Croácia, dicas para a tua viagem!

Croácia, dicas para a tua viagem

Esta pode ser uma das viagens da tua vida. A Croácia e os seus roteiros compadecem do que de melhor espera um travel addicted. Um país completo na gastronomia, simpático nas suas gentes, atraente nas suas praias e com um clima fantástico. Bem vindo à Croácia.

Há imenso tempo que não escrevia aqui pelo blog. A maratona de representar a Momondo como embaixador e o fim de ano tiraram-me por completo a vontade de escrever! Mas já estou a pôr a escrita em dia! Para além disso, terminei o video sobre a Croácia. Convido-te a veres e a subscreveres o canal. O meu grande objectivo no Youtube é atingir os 1000 subscritores, por isso pedia-te a tua ajuda!! Clica aqui para subscrição rápida!!

UH! Adorei fazer este video. Foi partilhado pelo Turismo da Croácia nas redes Sociais!! Fiquei mesmo contente pelo reconhecimento.

Mas chega de introduções. O que tu queres saber é como é que podes visitar a Croácia. Sendo assim vou preparar este post com vários destaques como Roteiro, O que comer, Dicas e Top locais que deves visitar.

Roteiro e dormidas (Booking)

De todas as viagens, esta foi a primeira vez que viajámos sem estadia planeada/reservada para toda a duração da mesma. Nas anteriores fiz o planeamento ao detalhe das dormidas e já saía de Portugal com tudo marcado. Mas para aqui foi diferente. Optámos por marcar apenas as primeiras noites, em Zadar.

Na minha perpectiva a grande vantagem de usar este sistema é que se conseguem apanhar os cancelamentos de boas habitações, que ficam a preços porreiros. Como sabes, o Booking oferece cancelamento gratuito. Algumas vezes, até dois dias antes da data efetiva de alojamento. Se alguém cancelar uma estadia, ela volta a ficar disponível na plataforma e, dessa forma, os proprietários acabam por baixar um pouco o preço. Se estiveres atento vais apanhando essas “promoções”. É um risco que vale a pena correr.



Booking.com

Esta viagem teve um total de 11 dias. Aterrámos em Split por volta das 20:30 e arrancámos logo para Zadar onde iriamos dormir essa noite. No dia seguinte visitariamos o Parque Natural dos Lagos Plitvice, que ainda ficam a algumas horas de distância. No regresso dormiriamos novamente em Zadar.

Por falar em carro, alugámos o nosso pela plataforma da Ryanair. Acho que é o site mais barato. Já tinha escrito sobre este assunto no post de Amalfi. Também contratamos sempre o seguro contra todos os riscos. Não vale a pena poupar no seguro e arriscar estragar umas férias se acontecer algo com o carro. As estradas na Croácia são espetaculares e podes confiar nos tempos do Google maps. Fartei-me de utilizar esta aplicação com o roaming grátis da UE.

No terceiro dia visitámos Zadar de manhã e logo após o almoço dirigimo-nos para Trogir. Optámos por fazer uma estrada nacional que vai junto ao mar. Assim iámos parando pela praias e visitanto algumas localidades. Os sítios onde parámos foram um pouco aleatórios. Na Croácia, à entrada de cada vila ou cidade existe um outdoor com o principal ponto de visita ou praia. Assim, se te parecer bem, podes parar para dar uma vista de olhos. É óptimo viajar fora das autoestradas. Conhece-se o país de outra forma. Este foi um desses exemplos.

Croácia, dicas para a tua viagem

Pela hora de almoço chegámos a Trogir. Estava uma vaga de calor imensa. Aí uns 40º. Ficámos alojados bastante próximos do centro e mal fizémos o check in, deram-nos logo duas cervejas fresquinhas! Veio mesmo a calhar! Os Croatas são bastante acolhedores e em vários locais ofereceram-nos cerveja ou vinho. Mas também apanhei anfitriões menos simpáticos. Penso que depende da sorte! ahahah

No dia em que chegámos a Trogir ainda fomos visitar uma das melhores praias daquela zona – Labadusa. Foi sem dúvida uma excelente introdução às praias da Croácia. De referir que deves levar um calçado próprio para as praias deste país. Tem sempre imensas rochas e não estivemos em praias de areia fina, o que se pode tornar um pouco incómodo. Nós já iamos prevenidos, mas podes sempre desenrascar este calçado numa loja Decathlon que exista lá.

 

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No quarto dia visitámos Trogir no início da manhã e Split logo a seguir, de forma a almoçar por lá. As cidades croatas têm imensa influência da cultura romana. Split é uma dessas cidades, já que é uma cidade portuária, e logo, mais sujeita ao elevado fluxo de culturas. O centro é pequeno faz-se bem a pé (quando não está calor). Para quem gosta de andar nestes centros históricos é um passeio super charmoso (melhor, só mesmo em Hvar).

Na parte da tarde fomos às praias de Podstrana. o que achas deste paraíso? Se achas que é bom, espera pelos próximos episódios.

Quinto dia. A viagem ia quase a meio. O objectivo deste dia era chegar à ilha de Hvar. Esta dica que te vou passar descobri ao preparar a viagem. Existe um transfer que liga Split a Hvar. No entanto, não é possível ir de carro. É um barco exlusivo a pessoas. A empresa que opera é a Jadrolinija e é pelo seu site que podes comprar os bilhetes. Nós comprámos online, pagando com cartão de crédito. Como estávamos de carro, e queríamos conhecer a ilha de Hvar, descobrimos que existe uma ligação/transfer mais barata e onde é possível levar o carro. Ou seja, a ligação Drevnik – Sucuraj. Já sei que implica uma viagem pela costa croata de algumas horas. Mas afinal de contas não é assim tanto tempo. Ao fazeres esse percurso vais conhecendo mais um pouco deste país. A viagem de Trogir até Jelsa, em Hvar, fez-se numa manhã, com duas paragens para praia e almoço. Tenta ter conta que é preciso estar com alguma antecipação no Ferry, porque no Verão foma-se alguma fila, podendo comprometer os tempos da viagem. Por sorte, o nosso carro foi o último a entrar nesse ferry! Se não teríamos que esperar pelo próximo.

