Havana, Cuba


“Na época colonial era quase impossível invadir Havana por mar. Com tantas fortalezas, era uma cidade impenetrável” – Dizia-nos Hugo, o nosso guia.

E assim começou a nossa visita por Havana. Tínhamos chegado no dia anterior, tendo ficado mais de uma hora à espera da nossa mala, no aeroporto. Logo a seguir, um senhor bem arranjado, já nos impingia um táxi para o centro da cidade por 35 Cuc.

“Demasiado caro” – disse eu. Fomos trocar dinheiro e consegui negociar a ida até à Casa El Mirador por 20 Cuc.

Na manhã seguinte, levantámos cedo e fomos ter com o Hugo em frente ao famoso bar “El floridita”, o nosso guia da manhã.

“No época colonial era quase impossível invadir Havana por mar. Com tantas fortalezas, era uma cidade impenetrável”.
Percorremos as quatro praças de Old Havana, como lhe chamam. O centro histórico é muito fácil e rápido de conhecer. Teria feito sozinho, no entanto, aproveitando a cortesia da Havanacar, conseguimos saber muito mais da história da cidade, incluindo os seus monumentos, praças principais, costumes e a ligação de Hemingway à cidade. A destacar os seguintes pontos: Hotel Ambos Mundos onde Hemingway dormia, tem um rooftop fantástico onde podes observar todo o centro de Havana, ao mesmo tempo que tomas um refresco. Uma linda vista a 360º sobre a cidade; No Café El Escorial tomámos um café expresso maravilhoso. Aqui podes aproveitar para trazer uns sacos de grão ainda por moer. O Hugo disse-nos que em grão, só há café de manhã, pois esgota com frequência; El Floridita, onde tens mesmo de tomar o seu famoso daiquiri. Hugo explicou-nos que este bar ficou conhecido pelas visitas de Hemingway o visitava diariamente, depois de vir da pesca. Mas realmente, o daiquiri é muito bom. Tens de o provar!
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As histórias que o Hugo nos contou são infindáveis. Aproveitámos para lhe fazer imensas perguntas sobre o regime e as fantasias europeias sobre Cuba. O Hugo respondeu sempre abertamente, e posso dizer que fiquei com uma ideia bem mais clara sobre os cubanos e o que pensam do comunismo, e como olham o mundo.

Se observarmos, ainda são um povo sob enorme controlo do Estado. O acesso à internet é muito limitado, por exemplo. Encontramos praças de wi-fi pela cidade, repletas com centenas de pessoas a conectarem-se. Se porventura também quiseres usufruir é super fácil. Perto destas praças existem lojas que vendem cartões com internet. Basta comprares um (1,5Cuc – 4,5Cuc) para uma hora de navegação. Mas existem outros constrangimentos. Um cubano não pode sair livremente do país, não existem partidos de oposição e a maior parte da economia é controlada pelo Estado. Por isso, quando vais a um restaurante é quase um favor pedir que te serviam. No fundo não querem saber!

Depois de almoço a Havanacar.net ofereceu-nos uma visita de carro clássico pela cidade. O nosso carro era um Buick Pink Electra de 1957 e o motorista era o simpático Javier! Um jovem da região de Varadero, que estava a trabalhar em Havana. Dizia que se ganhava muito mais a trabalhar para o sector privado, do que para o Estado.

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Saímos do Parque Central e atravessámos logo o Passeo del Prado em direcção ao túnel de Havana. Do outro lado, conseguimos ter uma boa perspectiva da cidade quer do Cristo Rei de Havana, quer da Fortaleza de San Carlos de la Cabaña. Voltámos ao carro e dirijímo-nos novamente para a cidade. Agora percorrendo toda a marginal El Malecón até ao Avenida Paseo, fazendo assim a orla do El vedado, que é outro bairro muito conhecido da cidade. A Avenida Paseo dirige-nos até à Praça da Revolução onde encontramos as faces da revolução – Fidel e Che. Também era aqui que Fidel discursava durante horas para o seu povo.

Por fim visitámos o Bosque de Havana, onde passa o Rio Almendares, visinho do Bairro Chino (Chinatown). Podes ver esta viagem de carro noutro post sobre a Havanacar. Se puderes, aproveita para contratar um serviço destes! Vais ver que vale a pena. É uma experiência inesquecível e uma excelente oportunidade para conhecer mais sobre a cidade.

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Sobre a alojamento. Já tinha referido que tínhamos ficado numa casa. Estas são autênticos Bed&Breakfast. O site por onde aluguei foi o Bbinnvinales, sugerido por uma amiga minha que tinha ido no ano anterior. Ficámos quatro noites na Casa El Mirador. Optámos por esta solução porque tudo o que lia sobre os hotéis em Havana não iam ao encontro do que queria. Tudo caro e com mau serviço. Por isso, preferimos instalar-nos mesmo no centro de Havana velha e durante três dias estar no centro de outro mundo, que não o turístico.

