Just Dublin

Muitas (não todas!) das vezes que visitamos um país, acabamos por conhecer apenas a sua capital. Fica um país espelhado por uma curta vivência de dois ou três dias. O nosso tempo é limitado e, na maior parte das vezes, não conseguimos percorrer… percorrer não é o termo correcto! ESTAR! Sim é isso… Estar nos sítios e senti-los, como os demais habitantes o sentem! Ou, para quem consegue, ir mais longe e trocar um dedo de conversa com as pessoas. Acho que foi o que senti nesta breve passagem pela Irlanda. Era preciso mais tempo para visitar Galway e as Falésias de Moher, ou ir para sul em direcção a Cork. Fica aquela sensação de desconsolo, como quem vai à praia, e vem embora sem comer um gelado.

Dublin consegue preencher os requisitos para um bom programa. Em primeiro lugar a cidade é fácil de visitar a pé e não precisamos de utilizar transportes públicos. Em segundo lugar, não é assim tão fria como estávamos à espera. Fomos em Fevereiro e as temperaturas rondavam os zero graus. Por sorte, até apanhamos bastante sol, outra coisa que também estava fora dos planos.

O que visitar?

Guiness Storehouse. Uma viagem por Dublin tem de começar, obrigatoriamente, por aqui. O museu, que explica o processo de produção da famosa cerveja Guiness, aproveita para enquadrar também a história das pessoas, da cidade e do país. A interactividade do museu culmina na prova das cervejas. O teu bilhete permite-te provar três cervejas diferentes de seis. Por isso, se fores com outra pessoa, consegues fazer o pleno. A entrada é cara, mas vale a pena. Entrada 14€.

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Catedral de Saint Patrick. É o padroeiro da Irlanda, por isso, visitar a catedral é uma paragem obrigatória. Entrada 6,50€

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Trinity College Library. É onde está o Book of Kells. Manuscritos ilustrados por monges em 800 AD, onde estão redigidos os quatro evangelhos do Novo Testamento. Verdadeiras peças de arte, com minúcia imparável. Também aqui encontramos um dos cenários de Harry Potter, a biblioteca de Hogwarts. Entrada Book of Kells e Old Library 11€

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Dublin Castle. Entrada 14€

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Passear pela Mary Street. Existe turismo de compras, por isso se fores um desses adeptos, tens de passar aqui um dia. Aproveita e compra uns souvenirs da Irlanda. No fim da rua encontras uma enorme agulha The Spire. 120 metros de altura fazem disto um excelente ponto de encontro.

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Jantar em Temple Bar. Temple bar é um bar/restaurante. No entanto, toda a zona envolvente ficou conhecida pelo mesmo nome. É uma conhecida zona de bares de Dublin, onde podes provar a comida irlandesa e uma (ou mais!) Guiness. Depois de jantar (já não me lembro ao certo das horas!) não é permitido que as crianças circulem na zona, mesmo acompanhadas dos país.

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Onde comer?

Old Mill. A carne irlandesa é famosa. Ao chegar perguntámos o que sugeriam, por isso escolhemos um guisado. Que maravilha! Tens de experimentar! A carne é super suculenta porque deixam os animais a pastar livremente. A decoração também era fantástica, permitindo olhar em redor. Quando é assim, até parece que o tempo não custa a passar, enquanto esperamos que nos sirvam a comida.

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The Old Storehouse. É também um reconhecido restaurante. Tinha uma banda a tocar umas músicas para animar a sala. A decoração também nos remetia para um ambiente de pub! Algo que os irlandeses sabem fazer bastante bem!

Para dois, as refeições nunca ultrapassaram os 25€.

Quando ir?

Fomos em Fevereiro. Apanhámos temperaturas de zero a oito graus. Também tivemos dias solarengos e outros com chuva. Para quem gosta de sol e menos frio, deve ir de Abril a Setembro. Nessa altura do ano, os dias também são maiores.

Dicas

O custo da comida é praticamente igual a Portugal. Não vais sentir grande diferença. Apenas tens de te preocupar com o alojamento. Aí sim pode ser um pouco mais caro.