Nesse dia acabámos por nos instalar no alojamento e jantar por perto. Nesta altura ainda estávamos com ideia de ir até Dubrovnic, mas rapidamente abandonaríamos essa ideia. Um dos motivos foi a elevada hospitalidade dos nossos anfitriões. Por outro, a qualidade de “vida”/férias proporcionada por esta ilha é fenomenal. Acabámos por ficar os restantes dias aqui, conhecendo toda a ilha e algumas adjacentes fazendo recurso de operadores locais.

Este foi o nosso roteiro para 11 dias na Croácia. Como referi atrás, estávamos preparados para ir até Dubrovnic. Mas para quem acompanhou as stories no Instagram percebeu que decidimos parar na beleza e qualidade da ilha de Hvar. Não deu mesmo para continuar. hahah Nos próximos ano continuaremos esta viagem. No fim deste post podes ver o outro video que fiz só acerca desta ilha!!!

Croácia, dicas para a tua viagem

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O que comer/ Onde Comer na Croácia

Um dos segredos para viajar muito é poupar. Inclusivé durante as viagens. Todos os alojamentos que escolhemos tinham cozinha e isso permitiu-nos viver um fenómeno super interessante – o acolhimento dos croatas. Por incrível que pareça, a maior parte dos anfitriões excederam a expetativa. Alguns deles ofereceram cerveja e algo para petiscar e, em Hvar, ofereceram-nos vinho e licor. Acho que as piores experiências foram as localizadas junto aos centros históricos. As casas rurais que alugámos foram muito mais amigáveis.

Em termos de custos, diria que comprar algumas coisas para fazer em casa fica pelo preço médio de Portugal. Talvez 10% mais caro! O que é decididamente mais caro é a fruta. Em qualquer lado encontramos um Lidl, Kozum ou Ribola. Embora não se perceba o que está escrito nas etiquetas, é fácil perceber o que se está a comprar! Por isso, esta não é uma experiência complicada.

Na Croácia apenas utilizei o Cartão Revolut. É um Cartão pré-pago que podes pedir GRATUITAMENTE através do meu link e aceite universalmente. Podes bloquear o cartão através da app caso o percas, levantar dinheiro, fazer pagamentos nos TPA’s e consultar os cambios.

Quanto aos restaurantes, tivemos algumas boas e excelentes surpresas.

Konoba Maslina

IG@konobamaslina – Bem no centro da Ilha de Hvar. Foi um restaurante que nos foi aconcelhado por estar no meio de uma plantação de oliveiras. O Pôr-do Sol na Croácia tem tons mágnificos e este ficou na memória. A comida era muito boa e bem confecionada. A chef e dona do restaurante passava algum tempo a falar com os clientes. Explicou-nos que era tudo feito com produtos regionais. Muito simpática.

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mamato bar

Mamato Bar

IG@mamatobarzdrilca – Nas ilhas Paklinski otoci, mesmo em frente à cidade de Hvar foi a melhor experiência gastronómica. É um restaurante com cozinha de autor. Entradas com queijos, enchidos, ovas de peixes. Os pratos são super bem confeccionados. Mais uma vez o pôr do Sol esteve presente! De destacar a calma destes locais, sem excesso de gente nem das multidões. Estes locais são excelentes para terminar o dia, já que durante as férias passamos por sítios com excesso de gente.

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mamato bar

Lola Bar

IG@lola_bar_and_street_food_hvar – Bem no centro da zona portuária/turística de hvar, aqui dá para sentir o início da vida nocturna da Croácia. As ruas apertadas e os turistas amontoam-se por ali. Tivemos de esperar um pouco para ter mesa, mas valeu a pena. A comida era também deliciosa.

Estas foram três experiências que acho que tinha mesmo de partilhar.

 

Top atrações na Croácia

Pôr do sol cor de rosa

Pois! Esta é uma daquelas coisas que não vais querer perder na Croácia. Autênticos Por do Sol em tons cor de rosa. Quando estávamos a jantar no Mamato bar tive mesmo de perguntar se era só eu que estava com essa impressão. Também tivemos bastante sorte com o tempo que apanhámos. Todos os dias com céu limpo e um calor abrasador fizeram as delícias destas férias. Outra questão importante é que a Cróacia está localizada a norte de Portugal, ou seja no pico do Verão amanhece por volta das 5h da manhã e anoitece por volta das 22h.

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Praias

Há quem goste, há quem não goste. As praias não são de areia fina, mas são de uma beleza incontornável. Apenas por um dia não estivemos em locais com vista para o mar, quando fomos aos lagos Plitvice. De resto andámos sempre com a água aos nossos pés. Há locais que não são muito convidativos, é certo. Mas de uma forma geral só se está bem lá dentro. Uma boa maneira de selecionar as praias que podemos visitar é seguir algumas páginas do Instagram temáticas deste país. Desde que marquei os voos que fui guardando as localizações das que mais gostei e marcando no mapa para ser mais fácil localizar. Quer pela costa desde Zadar até Drvenic e na ilha de Hvar. Na ilha de Hvar apanhámos praias simplesmente espetaculares. Quer pela ilha, quer no tour a Vis. Aparecem imensas nos videos que fiz de drone.