Júlio, o dono da casa, médico, tinha uma gentileza descomunal. Simpático, prestável e procurava sempre entender-nos. À nossa disposição tínhamos o nosso quarto, com suite (que era limpo todos os dias). Podíamos estar nas zonas comuns e tinha todas as condições para o alojamento. Demorávamos cerca de 20 minutos a chegar ao centro (Parque Central) a pé.

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No caminho conseguíamos ver o dia a dia dos cubano. Estávamos quase no centro e, atravessando a rua de San Rafael ficámos a perceber o ritmo da cidade. Este bairro não é muito rico: as casas estão degradadas e as ruas não cheiram propriamente bem. No entanto, passámos vezes sem conta por sítios, aparentemente assustadores e não nos abordavam. Sempre muito tranquilo. Mesmo de noite, com as ruas com pouca iluminação, os cubanos mantém as portas de casa abertas e consegues ver as famílias a ver televisão nas salas. Algo impensável nas grandes metrópoles europeias.

No segundo dia fizemos uma excursão a Viñales.

No terceiro dia em Havana aproveitámos para ter um dia livre, aproveitando para caminhar pelas ruelas coloniais. Um facto importante sobre o país é que os preços praticados são iguais em todo o lado. Tanto em Havana, como em Viñales como em Varadero. E estou a falar de artigos como bebidas alcoólicas, tabaco e outros recuerdos. É impressionante entrar nas mercearias e ver os mesmos produtos em todas elas, ao mesmo preço, com a particularidade de não haver concorrência. Ou seja, shampoo só há uma marca, mel só há uma marca, manteiga só há uma marca… Engraçado não? Isto acontece devido ao embargo sob o qual Cuba está subjugada. É um país que produz tudo o que necessita. Além disso, é o único país do mundo que tem duas moedas em circulação: O Cuc e a moeda nacional. A relação é de 1Cuc=25 moeda nacional. Aparentemente, não vi vantagem em terem estas duas moedas. Quando fores ao banco levantar dinheiro, dão-te em Cuc. Tenta sempre receber o troco nessa moeda, porque é a mais transaccionada e aceite. O difícil é destingir as duas. É só uma questão de atenção.

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Faltavam só ver alguns pontos de Havana. Passámos no Capitólio, que estava em manutenção; visitámos a Estação de comboios, onde encontrámos umas crianças a brincar, junto às locomotivas museu; almoçámos uma lagosta (que é relativamente mais barata do que em Portugal); desfilámos na rua Obispo, uma das mais movimentadas e com maior fluxo turístico e fomos ver o pôr do Sol à Malecón. Um dia perfeito!
Agora estava na hora de ir para Varadero!

Alojamento 4 noites na Casa El mirador – 100Cuc. Podes contactar pelo site, ou directamente com o Julio, através da página do Facebook @elmiradorhavana.
Tour a pé (3 horas) – 40Cuc
Tour em carro clássico (3 horas) – a partir de 90 Cuc (depende do percurso e do número de ocupantes)
Para marcares e contactares a Havanacar- O Stefano responde-te muito rapidamente.
Site – www.havanacar.net
Tripadvisor – Havanacar
Facebook – @cubataxi
Fica aqui o video:

Varadero

Como marcámos a viagem sem agência de viagem, tivemos de andar à procura de um transporte para Varadero. Existem várias possibilidades, desde o comboio, avião, taxi até ao autocarro. Este último foi o que escolhemos. Não fomos pela Via Azul, a transportadora cubana, que oferece bastantes destinos. Se tiverem curiosidade, basta visitar o site – viazul.com. Acabámos por comprar o nosso transfer no Hotel Inglaterra, no Parque Central de Havana, por 25 CUC. O autocarro tinha todas as condições para nos transportar e a viagem durou cerca de duas horas, com a grande vantagem de nos deixar no hotel que pretendêssemos.

Noutro post, já tinha deixado boas indicações do nosso resort, com video e tudo – o Ocean Vista Azul! O hotel prima pela sua localização. É fantástico entrar nestes hotéis de lounge aberto. Ao fundo vemos o mar. Dá vontade de deixar a mala e enfiarmo-nos  logo na infinity pool. “Mal posso esperar a hora de deixar o quarto já com os calções da praia vestidos”. Mas enquanto fazemos o checkin, recebemos um cocktail para ir refrescando do calor intenso.

