Costa Vicentina, roadtrip.

Acabou o Verão! Mas nem por isso temos de deixar de falar dele.


A viagem que trago é uma roadtrip pela costa vicentina, um périplo por várias localidades, praias e motivos turísticos. Quatro dias na estrada em direcção ao Sul saltando, literalmente, de lugar em lugar.
Uma roadtrip tem algumas particularidades. Em primeiro lugar, tem de contar com uma boa planificação (refeições, dormida entre outros). Logo de manhã arrumam-se as coisas e arranca-se para o próximo destino.
Em segundo lugar abdica-se do luxo dos hotéis. Não é necessário alojamento em grande, já que é preciso levantar bem cedo de manhã para conseguir cumprir um plano “exigente” de visitas.
E em terceiro lugar, a consciência do espírito de “avançar” que tem de estar presente numa viagem deste tipo. Para quem já passou pelo mesmo sabe do que estou a falar. Cada dia é uma novidade e um processo de adaptação. Não é como umas férias num hotel onde existe uma espécie de “base”, e ao fim do terceiro dia já temos rotinas.
A última vez que fiz esta viagem pela costa alentejana tinha sido há mais de dez anos atrás, quando começou o Festival do Sudoeste. Nessa altura, eu e os meus amigos também fomos pelas nacionais até à Zambujeira do Mar. Hoje as estradas estão bem melhores e em excelente estado. Algumas delas, lado a lado, com o mar até convidam a ir mais devagar. Até à nossa primeira paragem, na Comporta, fomos por autoestrada. Daí em diante, avançamos de localidade em localidade até à praia da Arrifana. Venham daí…
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Praia da Comporta
Em três horas chegamos a Alcácer do Sal. Ao chegar saímos da autoestrada e virámos à direita, em direcção à praia da Comporta. Não se pode dizer que a Costa Vicentina comece logo aqui por esta zona, já que ainda estamos no Concelho de Setúbal. De qualquer forma, ao chegar a esta praia, a poeirada e o calor identificam a aproximação ao Alentejo. O tempo estava óptimo (32º) e tivemos o privilégio de apanhar a água a uma temperatura de 25º.
A praia é de excelente qualidade e elevou logo a fasquia da viagem. O que mais fascinou foi a tranquilidade das pessoas, fora do rebuliço da cidade e o mar calmo, sem ondulação forte.