Lagos Plitvice

O Parque natural dos Lagos Plitvice ficam a meio caminho de Zadar a Zagrev. O parque é enorme e até carote. Só vale a pena visitar quem gosta de estar na natureza. Nestes lagos não é possível mergulhar e existem vários percursos conforme o tempo disponível. Existem duas zonas de cascatas. As pequenas e as grandes e estão em zonas distintas. Dentro do parque existem diversos transportes para facilitar a rápida visita, mas ainda assim o percurso mais completo demora cerca de 6 horas a concluir. Existem zonas de alimentação e os passdiçoes são incrívei. Mas como disse, para quem gosta.

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Cidades medievais

Como já referi, as cidades Croatas receberam enorme influência romana. Por isso, quando andamos pelas ruas estreitas não estranhamos a arquitectura. Não é como no norte da Europa, assemelhando-se até ao que encontramos em algumas cidades portuguesas. Em Split há até teatros que encenam cenas romanas, onde se aglomeram centenas de turistas curiosos. Outra vantagem é que não são cidades grandes. Por exemplo Split e Zadar visitam-se numa parte do dia, se selecionarmos um top 5 do que há para ver.

Ilha Vis

Um verdadeiro tesouro escondido da Croácia. A Ilha em si tem pouquíssimos habitantes e todos os dias saem centenas ou dezenas de barcos para visitar Ilha. A ilha tem praias lindísssimas, uma gruta azul mas também outra curiosidade. Era a ilha escolhida pelo Marechal Tito para passar férias. Foi presidente da Jugoslávia. Como tinha uma casa de férias aqui, também tinha um bunker nautico, uma espécie de tunel onde se poderia abrigar de um eventual ataque militar. Foi engraçado entrar ali de barco a toda a velocidade, experimentando o que poderia ter vivido Tito nessa altura.

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Croácia, dicas para a tua viagem

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Ilha Hvar

É uma das melhores formas de acabar este post sobre a Croácia. A ilha de hvar preencheu-nos. Conseguimos viver aqui momentos verdadeiramente deliciosos. Não é um destino sobrelotado, embora se vejam imensos turistas. Mas sente-se que o turista é respeitado. Não fomos importunados uma única vez por vendedores ambulantes. Andar pela ilha de carro era facilimo e as praias preenchiam por completo a sede de verão que se acumulad durante um ano inteiro de trabalho. É um sítio que nos deixa completamente confortável até pelas pessoas. Ficámos alojados numa casa em que o anfitrião nos deixava vinho todos os dias no quarto, já que o produzia nas suas terras. Quando acordávamos dávamos de caras com o seu jardim e figueiras cheias de frutos prontos a comer!

Outro ponto a destacar nesta ilha são os campos de alfazema. Não tenho nenhum registo fotográfico, mas na parte mais “montanhosa” da ilha é possível ver estes campos e colher alguma alfazema como recordação!!

No tema praias, as melhores foram Zarace, Ivan Dolac, Milna e Dubovica.



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Como pudeste perceber foi uma viagem que adorei. Se tiveres alguma questão a colocar, sente-te à vontade para perguntar! Terei todo o gosto em responder!

 

Despeço-me com o habitual pedido de subscrição de alguns dos meus canais, que teria todo o gosto que fizesses parte!

Obrigado e boas viagens!

www.joaotiagoliveira.com

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www.youtube.com/user/joaotiagobemhaja

 

Marrocos, a minha primeira viagem fotográfica

A viagem de Marraquexe até Merzouga foi a minha primeira viagem fotográfica a sério. Estive muito mais focado em desenvolver competências com a máquina nova, uma Sony A7ii. Assim decidi escrever sobre a última parte da viagem a Marrocos, conjugando com o convite que a @momondo fez para escrever sobre o que nos apaixona, neste caso a fotografia em viagem. Cada dica que achei importante, deixei em legenda nas próprias fotos!

Já há quatro anos que ando vidrado no vídeo e achei que era altura de fazer algo de diferente. É engraçado porque muitos pensam que quem faz vídeo, faz fotografia. Mas não nos esqueçamos que são disciplinas diferentes. Como levo isto como um hobbie, nunca conseguiria avançar com o conhecimento das duas ao mesmo tempo, por isso, este ano tenho investido muito mais na fotografia. Ainda assim fiz o vídeo da viagem, que podes ver aqui, antes de leres o post completo.

Neste post vou tentar dar algumas dicas de como tirei as fotografias e destacar os pontos turísticos da viagem entre Marraquexe e Merzouga. Não sou um expert. São algumas dicas que, na minha opinião, melhoram instantaneamente fotógrafos menos experientes. Ainda assim, recordo que tudo o que sei é porque me interesso. Nunca tirei nenhum curso. Em algumas fotografias vou deixar as dicas que são mais oportunas! 

Já passou algum tempo sobre o último post sobre Marraquexe. Foram apenas dois dias completos, mas que no meu entender chegam bem para uma primeira abordagem a Marrocos. Algumas pessoas gostam de “devorar” um destino, não deixando espaço para uma futura visita. Acho importante deixar coisas por ver porque fica aquele desejo de voltar. Quanto ao resto da viagem por Marrocos, as paisagens mudam imenso, por isso existem sítios lindíssimos por onde passei que nem sei o nome. Embatemos de frente com a beleza deste país. Nunca julguei que se tornasse numa experiência inesquecível e tão diversa.

Passo então aos destaques destes 5 dias de viagem com a Janka Tours.