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Em Varadero todos os hotéis encostados à praia têm catamarans e actividades gratuitas. A água é sempre quente e a areia fina, fazendo desta praia uma das referências mundiais. Os cubanos têm imenso orgulho nas suas praias. Dizem mesmo que é a melhor do mundo. E de facto é de bradar aos céus. Quem me dera viver uma temporada num sítio destes. Além de quente, a água tem imensa vida. Consegues nadar à beira dos peixes, descobrir pequenos corais encostados às falésias da praia e brincar com estrelas do mar. O bar junto à praia também ajuda na animação, com alguma música à mistura.

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Mas para quem não gosta de praia, tem piscina. Perto da principal havia sempre animação programada e cocktails do dia. Na hora do calor, preferia ir para os colchões com sombra e fazer uma bela sesta, longe do barulho da salsa cubana. Quando estava quente de mais, escorregava para piscina. Sabe tão bem! Outra vantagem dos resorts em regime TI é a possibilidade de te dirigires ao bar e pedires o que bem te apetecer para beberes, ou comeres, como por exemplo umas asinhas de frango com uma margarita a meio da tarde!

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O nosso quarto ficava no edifício principal, virado para o mar. Todos os dias podíamos deitar-nos na poltrona da varanda e aproveitar o pôr do sol, antes ou depois do jantar, conforme o nosso apetite.

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E por falar em apetite, umas férias estão quase sempre associadas a comer e beber bem. Por isso, se vieres a Varadero tens de aproveitar os restaurantes temáticos. O dress code é sempre mais apertado e podes tornar a tua noite mais glamourosa, com empratamentos requintados de comida deliciosa. Sempre que posso, evito o Buffet à hora de jantar.

Depois de jantar, sabe bem dar uma caminhada pelos passeios do resort, ladeados por relva e iluminação subtil. Depois é hora de ouvir um pouco de música cubana junto ao bar. Com um copo de rum envelhecido ou um cocktail para as senhoritas, desfrutamos de um pouco de Salsa, jazz ou meregue, antes de ir para o quarto descansar.

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Ocean Vista Azul – H10 Hotels

O Hotel Ocean Vista Azul, como o próprio nome indica é um resort com uma imensa vista de várias tonalidades de azul.

A nossa escolha recaiu neste hotel por alguns motivos. Antes de mais, a opinião geral sobre os resorts/hotéis de Varadero (e mesmo Cuba) é que, de uma forma geral, se apresentam degradados e o staff não é muito disponível. E isto é verídico. É muito difícil entrar numa loja e ser bem atendido. Assim, sabendo que este hotel era mais recente, optámos pelo Ocean Vista Azul na expectativa de sermos bem sucedidos na escolha. E assim foi.  Para mim, a localização e as instalações são os pontos fortes.

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A “infinity pool” é um dos ex-líbris. Por cima de uma arriba, a piscina proporciona excelentes momentos, como por exemplo o desfrutar do pôr-do-sol ainda dentro de água. Ou de manhã, acompanhando o nascer do sol e a alteração da luzes ao longo do dia. Na praia existem actividades dinamizadas pela equipa de animação do hotel, como relaxamento, aulas de dança e aquagym. Mas o melhor é mesmo a temperatura da água e a sua cor cristalina. A minha actividade preferida é ficar debaixo do sombrero, com um mojito e dar um salto ao mar de vez em quando.

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O Ocean Vista Azul também oferece gaivotas e caiaques aos hóspedes e a formidável oportunidade de velejar num catamaran.

O staff também foi dos mais simpáticos que encontrámos. Foram bastante solícitos a responder aos nossos problemas. 🙂

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Neste resort podes encontrar ainda:

  • 3 restaurantes temáticos (gourmet, italiano e caribeño) e o Buffet
  • Teatro com tem actividades todas as noites
  • Snack bar junto à praia
  • Spa e ginásio
  • Atendimento Privilege
  • Actividades náuticas
  • Kids Club

Podes sempre usufruir de 5% de desconto se aderires ao club H10.
Aproveita bem e boas férias!!

Fim de semana no Vila Galé Ericeira

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Convido-vos a passarem um fim de semana às portas de Lisboa. Especialmente bem alojados no Vila Galé Ericeira, um hotel fenomenal pousado à beira mar.

Do Porto demoramos cerca de três horas a chegar à Ericeira. É uma boa viagem para se fazer pela manhã. Eventualmente podemos parar em Aveiro para um café e um ovo mole.

Chegando à Ericeira sente-se logo o ambiente surfista da vila. As casas caiadas de branco, o céu azul e algumas pranchas pousadas à beira dos muros, empurram-nos para o mar, procurando os surfistas que já andam por lá.

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O Hotel Vila Galé fica protegido por um pedaço de terra que entra pelo mar. Protegido pelas marés e dos ventos, proporciona uma excelente vista da Praia do Sul. Esta, sendo um pouco rochosa, esconde lagoas e recantos que é possível descobrir num dia solarengo.

