explicam que o México seja um destino de férias fantástico. Sol, praia, hotelaria de qualidade e actividades para entreter. Ainda se torna mais fantástico, se souberes em quem confiar um dia inteiro. Foi o que aconteceu com a Exploratours, uma empresa do Miguel Castela, no México. O tour que escolhemos fazer com o Miguel foi Chichen Itza, Ek Balam, cenote e Valladolid. Foi-nos fazendo sempre um enquadramento do que íamos visitar. A qualidade do transporte também excelente, em carrinhas com ar condicionado (a não ser que faças um safari de jipe).

Na excursão que escolhemos, a primeira paragem foi numa cidade Maya, Ek Balam. Para além do Miguel, também nos acompanha um guia, com descendência Maya. Este ia explicando a organização da cidade, como a separação das zonas ricas e pobres, a simbologia das construções e as regras do jogo da bola. Nesta cidade abandonada subimos a pirâmide (porque no Chichen Itza não é permitido).

20140531_10502920140531_10595020140531_10555620140531_11034120140531_10504920140531_110149

Há muitos milhares de anos, toda a região onde os Mayas viveram, foi uma zona de corais. Por isso quando subimos vemos umas grande planície – Yucatán. Muitas vezes confunde-se o extermínio da civilização Azteca, levada a cabo espanhóis, com a história do Mayas. Os Mayas não foram extintos, aliás eles continuam a viver em comunidades no México. O abandono destas zonas é explicada pela sobre-população para os recursos disponíveis, que obrigou a civilização a migrar. As cidades Mayas foram assim tomadas pela vegetação selvagem, após o século X. Passados mil anos, foram sendo descobertas por acaso, visto que nesta enorme planície, aqui e ali surgiam montes. Estes identificam as pirâmides construídas, cobertas de vegetação. No Chichen Itza esta realidade é mais flagrante, já que apenas metade da pirâmide está recuperada/escavada – sim, uma das sete maravilhas do mundo, não está completamente “recuperada”.

20140531_12464920140531_13243120140531_13061520140531_132038

A pirâmide é um templo construído em homenagem ao Deus Kukulcán (Serpente Emplumada). Nos Equinócios e Solstícios geram-se fenómenos de luz e sombras na pirâmide, que permitem a “descida” do Deus serpente (em forma de luz) pela escadaria. Todos os anos, este fenómeno é acompanhado por milhares de visitantes, que se juntam à volta do templo para observação. Outra particularidade da pirâmide, é o efeito acústico que produz quando se batem palmas em frente à escadaria. Este efeito imita o chilrear de uma ave sagrada – o Quetzal. Um verdadeiro deleite, para quem, como eu, não estava à espera destas surpresas.

Depois de sairmos de Chichen Itza, fomos em direcção a um cenote – Ik kil. Os cenotes relacionam-se quer com a civilização Maya, quer com o meio ambiente. Em primeiro são poços de água límpida e gelada por onde caem lianas gigantes. Tivemos oportunidade de nadar neste local. A água, como não é salgada, exige muito mais esforço para te manteres à tona. Para além disso, é um sítio um pouco assustador, porque um cenote pode ter várias dezenas de metros de profundidade, ficando sem saber muito bem o que pode andar por ali.

A ligação dos cenotes à civilização Maya tem um significado até um pouco mórbido. Os Mayas acreditavam que os cenotes eram portais entre a vida e a morte, e faziam parte do seu culto religioso. Sabe-se isto porque foram encontrados esqueletos e muito ouro nos fundos destes poços.

20140531_14515420140531_150650

A última paragem foi Valladolid, uma cidade colonial, fundada em 1545, pelos espanhóis.

20140531_17223420140531_172208

E assim foi a nossa passagem pelo México, um destino verdadeiramente completo!

Se vais viajar, não te esqueças de subscrever o seguro de viagem, que disponibilizo aqui no site.

Os meus parceiros de viagem foram Clube 2000 e Exploratours