Alto Atlas e Aït Ben Haddou

Arrancámos cedo do Riad Zaki até parar pela primeira vez.  Passadas várias dezenas de quilómetros já não estavam 40º como em Marraquexe. No topo das montanhas do Atlas, 15º convidam a um cházinho, num estabelecimento à beira da estrada. Estiquei as pernas e tirei a máquina da mochila. Estava a 2000 metros de altitude, e com alguma probabilidade apanha-se escarpas com neve. A altitude máxima destas montanhas é de 4167 metros em Jbel Toubkal. O Atlas é um lugar obrigatório de passagem para a zona do deserto, até Merzouga. Nestas montanhas levámos com o primeiro embate com a cultura berbere. Aldeias isoladas, rios secos que só correm no Inverno, populações que apenas vivem do pastoreio, agricultura e turismo, vendendo artefactos junto à estrada. Os berberes foram “baptizados” pelos romanos quando invadiram esta zona, e mantém as suas tradições até hoje.

Fomos fazendo caminho até Ait Ben Haddou. Um verdadeiro tesouro já classificado como património da humanidade pela Unesco. Foi palco de alguns filmes como a Múmia e Gladiador. Visitámos a vila com Mohamed, um berbere de turbante amarelo, que podem ver no vídeo que fiz. Ele mostrou como a cidade cresceu ao longo dos séculos. As várias fortalezas delimitam os séculos de crescimento e, a seus pés, passa o rio Drá, que nessa altura do ano está seco. Andei por dentro de algumas casas abandonadas, atalhos, até chegar ao topo, onde pude captar a paisagem. Esta cidade transmite algum misticismo, e os relatos do guia transportam-nos para outros tempos. A localização da cidade é estratégica. Da colina consegue-se ver toda a planície adjacente e perceber que foi, outrora palco de grandes guerras.

Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira

Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira
Dica Fotográfica: Isola o objecto. Para captares momentos tens de ter uma lente com um f baixo. É importante manteres o objecto ao centro da fotografia para trasmitir o efeito desejado.
Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira
Dica Fotográfica: Para captares fotografias de paisagem ou panorâmicas coloca o f alto, por exemplo 10 ou 11.

Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira

Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira
Dica Fotográfica: quando queres tirar uma fotografia de paisagem, tenta lembrar-te de que podes estar incluido(a). A foto ganhará automaticamente maior interesse!
Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira
Dica fotográfica: Não temos de estar a olhar para a máquina sempre que queremos ser fotografados. Pede a alguém que te vá fotografando enquanto caminhas distraidamente pelo local.

Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira

Ait ben haddou marrocos joao tiago oliveira

Marrocos Alto atlas João Tiago Oliveira
Dica Fotográfica: Sempre que puderes tira a fotografia em formato RAW. Estes formatos contêm muito mais informação para que possas editá-las em programas próprias.

 

Kasbah Amiridil e Vale de Dades

As Kasbah fazem lembrar “casas” na nossa língua. Talvez seja daí que vem o nome.

Tinhamos saído de Ait Ben Haddou em direcção a Dades. No entanto fora de Marraquexe vêem-se imensas placas com o nome Kasbah. A Janka Tours tinha preparado uma visita numa das mais bem preservadas que se conhecem. Estas casas são construções de madeira, palha e lama. Pode parecer esquisito, mas parecem muito consistentes. Amridil é um autêntico museu dos costumes berberes. Tem os utensílios muito bem preservados e consegui colocar-me na pele daqueles habitantes, e de como vivem nestas zonas. Outro facto que desconhecia é a abundância de água que este país tem. Uma grande parte da produção agrícola é exportada para a Europa. Mesmo quando os rios estão secos, a água continua a correr por baixo do subsolo, o que alimenta o verde dos oásis.

Este primeiro dia é bastante cansativo porque são cerca de 350 km em 6 horas de viagem de carro, sem contar com as paragens. Mas o dia acabou num sítio fantástico, o Ksar Sultan Dades. Podes consultar os preços pela plataforma da Momondo clicando no link.

Mas estava na hora de descansar. Este alojamento tem umas condições excelentes e a experiência gastronómica foi muito boa. Ainda com energia, aproveitei para fazer um pequeno vídeo.

Dades é uma região paisagística muito bonita, algo que apenas veríamos no dia seguinte. 

Kashbah marrocos João Tiago Oliveira

dades marrocos João Tiago oliveira
Dica fotográfica: Aproveita para tirar fotografias em contraluz. Ficam bem se a tua máquina tirar fotos em HDR.

dades marrocos João Tiago oliveira

vale de dades marrocos joao tiago oliveira

 

Gargantas del todra

Acordar no vale de Dades é fantástico. Só de manhã me apercebi da beleza do mesmo. É uma pena que em Marrocos não se pode voar o drone. Teria captado umas boas imagens neste país.

Saímos do hotel em direcção à Garganta del Todra, mas sem antes fazer um pequeno desvio aos estranhos “Dedos dos macacos“, umas construções montanhosas a que os locais dão a esse local. Mas permitiu permitiu umas fotografias muito engraçadas.

Voltámos ao caminho até ao espetacular miradouro da Garganta del Todra. As ruas em zig zag já se tornaram um símbolo dos tours até ao deserto do Sahara. A máquina ainda nem tinha aquecido a mochila e já estava a sair outra vez.

A paisagem muda completamente apenas em algumas horas. Impressionante como veremos…

dades marrocos João Tiago oliveira
Dica Fotográfica: corta a fotografia para eliminares os elementos que não desejas captar. Assim, a fotografia terá muito mais impacto.
dades marrocos João Tiago oliveira
Dica fotográfica: Adiciona um acessório de moda ao teu guarda roupa para te fazer sobressair na fotografia.

todra marrocos joao tiago oliveira

marrocos joao tiago oliveira
Dica fotográfica: Por vezes apenas temos de parar o carro e aproveitar o que a paisagem tem para nos dar!

garganta dele todra marrocos joao tiago oliveira

Os dromedários e dormir no Deserto de Merzouga

Em direcção ao deserto….