À tarde, quando o sol já bate forte, sabe bem ficar pelas piscinas do Hotel, a beber um refresco e a comer uns petiscos, na expectativa de ver o pôr do Sol. O spa também é por ali perto, e podemos desfrutar das instalações junto às piscinas.

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Depois de jantar, aventuramo-nos no bar. Com uma noite agradável é possível vir cá fora e ouvir as ondas do mar, que passam ali mesmo.

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Despertando, cresce a ansiedade do pequeno almoço. É excelente levantar e acolher logo pela manhã o mar ali tão perto. Aqui apercebemo-nos de todo o esplendor do posicionamento do hotel. Parecemos estar dentro do mar. O Sol, que se vai levantando, vai invadindo as brumas da noite, ainda envoltas na névoa matinal. Uma paisagem inspiradora para quem procura um pouco de descanso e vistas desafogadas.

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Outras facilidades do Hotel Vila Galé Ericeira

  • um restaurante
  • dois bares
  • salas para eventos e reuniões empresariais
  • clube de crianças e parque infantil
  • clube de saúde com salas de massagens, jacuzzi, sauna, banho turco
  • ginásio

Just Dublin

Muitas (não todas!) das vezes que visitamos um país, acabamos por conhecer apenas a sua capital. Fica um país espelhado por uma curta vivência de dois ou três dias. O nosso tempo é limitado e, na maior parte das vezes, não conseguimos percorrer… percorrer não é o termo correcto! ESTAR! Sim é isso… Estar nos sítios e senti-los, como os demais habitantes o sentem! Ou, para quem consegue, ir mais longe e trocar um dedo de conversa com as pessoas. Acho que foi o que senti nesta breve passagem pela Irlanda. Era preciso mais tempo para visitar Galway e as Falésias de Moher, ou ir para sul em direcção a Cork. Fica aquela sensação de desconsolo, como quem vai à praia, e vem embora sem comer um gelado.

Dublin consegue preencher os requisitos para um bom programa. Em primeiro lugar a cidade é fácil de visitar a pé e não precisamos de utilizar transportes públicos. Em segundo lugar, não é assim tão fria como estávamos à espera. Fomos em Fevereiro e as temperaturas rondavam os zero graus. Por sorte, até apanhamos bastante sol, outra coisa que também estava fora dos planos.

O que visitar?

Guiness Storehouse. Uma viagem por Dublin tem de começar, obrigatoriamente, por aqui. O museu, que explica o processo de produção da famosa cerveja Guiness, aproveita para enquadrar também a história das pessoas, da cidade e do país. A interactividade do museu culmina na prova das cervejas. O teu bilhete permite-te provar três cervejas diferentes de seis. Por isso, se fores com outra pessoa, consegues fazer o pleno. A entrada é cara, mas vale a pena. Entrada 14€.

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Catedral de Saint Patrick. É o padroeiro da Irlanda, por isso, visitar a catedral é uma paragem obrigatória. Entrada 6,50€

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Trinity College Library. É onde está o Book of Kells. Manuscritos ilustrados por monges em 800 AD, onde estão redigidos os quatro evangelhos do Novo Testamento. Verdadeiras peças de arte, com minúcia imparável. Também aqui encontramos um dos cenários de Harry Potter, a biblioteca de Hogwarts. Entrada Book of Kells e Old Library 11€

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Dublin Castle. Entrada 14€

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Passear pela Mary Street. Existe turismo de compras, por isso se fores um desses adeptos, tens de passar aqui um dia. Aproveita e compra uns souvenirs da Irlanda. No fim da rua encontras uma enorme agulha The Spire. 120 metros de altura fazem disto um excelente ponto de encontro.

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Jantar em Temple Bar. Temple bar é um bar/restaurante. No entanto, toda a zona envolvente ficou conhecida pelo mesmo nome. É uma conhecida zona de bares de Dublin, onde podes provar a comida irlandesa e uma (ou mais!) Guiness. Depois de jantar (já não me lembro ao certo das horas!) não é permitido que as crianças circulem na zona, mesmo acompanhadas dos país.

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Onde comer?

Old Mill. A carne irlandesa é famosa. Ao chegar perguntámos o que sugeriam, por isso escolhemos um guisado. Que maravilha! Tens de experimentar! A carne é super suculenta porque deixam os animais a pastar livremente. A decoração também era fantástica, permitindo olhar em redor. Quando é assim, até parece que o tempo não custa a passar, enquanto esperamos que nos sirvam a comida.

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The Old Storehouse. É também um reconhecido restaurante. Tinha uma banda a tocar umas músicas para animar a sala. A decoração também nos remetia para um ambiente de pub! Algo que os irlandeses sabem fazer bastante bem!