Badoca Safari Park
Situado perto de Santiago do Cacém, este parque é uma excelente oportunidade para levar a família e visitar os animais. No entanto, é um zoo especial já que uma das atracções passa por fazer um safari, e ver os animais em “liberdade”, fora dos comuns espaços fechados dos zoos.
As entradas para o Parque não são caras. O parque tem uma parceria com a “Via Verde”, que te permite comprar os bilhetes com preço mais baixo e ainda usufruir de um desconto nas portagens da Brisa.
O Badoca é bastante grande e com grande diversidade de animais. Além disso, a organização aproveita as horas de alimentação dos animais para interagir com os visitantes, como acontece com os lémures, aves e outros animais. O safari propriamente dito, tem horas “marcadas” dependendo a afluência ao parque, e foi-nos informado na bilheteira.
Podem clicar neste link para verem o post e o video.
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Lagoa de Santo André
Enquanto que já tinha ouvido falar do Safari Badoca Park e da praia da Comporta, fiquei surpreendido por não conhecer esta lagoa. Julgamos que temos um país pequeno, mas afinal ainda somos surpreendidos. A Lagoa de Santo André revelou ser um sítio calmo. Na mesma praia encontrámos o mar, e nas costas uma imensa lagoa de água salgada, ideal para as crianças brincarem à vontade, sem o medo da rebentação. Por acaso, na tarde que escolhemos para estar por aqui, o mar estava mais agitado e isso permitiu descobrir a lagoa. Aproveitámos que estavam a alugar caiaques e pranchas de padel e lá fomos nós…
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Porto Covo 
Porto Covo surpreendeu! Um machada de bom gosto do que há de melhor no Alentejo. Logo à chegada parámos na Praia Grande. Entreposta entre dois penhascos, e com enorme areal, forma-se uma lagoa na maré baixa, ideal para os que apenas querem molhar os pés. A maré baixa também permite descobrir outras praias laterais, convidando então para uma caminhada. Pela hora do almoço, dirigimo-nos ao centro. Os restaurantes serviam marisco a preços bem convidativos, numa rua cheia de turistas. As casas baixas, mas coloridas tornam este lugar peculiar. No fim, e sem contar, encontrámos uma praia quase privada, a Praia dos Buizínhos. Fechada pela natureza, e protegida pela ondulação, demos um mergulho que soube pela vida. Que maravilha!
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Ilha do Pessegueiro
Apenas de passagem, paramos apenas para contemplar.
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Vila Nova de Mil Fontes
Chegámos a esta localidade depois de termos saído da Ilha do Pessegueiro. Estava uma tarde mais ventosa que não permitia estar confortavelmente na praia. Ao darmos uma volta pela vila descobrimos o desaguar do rio Mira. Na margem, uma praia protegida pelo vento. Como estávamos com tempo decidimos estender as toalhas e aproveitar o fim de tarde.
Depois de jantar demos uma volta pela vila, pelos vistos em dia de festa, e recheada com os turistas e emigrantes, que por esta altura enchem as ruas. A noite estava quente e agradável como é característico ainda em Setembro.
Na manhã seguinte, tomámos o pequeno-almoço e arrancámos em direcção à Zambujeira do Mar.
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Zambujeira do Mar
Do alto do miradouro, uma praia com rochedos pela areia. A vila estava calma, longe do rebuliço dos festivaleiros por altura do festival de música. Há uma década, lembro-me da imensidão de gente que passava por aqui.
Ainda era bastante cedo e arracámos para Odeceixe.
Praia de Odeceixe
Por aqui desagua a Ribeira de Odeceixe. Sim, mesmo na praia. Casa-se o mar e o rio, proporcionado uma diversão extra. A dureza das escarpas não permitiu abrir uma foz como comummente se vê.
Para almoçar, voltamos um pouco atrás, a Azenhas do Mar. No restaurante com o mesmo nome, pode-se comer do melhor que o Alentejo pode dar.
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Rogil
Seguindo pela estrada, passa-se por uma povoação, Rogil. Um amigo tinha-me aconselhado a parar por aqui, e provar a doçaria de batata doce. Realmente valeu a pena visitar o Quiosque “Já disse”. Comprámos dois doces; um semelhante aos Pastel de Tentúgal e outro semelhante ao pastel de feijão, mas com os respectivos recheios de batata doce. De chorar por mais!
Praia da Arrifana
Estávamos a chegar ao fim. Só faltava mesmo um destino, a Praia da Arrifana. Caracterizada pelo areal pequeno, elevadas arribas e imensidão de surfistas que se desloca para aqui, foi ideal para terminar a nossa roadtrip pela costa vicentina. O fim de tarde maravilhoso, permite ficar a ver o pôr do sol enquanto os surfistas cavalgam nas ondas.
Agora estávamos prontos para continuar a nossa viagem para o Algarve.

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Onde comer:
“A Cascalheira” (Lagoa de Santo André) – Secretos de Porco Preto
“Restaurante Central” (Azenhas do Mar) – Salada de Polvo e Arroz de Marisco
“Tasca do Celso” (Vila Nova de Mil Fontes) – Açorda de Camarão
“O Paulo” (Praia da Arrifana) – Arroz de Tamboril
“Vilhena” (Porto Covo) – Sapateira

Badoca Safari Park


Visitar o Badoca Safari Park é sair e ir até…África. E aqui tão perto, sabe mesmo bem passar um dia a observar algumas espécies não nativas, como por exemplo as girafas, os búfalos, zebras, lémures, macacos entre tantos outros.
Imperdível é o Safari. Ter a possibilidade de estar perto de algumas espécies e vê-las em livre trânsito transporta-nos, em pequena escala, para o dia a dia da Savana. Fantástico ver aqueles animais, ainda que dentro de um parque, mas livres, sem os gradeamentos comuns dos zoos. Para além disso, esta visita também se torna pedagógica. A nossa geração e as que vêm, têm de aprender a respeitar a vida dos animais nos seus habitats naturais. E aqui ficamos com um ideia de como poderia ser esse mundo, que cada vez mais, definha.
Mas o Badoca, não termina aqui. Pegando no mapa, aqui vamos nós. Entre os trilhos e passeios, lá vão surgindo mais e mais animais. Uns sozinhos, outros em grupo, como os lémures. Deve-se aproveitar sempre os horários de alimentação dos vários animais, para os ver mais de perto e, como é claro, acompanhar as explicações do staff do parque.
Para além do vídeo, deixo-vos também algumas fotos, dos momentos capturados.
Vejam também a visita pela Costa Vicentina.
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Visitar
Todo o ano, as 9:30 às 18:30
Bilhetes
Adultos – 17,50€
Crianças (4 aos 10 anos) – 15,50€
Séniores (+ 65 anos) – 15,50€
Família (2 adultos + 2 crianças) – 60€ (Bilhete válido apenas na bilheteira do Parque)