As paisagens sucedem-se. Ultrapassadas as montanhas e os vales de Dades, dirigimo-nos para o momento aúreo da viagem: a visita ao deserto do Sahara e a noite no acampamento. Era uma viagem de cerca de 3 horas. Muitas vezes a estrada desaparecia e o Amid seguia os instintos (e talvez sinais visuais que conhecia).

Aqui se desfez outra ideia pré concebida do turismo nos desertos. As dunas alaranjadas são apenas partes insignificantes do deserto do Sahara. Uma grande parte dele é o chamado deserto negro. Convido-te a ver isso no Google maps. Apenas a mancha laranja junto a Merzouga são as “famosas” dunas alaranjadas. Os acampamentos ora estão na orla das dunas ora no meio.

Chegámos por volta das 16 horas a Merzouga e montámos os nossos dromedários (em Marrocos não há camelos), fazendo caminho até ao acampamento Horaz Luxury Desert Camp. Este fica a cerca de uma hora de dromedário. Mas optei por fazer parte do caminho no jipe do alojamento, que nos apanhou a meio do percurso.

A experiência de dormir no deserto é fantástica. À chegada somos brindados com um chá e podemos disfrutar do pôr do sol nas zonas de sofás. Não estava muito calor o que permitiu esperar pelo jantar comodamente deitado nas almofadas! O que mais gostei do acampamento foi a equipa de animação. Tocam música berbere e foram bastante interactivos. Tocamos tambor e tal! Porreiro! Já para não falar de um facto extraordinário. Tínhamos o acampamento só para nós. Não estava mais nenhum hóspede!

Excepcionais foram as condições do quarto. Nem parece que estamos no deserto. Se precisássemos tínhamos aquecimento. É um quarto convencional dentro de uma tenda robusta e super bem decorada. A noite foi muito confortável.

deserto sahara marrocos joao oliveira
Dica fotográfica: Aproveita algumas nuvens para captar a paisagem. Vão existir lugares com diferente iluminação para criar um efeito visual mais potente

deserto sahara marrocos joao oliveira

deserto sahara marrocos joao oliveira
Dica fotográfica: Utiliza os vários planos: perto, médio e longo.

deserto sahara marrocos joao oliveira

deserto sahara marrocos joao oliveira

Rally no deserto e o deserto Negro

O tempo não esteve de feição para captar o pôr e o nascer do Sol. Esteve sempre nublado. Quando é assim não podemos bloquear. Há tanta coisa que pode ser o objecto ideal para uma boa foto. Basta puxar pela imaginação e disparar. É nestes momentos que desenvolvemos algumas competências.

Logo pela manhã é hora de sair do deserto. Ainda fiquei por ali a ver se o Sol aparecia, mas nesse dia não queria nada comigo. Entrei no Jipe e o condutor acelerou para uma autêntica experiência no Deserto. O Rally Dakar passava nesta zona: “A Elizabete Jacinto vem todos os anos treinar para aqui” dizia ele enquanto desbravava mais umas dunas. A sensação é fantástica. Apesar de pensarmos que o carro se vai afundar na areia, isso nunca aconteceu. Fomos fazendo os altos e baixos das dunas por uma areia incrivelmente consistente. Mas as cores estavam maravilhosas, especialmente o cor de laranja das dunas.

Depois de sair desta zona de dunas, contorna-se o deserto para a zona do deserto negro. Amid, da Jankar Tours disse-nos que íamos procurar os nómadas, as tribos que, como o próprio nome indica, saltam de lugar em lugar em busca de pastoreio. “Pastoreio?”, perguntam vocês? Pois, o deserto, no seu subsolo, tem bastante água. Por exemplo, o acampamento de Horaz tinha um poço próprio. Mais! Fomos visitar um autêntico lago, perto de Méridja onde centenas de aves discutiam o “sexo dos anjos”. Relativamente aos nómadas é possível tomar um chá com eles, no entanto não se proporcionou esta “aventura”. Sinceramente tive algum receio acerca da higiene. Acredito que corresse tudo bem, mas resolvi não experimentar.

Tive a tarde livre e fiquei alojado no Riad Madu. Pesquisa aqui alojamentos pelo site da Momondo.

deserto sahara marrocos joao tiago oliveira

deserto sahara marrocos joao tiago oliveira
Dica fotográfica: experimenta um angulo diferente. De drone ou de angulo inferior, estas fotos costumam captar a atenção.

deserto sahara marrocos joao tiago oliveira

deserto do sahara marrocos

riad madu joao tiago oliveira

riad madu joao tiago oliveira

 

Aldeia de Khamlia e os Sudaneses

Ainda de manhã visitámos esta aldeia. Nela habitam maioritariamente descendentes de sudaneses, trazidos como escravos para trabalhar no campo e pastoreio. Hoje em dia é uma aldeia pacata, onde é possível ouvir a musica Gnawa. No vídeo apanhei alguns momentos desta visita. Foi servido um chá  de menta delicioso! Ficámos a ouvir música e a degustá-lo! Um excelente momento à sombra. Mesmo assim, o chá quente caia bem! Parece que nos despertava das temperaturas altas.

Aldeia de Khamlia e os Sudaneses

 

Ouarzazate e os estudios de cinema

Ouarzazate foi um dos últimos destinos de Marrocos. A última paragem antes do regresso! A cidade do cinema, onde ficam os estúdios Cinema Atlas.

Esta cidade cresceu em torno do cinema. Aqui foram criados os estúdios de Gladiador, Babel, Missão Cleopatra entre outras. O bilhete inclui visita guiada em várias línguas. Infelizmente, não existe em português. Mas a visita é bem interessante, e passei pelos vários cenários ainda montados. Alguns são reaproveitados para séries e filmes actuais. Nessa altura estavam a preparar filmagens para uma série italiana.

Em Ouarzazate fiquei alojado no Riad Dar Chamaa. Experimenta a plataforma da Momondo para pesquisar alojamentos em Marrocos.