Para dois, as refeições nunca ultrapassaram os 25€.

Quando ir?

Fomos em Fevereiro. Apanhámos temperaturas de zero a oito graus. Também tivemos dias solarengos e outros com chuva. Para quem gosta de sol e menos frio, deve ir de Abril a Setembro. Nessa altura do ano, os dias também são maiores.

Dicas

O custo da comida é praticamente igual a Portugal. Não vais sentir grande diferença. Apenas tens de te preocupar com o alojamento. Aí sim pode ser um pouco mais caro.

Moeda: Euro

Fuso horário é o mesmo que em Portugal

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Reservar na IHG, InterContinental Hotels Group

O hotel onde ficas alojado tem um grande peso na satisfação final da tua viagem. É claro que fazer uma viagem em conta, também é importante. No entanto, se começares desde logo a associar-te às vantagens de ser sócio do club (sem custos), podes vir a ter grandes vantagens no longo prazo.

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É o que acontece no caso da IHG, um grande grupo de hotelaria que te dá benefícios. Em primeiro lugar tem tarifas especiais para associados em mais de 5000 hotéis espalhados pelo mundo. Para além disso permite-te acumular pontos e ganhar noites grátis, por exemplo, ou trocar por milhas aéreas nas companhias associadas. Isto entre outras vantagens que podes encontrar no IHG Rewards Club. Como é óbvio, para acelerar a “conquista” de pontos tens de reservar mais vezes nesta cadeia. No entanto, com 5000 hotéis disponíveis, de certo que vais arranjar um à tua medida. E se queres uma prova, então aqui vai. Se desejares fazer uma reserva para Madrid, em Outubro, em quarto privado: No site Worldhostels.com consegues reservas a partir de 40€ sem pequeno almoço; Pelo IHG dependendo do hotel que escolherias, terias reservas a partir de 53€, com pequeno almoço (num hotel com casa de banho privativa e todas as comodidades associadas). Por tanto, eu, que já experimentei os dois aconselho-te a medires bem os prós e contras. Por vezes ficamos demasiado obcecados com a ideia de que é caro ir para hotéis, mas pode compensar.

Foi o que aconteceu em Dublin e Belfast. Ficámos no Holiday Inn Express nas duas cidades. As noites foram tranquilas, sem barulho e com todos os luxos que merecíamos para acordar de manhã com energia para fazer quilómetros e quilómetros a pé ou de carro, de modo a usufruir ao máximo da viagem.

Em Belfast, o hotel estava praticamente no centro da cidade. E como estávamos de carro, era mesmo rápido chegar ao centro (tem parque de estacionamento grátis).

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Em Dublin, o hotel era um pouco mais confortável. Para além do quarto em excelentes condições, usufruímos do “late check out” para ficar mais tempo em Dublin, no último dia. O hotel também tinha um “shuttle grátis” para o Aeroporto, o que deu imenso jeito para não ter de apanhar um autocarro ou taxi.

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Nimes, Sète, Carcassone e Lourdes -Viagem pelo mediterrâneo

Adeus Suiça, olá França!

O Cantão de Genebra é como uma península. A fronteira, em vez de ser banhada por mar, é circundada pelas terras Francesas da região de Lyon. Por isso, saindo de Genebra, quase todos os caminhos vão embocar a França. O nosso próximo destino seria a região de Languedoque-Rossilhão. O nome parece um pouco agressivo, especialmente para quem tem como vizinhança a chique Cote d’Azur. 🙂

Até Nimes são 400 km de viagem, a primeira paragem. A viagem faz-se bem porque é sempre a descer desde o alto dos Alpes. Na viagem vemos que podíamos ter feito outras paragens, como Lyon ou Annecy, a veneza dos Alpes. Mas fomos seguindo.

Nimes

Considerada a Roma francesa, pela imponente Arena e arquitectura romana, Nimes fica no sul de França. Também podes visitar o Tempo Maison Carrée. No entanto, parámos apenas para descansar, dar uma volta e arrancar. O nosso próximo destino era bem mais entusiasmante.

Sète

Esta cidade foi uma verdadeira surpresa. Uma autêntica Veneza francesa. Eu, que sou de Aveiro, identifiquei imensos pontos em comum, também com a minha cidade. Em primeiro lugar, centenas de barcos atracados pelos canais calmos da cidade. Estes encruzilhados pela cidade, ligam o Lago de Thau com o Mar Mediterrâneo. Por sorte, chegamos durante as festividades a S. Luís, Santo patrono da cidade e do Porto. Nas ruas espalhava-se a feira, e toda a cidade estava enfeitada para as festividades.

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Carcassone

Esta é uma cidade medieval. A grande atracção é a cidadela, património Mundial. Na cidadela podemos passear pelas ruas estreitas, e encontrar lojas tipicamente turísticas e cheias de recuerdos. Nas praças desfrutas dos espectáculos dos artistas de rua, que ora cantam ou tocam.