Moeda: Euro

Fuso horário é o mesmo que em Portugal

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Voar com a Aer Lingus

A Aer Lingus é a companhia aérea de bandeira da Irlanda. Marquei a viagem Dublin – Lisboa, porque tinha um horário mais favorável no dia em que queria fazer a viagem de regresso. Acabou por ser uma agradável surpresa voar nesta companhia.

Durante a estadia na Irlanda acabámos por perguntar porque é que o trevo (“shamrock”) aparece tantas vezes. Quer seja nos souvenires, na roupa, como símbolo dos clubes, ou em qualquer outra coisa, o trevo acaba por estar presente. Desta forma, surgiu-nos essa dúvida. Para os Irlandenses o trevo significa sorte e está associado também às celebrações do St Patrick, o mais conhecido santo padroeiro.

Assim, faz todo o sentido que a Aer Lingus o utilize também como símbolo.

No entanto, a nossa viagem pela Aer Lingus foi mais do que agraciada pela sorte 🙂 Para além de termos chegado ao destino, a tripulação foi super simpática, sempre pronta a ajudar. A comodidade do avião também é bastante melhor comparando com as lowcost, tornando a viagem bem mais confortável.

Se tiverem curiosidade, podem consultar o site da Aer Lingus e consultar as tarifas dos voos. Podem ficar surpreendidos com a ponte aérea que fazem com New York, já que anunciam um valor desde o 209€ de ida. Se fizerem uma simulação a 7 meses, podem reparar que se consegue ir e vir por pouco mais de 400€. Um bom preço para quem quiser fazer um combinado Dublin\New York. O segredo é anteciparem a compra dos bilhetes. Faz toda a diferença para uma viagem mais barata. No nosso caso, marcámos o voo Dublin-Lisboa com cinco meses de antecedência e pagámos 114€ por dois bilhetes. Nada caro, comparando com outras companhias.

Ao pesquisar no site reparei que têm os aviões de longo curso equipados com wi-fi a bordo, entretenimento (tv, filmes, musica), tudo o que é necessário para fazer uma viagem tranquila.

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Reservar na IHG, InterContinental Hotels Group

O hotel onde ficas alojado tem um grande peso na satisfação final da tua viagem. É claro que fazer uma viagem em conta, também é importante. No entanto, se começares desde logo a associar-te às vantagens de ser sócio do club (sem custos), podes vir a ter grandes vantagens no longo prazo.

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É o que acontece no caso da IHG, um grande grupo de hotelaria que te dá benefícios. Em primeiro lugar tem tarifas especiais para associados em mais de 5000 hotéis espalhados pelo mundo. Para além disso permite-te acumular pontos e ganhar noites grátis, por exemplo, ou trocar por milhas aéreas nas companhias associadas. Isto entre outras vantagens que podes encontrar no IHG Rewards Club. Como é óbvio, para acelerar a “conquista” de pontos tens de reservar mais vezes nesta cadeia. No entanto, com 5000 hotéis disponíveis, de certo que vais arranjar um à tua medida. E se queres uma prova, então aqui vai. Se desejares fazer uma reserva para Madrid, em Outubro, em quarto privado: No site Worldhostels.com consegues reservas a partir de 40€ sem pequeno almoço; Pelo IHG dependendo do hotel que escolherias, terias reservas a partir de 53€, com pequeno almoço (num hotel com casa de banho privativa e todas as comodidades associadas). Por tanto, eu, que já experimentei os dois aconselho-te a medires bem os prós e contras. Por vezes ficamos demasiado obcecados com a ideia de que é caro ir para hotéis, mas pode compensar.

Foi o que aconteceu em Dublin e Belfast. Ficámos no Holiday Inn Express nas duas cidades. As noites foram tranquilas, sem barulho e com todos os luxos que merecíamos para acordar de manhã com energia para fazer quilómetros e quilómetros a pé ou de carro, de modo a usufruir ao máximo da viagem.

Em Belfast, o hotel estava praticamente no centro da cidade. E como estávamos de carro, era mesmo rápido chegar ao centro (tem parque de estacionamento grátis).

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Em Dublin, o hotel era um pouco mais confortável. Para além do quarto em excelentes condições, usufruímos do “late check out” para ficar mais tempo em Dublin, no último dia. O hotel também tinha um “shuttle grátis” para o Aeroporto, o que deu imenso jeito para não ter de apanhar um autocarro ou taxi.

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