A viagem chegou ao fim. Mas ainda fiquei com alguns momentos por contar. As paisagens de Marrocos são maravilhosas e a cultura deste país consegue acompanhá-la!

cine atlas marrocos

cine atlas marrocos

cine atlas marrocos

Espero também que tenham gostado das dicas fotográficas (ficaram nas legendas).

Esta viagem foi realizada com a Janka Tours.

Obrigado e boas viagens!!

 

#owtravelers #admomondo

Serra da Freita – Descobrir e explorar!

A @Momondo desafiou-me a partilhar um destino alternativo da minha região. Um local onde é possível descansar uns dias, com boas comodidades e longe dos atropelos turísticos.

Sim, é ótimo viajar, mas às vezes vemo-nos rodeados de tanta gente que nem conseguimos desfrutar do local. Depois de picar o ponto, só dá mesmo vontade de desaparecer. É cada vez mais importante termos locais “só” nossos.

Um desses que prometi explorar melhor é a Serra da Freita. Algum tempo depois de terem sido inaugurados os Passadiços do Paiva, passeei por aí e achei que era quase inexplorada. Na zona mais alta existe menos mato e é possível vislumbrar as montanhas e os vales da Serra. Paisagens maravilhosas que nos tranquilizam e nos deixam em paz. Fico sempre com a sensação que temos receio de conhecer e divulgar locais que não são o mainstream do turismo. Existem imensos lugares, de valor cultural e paisagístico, que não merecem a devida atenção.

Eu adoro este tipo de locais. É possível ouvir a Natureza e focarmo-nos noutros problemas como a lente a utilizar, velocidade de obturação ou melhor pose para a foto. A riqueza gastronómica deste local também é fantástica.

Tantas vezes abrimos as redes sociais e vemos os nossos amigos a viajar para montes de sitíos. E assim menosprezamos oásis aqui mais perto! Nunca pensaste nisso?

Assim, a não perder na Serra da Freita:

– Geopark de Arouca;

– Mosteiro de Arouca;

– Passadiços do Paiva;

– Carne da raça Arouquense;

– Doces conventuais;

– Aventura (rafting e canoagem no rio Paiva);

Estes são apenas alguns exemplos

Dá aqui umas vista de olhos nos hotéis das proximidades. Existem preços muito apelativos para uma escapadela! Link aqui

Lembrei-me que tinha feito um video dos Passadiços do Paiva, quando comprei o drone. Vou voltar a deixar aqui o link

 

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Qual é o teu ideal de férias no teu país?

momondo desafiou-me a escolher o local ideal de férias🏖 em Portugal. Escolhi a cidade de Aveiro (Turismo in Aveiro).
Aveiro é a minha cidade, local onde passei toda a minha juventude e que conheço como a palma da minha mão🙌. Embora sendo uma cidade média, é grande no conteúdo e isso os aveirenses sabem como ninguém. Há tanto que visitar que a tornam um destino ideal para passar uns dias a descobrir os seus recantos.

 

Um dia ideal em Aveiro começa por levantar cedo🏃‍♂️ e experimentar as delícias da Pastelaria Latina ou da Ria Pão, Padaria e Pastelaria , para mim os melhores locais para adoçar a boca logo pela manhã! Depois é preciso queimar algumas calorias e nada melhor do que um passeio a pé junto aos canais da cidade.🏞

Aveiro é conhecido como a Veneza de Portugal. Seguir os seus canais, tanto nos transporta por algumas das atrações de Aveiro, como nos enche os olhos de cor, por exemplo com a passagem dos moliceiros, agora disponíveis para tranquilas viagens pela Ria. Nestas viagens não podemos ficar indiferentes ao canal de S. Roque onde ainda se veem as antigas casas de armazenamento do sal, ao cais do botirão, centro turístico da cidade, ao edifício da capitania de Aveiro ou à arquitetura da fábrica Campos, antiga fábrica de tijolo e telhas. Por falar, em arquitetura🏙, Aveiro é a capital do país de Arte Nova, uma expressão artística do século XX e que equipara os seus edifícios a cidades como Barcelona, Bruxelas, Budapeste, Glasgow, Helsínquia ou Havana. Alguns destes edifícios são hoje hotéis. Tenta reservar alguns pela app da momondo por aqui.

Pela hora de almoço deliciamo-nos com as especialidades gastronómicas🍽 da cidade, como Caldeirada de enguias, Robalo ao Sal ou o Polvo que podes degustar nos restaurantes típicos do centro. É impossível não ficar saciado como um ovo mole como sobremesa. Pela parte da tarde, percorremos a avenida Lourenço Peixinho descobrindo o pequeno comércio, mas com o objetivo de conhecer uma das estações de comboio🚊 mais bonitas de Portugal. Cravada de azulejos pintados🖌 à mão, aqui é possível observar em figuras, a história e personagens de Aveiro, como o mornoto e a peixeira.

O Sal é a vida de Aveiro. Por isso nada melhor que terminar o dia a ver o pôr do Sol🌅 no Cale do Oiro, no meio das salinas, onde para além da deslumbrante vista, é possível tomar banho terapêutico.

 

#admomondo #owtravelers

Os melhores destinos de Verão

A Momondo desafiou-me a escrever sobre os melhores destinos de Verão para este ano.

Todos os dias sou inundado por conteúdo relacionado com viagens, paisagens, videos, fotografias de lugares fantásticos. É engraçado que a maior parte deste conteúdo chega através dos meus amigos, pessoas que sigo nas redes sociais, e que me levam a pesquisar mais sobre os locais partilhados. Ou seja, na verdade eu inspiro-me em todos vocês. É o mundo da partilha.