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Lourdes
Foi a última paragem antes de chegar a Portugal. Lugar de culto, Lourdes tem um imenso santuário, onde se venera Nossa Senhora de Lourdes, pelas suas aparições no século XIX. Na manhã em que visitámos, estava uma morrinha que transmitiu uma certa paz e sobriedade ao lugar. O espaço para contemplação é imenso, existindo imensos pontos de coincidência com o nosso Santuário de Fátima.

Interlaken, Berna e Genebra – Roteiro pela Suiça

Milão ficou para trás.

Rumo à Suiça, lá fomos nós cruzar os Alpes. Como estávamos no Verão sabíamos que não veríamos neve. Em vez disso, acolheu-nos uma temperatura mais amena, contrastando também com o calor tórrido de Milão. Planeávamos visitar Interlaken, numa breve passagem, seguindo depois para Berna e Genébra.  Já em França, “desceríamos” até Séte, que num grande acaso, iniciava a festa ao Padroeiro São Luís. E, já prevendo o regresso, o nosso percurso cruzaria ainda com as localidades de Carcassone e Lourdes, em direcção ao Porto. São cerca de 2500km numa semana, de caravana, absorvendo aquelas paisagens magníficas como as montanhas dos Alpes, os rios “verdes” helvéticos e o mar calmo do mediterrâneo.

A caminho de Interlaken

A Suiça é dos países mais ricos do mundo. É um país Europeu, mas não faz parte da União Europeia, por isso, vais encontrar alguns constrangimentos (não muitos) para o visitares. A nossa entrada no país foi de caravana, por isso tivemos que pagar uma taxa para entrar no país. É um país caro, como já referi noutro post – Zurique, um dia. No entanto, não é necessário visto de entrada para cidadãos europeus. Apenas um documento de identificação, como o passaporte.

Atravessar os Alpes significou uma mudança radical da arquitectura e paisagem. Agora as casas são escuras e têm telhados íngremes, para fazer deslizar a neve. A paisagem é também recheada de florestas e planícies verdes, onde o gado pasta – como nos anúncios da  Milka.

Sente-se, é claro a temperatura a descer, mas é o normal por aqui. Interlaken é uma vila situada entre dois lagos, Thun e Brienz. Para além das paisagens magnificas, esta vila é famosa pela estação de comboios, que a afirmou como instância de férias da Suiça no século XIX.

As paisagens são muito bonitas e valem bem a pena.

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Berna, a capital Suiça

Muitos podem pensar que a capital Suiça é Zurique ou Genebra. No entanto, enganam-se. É em Berna que está a Assembleia Federal, o local onde estão representados os cantões Suiços.

Em termos geográficos, a capital é circundada pelo rio Aar e situa-se num planalto. Está inscrita no património cultural da Unesco por causa da elevada preservação medieval do seu centro histórico.

O centro de Berna é bastante fácil de visitar a pé e as atracções são inúmeras. A principal é a torre do relógio Zytgloggle construída em 1530. Nas imediações, uncontras um autêntico centro comercial a céu aberto, com dezenas de lojas pelas ruas (Marktgasse). Nas ruas adjacentes à Marktgasse vai de encontro à catedral gótica, Das Berner Munster, com uma uma torre de cem metros de altura. Mais à frente está o palácio Federal da Suiça, com uma enorme praça central, para onde se expandem várias explanadas (Barenplatz). Um pormenor que não te pode escapar é a visita ao parque dos ursos. Este parque situa-se a Este da cidade, depois da ponte Nydeggbrucke. O urso tem um significado forte para os habitantes de Berna, visto que é o símbolo da cidade e do cantão.

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Genebra

A passagem por Genebra foi super curta. Algumas das atracções, só mesmo de passagem, para confirmar que era ali o lugar. Ainda assistimos a um assalto em plena rua, por isso a nossa sensação de segurança baixou um pouco, abdicando de ficar por ali mais tempo.

Apesar disso, tens mesmo de dar um passeio pela glamorosa marginal Wilson. Daqui podes ver o jacto de água de Genebra e a marina, onde estão atracados alguns iates de magnatas. Genebra, é a capital da fina relojoaria, sede das Nações Unidas na Europa, Unesco, Cruz Vermelha e do CERN, entre tantas outras coisas. Por isso, não vão faltar pontos de interesse.

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Para obteres mais sugestões sobre a Suiça, visita o post sobre Zurique.

Escapadela no Palácio da Pena

Este é um daqueles locais onde já tinha desejado estar, talvez picado pelas leituras da minha infância, onde a história puxava para estes cenários românticos. Numa ida a Lisboa, aproveitei por planear visitar o Palácio da Pena e a vila de Sintra. Alinharam-se os astros para um um dia lindíssimo e um sol quente de Outono.

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O Palácio da Pena, tal como o conhecemos hoje, é símbolo do Romantismo (expressão artística do século XIX). Já foi uma capela, um mosteiro e residência de famílias reais. Hoje é um dos museus mais visitados de Portugal, com cerca de  700 000 visitantes por ano. Edificado no topo da serra de Sintra, a seus pés espraia-se a vila com o mesmo nome – Sintra. Num dia limpo, conseguimos ver Lisboa e toda a costa portuguesa ali perto. A toda a volta, desenha-se uma grande planície, como que destacando o próprio palácio na paisagem.

No museu podemos observar a decoração de vários espaços (Salão Nobre, Sala dos Veados, Sala Árabe, gabinetes, claustros….), pinturas, esculturas e, dada a riqueza dos objectos que ainda aí permanecem, imaginamos ainda o quotidiano do palácio, em outras épocas.

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Depois de um passeio pelos jardins, nada melhor que uma descida à vila de Sintra. Acabamos por almoçar numa churrasqueira típica – Somos um Regalo, uns maravilhosos frangos de churrasco. Para sobremesa, demos um salto ainda a uma pastelaria conhecida na zona pelos doces típicos – Casa do Preto. Aproveita e delicia-te com os travesseiros de Sintra.

Saciados, arrancámos para um fim de tarde no ponto mais a Oeste do continente Europeu – Cabo da Roca e no Guincho.

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Dicas:

  • A fila para a aquisição do bilhete para o Palácio da Pena pode, por vezes exceder os limites da paciência. No entanto, acabei por comprar online, no site oficial, no próprio local e com desconto.
  • Bilhete adulto para o palácio e parque – 11,50€
  • Ao domingo, a visita ao palácio é grátis para residentes do município

Costa Vicentina, roadtrip.

Acabou o Verão! Mas nem por isso temos de deixar de falar dele.


A viagem que trago é uma roadtrip pela costa vicentina, um périplo por várias localidades, praias e motivos turísticos. Quatro dias na estrada em direcção ao Sul saltando, literalmente, de lugar em lugar.
Uma roadtrip tem algumas particularidades. Em primeiro lugar, tem de contar com uma boa planificação (refeições, dormida entre outros). Logo de manhã arrumam-se as coisas e arranca-se para o próximo destino.
Em segundo lugar abdica-se do luxo dos hotéis. Não é necessário alojamento em grande, já que é preciso levantar bem cedo de manhã para conseguir cumprir um plano “exigente” de visitas.
E em terceiro lugar, a consciência do espírito de “avançar” que tem de estar presente numa viagem deste tipo. Para quem já passou pelo mesmo sabe do que estou a falar. Cada dia é uma novidade e um processo de adaptação. Não é como umas férias num hotel onde existe uma espécie de “base”, e ao fim do terceiro dia já temos rotinas.
A última vez que fiz esta viagem pela costa alentejana tinha sido há mais de dez anos atrás, quando começou o Festival do Sudoeste. Nessa altura, eu e os meus amigos também fomos pelas nacionais até à Zambujeira do Mar. Hoje as estradas estão bem melhores e em excelente estado. Algumas delas, lado a lado, com o mar até convidam a ir mais devagar. Até à nossa primeira paragem, na Comporta, fomos por autoestrada. Daí em diante, avançamos de localidade em localidade até à praia da Arrifana. Venham daí…
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Praia da Comporta
Em três horas chegamos a Alcácer do Sal. Ao chegar saímos da autoestrada e virámos à direita, em direcção à praia da Comporta. Não se pode dizer que a Costa Vicentina comece logo aqui por esta zona, já que ainda estamos no Concelho de Setúbal. De qualquer forma, ao chegar a esta praia, a poeirada e o calor identificam a aproximação ao Alentejo. O tempo estava óptimo (32º) e tivemos o privilégio de apanhar a água a uma temperatura de 25º.
A praia é de excelente qualidade e elevou logo a fasquia da viagem. O que mais fascinou foi a tranquilidade das pessoas, fora do rebuliço da cidade e o mar calmo, sem ondulação forte.