Assim os lugares que me despertaram maior interesse para este ano são três. E escolhi estes três porque são acessíveis e relativamente próximos. Porque haveria de estar a escrever sobre destinos que não “conseguirei” ir este ano!? Até ao momento sei que apenas vou concretizar uma das viagens abaixo mencionadas. As outras estão a ser cozinhadas!!

1º Marrocos

Pois! Esta será a minha próxima viagem. Vou estar 2 dias em Marraquexe, e os restantes dias num periplo pelo deserto do Sahara, o maior do mundo! Areia e mais areia!! Estou ansioso por “provar” a cultura marroquina através dos souks, riads, planicies e montanhas que este país possui!!

2º Croácia


No instagram tenho vindo a gravar as praias mais bonitas que apanhei. Aquela água transparente já me hipnotisou! Para além disso há um facto que me deixa ainda mais querer visitar este país. A junção entre a cultura italiana e a península dos Balcãs devem revelar-se uma autêntico pote de emoções e experiências culturais!

3º Madeira

Foto de Diego Freitas.

É o arquipélago que me falta conhecer do nosso Portugal! Nunca me chamou muito a atenção mas, recentemente começaram a aparecer algumas paisagens que me cativaram! E a possibilidade de as captar despertaram o interesse em viajar até este destino.

Acho que é facil identificarmo-nos com estes destinos e têm tudo o que precisamos para passar ums boas férias e a um preço razoável!!

Como o preço é sempre um fator importantíssimo no momento de decisão procura sempre um site que te permita obter logo uma ideia dos preços. Para isso podes sempre utilizar o site ou app da momondo para reserva de hoteís e voos!!

 

Acho que fiz boas sugestões, agora é concretizar os planos!

 

 

@momondo, #owtravelers #admomondo

Fim de 2018! Venha 2019

Olá

E terminou 2018! Foi um ano fantástico e obrigado a todos os que participaram nele, incluindo tu, que vês os meus vídeos e passas aqui pelo blog para tirares uma dicas. Aproveito também para referir o excelente input que a Momondo teve no meu trabalho de blogger de viagens, ajudando-me a criar melhor conteúdo, através do programa Open World Traveller.

Deixo-te com mais algumas imagens dos sítios por onde passei e filmei.

Este ano que passou tive como pano de fundo o verde dos Açores, a costa íngreme de Amalfi, a água azul e cristalina de Samana, o amarelo poderoso do Alentejo e claro, o nosso Porto! Podem ver os restantes vídeos das minhas viagens no canal Youtube (Já subscreveram?)

Como foi o teu ano? Que locais visitaste? A Momondo acompanhou o caminho dos portugueses e o publicou os destinos preferidos dos portugueses em 2018! Dá uma vista de olhos aqui!

Espero que 2019 corra tão bem como 2018!

Venha ele!

#owtravelers #admomondo

Costa Amalfi, o que fazer? Uma roadtrip de sonho?

As fotografias da costa de Amalfi, ou amalfitana são sempre convidativas. Sol, praia, mar, cidades empoleiradas nas encostas junto ao mar. Um cenário bastante idílico que os italianos conseguiram construir nesta “curta” costa do mediterrâneo.

Itália não é um país homogéneo e o ritmo é bem diferente de outras zonas mais stressantes, como é o caso de Milão. Por isso, se vieres para aqui de férias, desliga a ficha e aproveita! Vais precisar da tua concentração para resolveres outros problemas! Alguns deles podes resolver com a ajuda da Momondo. Já te explico tudo!

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Tal como em outras viagens, existem sempre alguns planos que não correm bem. E esta zona tens de ter mais cuidado a planear visto que é uma zona “especial”. Mas não te preocupes que vou contar tudo.

A nossa viagem foi em Maio. Apanhámos alguma chuva o que nos levou a cancelar algumas actividades, como um passeio de barco e visita a Capri. (Mas até fico contente. É mais um motivo para regressar numa próxima. 🙂 Temos sempre de ver as coisas pelo lado positivo.)

Para chegar até aqui existe uma solução super económica – Ryanair. Os voos low cost são super baratos se comprares com antecedência porque a ligação Porto-Nápoles não tem muito fluxo. E para além disso, Amalfi fica a uma hora e meia de carro de Nápoles e três horas e meia de Roma. O que não é longe. Podes pensar que o aluguer do carro foi caro. Mas a verdade é que estou rendido à plataforma da Momondo! Os preços dos alugueres de carros são fantásticos. Já é a segunda vez que utilizo e não encontro mais barato, tal como nos tinha acontecido nos Açores. O aluguer ficou por menos de 10€ por dia. E agora vai o meu primeiro conselho. Se alugares carro, adiciona o seguro de protecção para acidentes. quebras de vidro etc. No segundo dia da viagem um autocarro fez o favor de quase partir um retrovisor. E se não tivéssemos o seguro, já estávamos a chorar o dinheiro. As ruas desta zona são muito estreitas por isso, neste ponto, não hesites.

Relativamente ao alojamento, tens imensas hipóteses, embora os preços dos hotéis seja relativamente elevado, dada a “escassa” oferta. Penso que uma boa solução é a marcação pelo Airbnb. Tenta escolher um alojamento fora das zonas mais populares, para conseguires um lugar virado para o mar! Ficámos alojados em “casa” do Chef Fiorenzo, em Conca dei Marini. Um aldeia pacata, localizada entre Amalfi e Praiano.

5 coisas que podes fazer em Amalfi

1º Experiência Roadtrip

A experiência de carro pode vir a ser traumatizante nas “grandes” cidades desta costa, como Amalfi ou Positano. Existem outras formas de deslocação como autocarro, barco ou a pé. No entanto, se te deslocares de carro, prepara-te para pagares uns bons Euros pelo estacionamento (3€ por hora em época baixa e 5€ em época alta). No centro, os parques são muito limitados, por isso tenta chegar bem cedo a Positano e Amalfi por exemplo. A experiência roadtrip é para quem gosta de ir descobrindo. Não te preocupes com as horas. Aproveita para ir calcorreando a costa, as vilas, os mercadinhos, as catedrais e as praias. É tudo maravilhoso!