Badoca Safari Park
Situado perto de Santiago do Cacém, este parque é uma excelente oportunidade para levar a família e visitar os animais. No entanto, é um zoo especial já que uma das atracções passa por fazer um safari, e ver os animais em “liberdade”, fora dos comuns espaços fechados dos zoos.
As entradas para o Parque não são caras. O parque tem uma parceria com a “Via Verde”, que te permite comprar os bilhetes com preço mais baixo e ainda usufruir de um desconto nas portagens da Brisa.
O Badoca é bastante grande e com grande diversidade de animais. Além disso, a organização aproveita as horas de alimentação dos animais para interagir com os visitantes, como acontece com os lémures, aves e outros animais. O safari propriamente dito, tem horas “marcadas” dependendo a afluência ao parque, e foi-nos informado na bilheteira.
Podem clicar neste link para verem o post e o video.
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Lagoa de Santo André
Enquanto que já tinha ouvido falar do Safari Badoca Park e da praia da Comporta, fiquei surpreendido por não conhecer esta lagoa. Julgamos que temos um país pequeno, mas afinal ainda somos surpreendidos. A Lagoa de Santo André revelou ser um sítio calmo. Na mesma praia encontrámos o mar, e nas costas uma imensa lagoa de água salgada, ideal para as crianças brincarem à vontade, sem o medo da rebentação. Por acaso, na tarde que escolhemos para estar por aqui, o mar estava mais agitado e isso permitiu descobrir a lagoa. Aproveitámos que estavam a alugar caiaques e pranchas de padel e lá fomos nós…
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Porto Covo 
Porto Covo surpreendeu! Um machada de bom gosto do que há de melhor no Alentejo. Logo à chegada parámos na Praia Grande. Entreposta entre dois penhascos, e com enorme areal, forma-se uma lagoa na maré baixa, ideal para os que apenas querem molhar os pés. A maré baixa também permite descobrir outras praias laterais, convidando então para uma caminhada. Pela hora do almoço, dirigimo-nos ao centro. Os restaurantes serviam marisco a preços bem convidativos, numa rua cheia de turistas. As casas baixas, mas coloridas tornam este lugar peculiar. No fim, e sem contar, encontrámos uma praia quase privada, a Praia dos Buizínhos. Fechada pela natureza, e protegida pela ondulação, demos um mergulho que soube pela vida. Que maravilha!
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Ilha do Pessegueiro
Apenas de passagem, paramos apenas para contemplar.
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Vila Nova de Mil Fontes
Chegámos a esta localidade depois de termos saído da Ilha do Pessegueiro. Estava uma tarde mais ventosa que não permitia estar confortavelmente na praia. Ao darmos uma volta pela vila descobrimos o desaguar do rio Mira. Na margem, uma praia protegida pelo vento. Como estávamos com tempo decidimos estender as toalhas e aproveitar o fim de tarde.
Depois de jantar demos uma volta pela vila, pelos vistos em dia de festa, e recheada com os turistas e emigrantes, que por esta altura enchem as ruas. A noite estava quente e agradável como é característico ainda em Setembro.
Na manhã seguinte, tomámos o pequeno-almoço e arrancámos em direcção à Zambujeira do Mar.
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Zambujeira do Mar
Do alto do miradouro, uma praia com rochedos pela areia. A vila estava calma, longe do rebuliço dos festivaleiros por altura do festival de música. Há uma década, lembro-me da imensidão de gente que passava por aqui.
Ainda era bastante cedo e arracámos para Odeceixe.
Praia de Odeceixe
Por aqui desagua a Ribeira de Odeceixe. Sim, mesmo na praia. Casa-se o mar e o rio, proporcionado uma diversão extra. A dureza das escarpas não permitiu abrir uma foz como comummente se vê.
Para almoçar, voltamos um pouco atrás, a Azenhas do Mar. No restaurante com o mesmo nome, pode-se comer do melhor que o Alentejo pode dar.
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Rogil
Seguindo pela estrada, passa-se por uma povoação, Rogil. Um amigo tinha-me aconselhado a parar por aqui, e provar a doçaria de batata doce. Realmente valeu a pena visitar o Quiosque “Já disse”. Comprámos dois doces; um semelhante aos Pastel de Tentúgal e outro semelhante ao pastel de feijão, mas com os respectivos recheios de batata doce. De chorar por mais!
Praia da Arrifana
Estávamos a chegar ao fim. Só faltava mesmo um destino, a Praia da Arrifana. Caracterizada pelo areal pequeno, elevadas arribas e imensidão de surfistas que se desloca para aqui, foi ideal para terminar a nossa roadtrip pela costa vicentina. O fim de tarde maravilhoso, permite ficar a ver o pôr do sol enquanto os surfistas cavalgam nas ondas.
Agora estávamos prontos para continuar a nossa viagem para o Algarve.

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Onde comer:
“A Cascalheira” (Lagoa de Santo André) – Secretos de Porco Preto
“Restaurante Central” (Azenhas do Mar) – Salada de Polvo e Arroz de Marisco
“Tasca do Celso” (Vila Nova de Mil Fontes) – Açorda de Camarão
“O Paulo” (Praia da Arrifana) – Arroz de Tamboril
“Vilhena” (Porto Covo) – Sapateira