Começa a viagem em Positano, a mais glamourosa de todas e segue por aí fora: Praiano, Amalfi, Atrani, Minori, Maiori, Cetara, Vietri Sul Mare até Salerno. Todas são bastante peculiares, com diversos estilos arquitectónicos já catalogados como património Mundial da Unesco.

Vais ficar ainda estupefacto com as plantações de limoeiros e o licor de limoncelo que esta gente venera; com as ruas que acabam em precipícios e as casas ali penduradas; com ao detalhe do artesanato e as mil e uma cores das cidades; com as catedrais e centros pitorescos; com as praias escondidas; com a imensidão de barcos de recreio… Acho que este ambiente deve durar o ano inteiro.

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2º Fiordo di Furore

Esta praia é a mais icónica da costa Amalfitana. O público aplaude os saltos dos mais corajosos que saltam da pequena ponte a 30 metros de altura. Coragem!!! Perguntamo-nos como é que a natureza conseguiu criar ali um recanto bastante cénico. Por trás da praia, ainda surgem umas pequenas casas esculpidas nas encostas e barcos em repouso, à espera da hora certa para zarpar para a pesca.

Mergulha no mediterrâneo, esta é a hora de aproveitar!

A melhor hora para ir é por volta da hora de almoço já que as escarpas impedem a entrada de luz do Sol nas horas em que está mais colado ao horizonte.

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3º Le Bonta del Capo

Foi o que mais me fascinou. Que delícia. Estes senhores respeitam a comida!

Apaixonei-me por este restaurante – Le Bonta del Capo. Tudo o que experimentámos era excelente. Algumas imagens do video são de lá, por isso, se poderem fazer uma visita a este sítio não se vão arrepender. A vista é espantosa, o ambiente delicioso, o staff amigável. Tanto ao almoço, como ao jantar vale a pena! E se vieres à costa amalfitana, então tens de escolher um restaurante que te dê uma vista sobre o mediterrâneo, tal como este.

O Chef Fiorenzo consegue criar um ambiente espectacular e charmoso. Simplesmente italiano, onde tudo é bom!

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4º Pompeia e o Vesúvio

Quem não ouviu falar de Pompeia nas aulas de história? Soterrada por lava e cinzas no ano 79 vindas do vulcão Vesúvio. Esta visita é imprescindível para quem gosta de cultura.

Em Pompeia podes encontrar por exemplo o fórum, basílica, coliseu, teatro, os frescos nas casas mais ricas entre outros artefactos extremamente bem conservados. O museu audio-visual também faz um excelente enquadramento da história desta cidade dizimada por um vulcão.

É uma sorte poder estar num espaço em que a preservação é o clímax. Passear naquelas ruas, entrar em casas que foram habitadas há mais de dois mil anos, perceber como estava organizada uma cidade romana. Pode não ser o sonho de muitos, mas é um legado!

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5º Nápoles

Nápoles não é uma cidade charmosa. Aliás o encanto perde-se logo quando pareces conduzir no meio de malucos às buzinadelas e sem cumprirem as regras de trânsito. A passagem por aqui foi bastante rápida. Falaram-nos de uma pizzaria conhecida, a L’Antica Pizzeria da Michele. Aqui foi rodado um filme com a atriz Julia Roberts e daí ser tão conhecida. É um verdadeiro tasco, mas as duas pizzas são muito boas. E só custam 4,5€ cada. Digo duas, porque é a única coisa que servem e o estabelecimento está sempre à pinha (cheio)!

Marguerita ou Marinara!

Pode não parecer uma boa forma de terminar a viagem, mas marcou. Depois daquele encanto todo de Amalfi entras num reboliço e cultura diferente.

Foi bom!
Até à próxima viagem!
P.S.: Podes ver mais fotografias e histórias no meu Instagram (feed e destaques)

Praia de Santos – Exclusive Guest house

A guest house Praia dos Santos é um excelente local para uma estadia em Ponta Delgada. O serviço personalizado, distancia-nos das habituais cadeias hoteleiras, e faz-nos sentir em casa. O ambiente exclusivo e a decoração cuidada transmite-nos algum do conforto que procuramos quando viajamos.

Situa-se no centro do Bairro de São Roque, antiga zona de pescadores, ao largo da cidade de Ponta Delgada. Em cinco minutos estamos na baixa da cidade, pela marginal e tão rapidamente deslocamo-nos para outro qualquer lado da ilha, dada proximidade com a via rápida.

No entanto, o charme está todo lá dentro. Tem vista para o mar. piscina interior e um ambiente super acolhedor. A decoração é moderna e leve. Tudo parece novo e jovem.

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A Lídia prepara-nos um pequeno almoço regional, com produtos da época. Todos os dias existe algo de novo para experimentar, como diferentes tipos de pão, queijos variados, sumos naturais e doces. Dado o ambiente familiar vamos tirando umas dúvidas sobre a região.

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A minha zona predilecta da casa era a zona comum. Adorei a vista para a piscina com as grandes janelas de vidro que deixavam entrar a luz natural do dia. Mas os quartos também eram maravilhosos: espaçosos, com imensa luz e conforto. Tínhamos espaço para pousar todas as nossas coisas e ainda andar livremente pelo quarto.

De manhã era possível acordar, abrir a janela e olhar para o amanhecer com o mar logo ali tão perto.

Temos de agradecer à Beatriz por nos ter acolhido estes quatro dias em S. Miguel.

www.praiadesantosguesthouse.com

Douro, um destino internacional

Existem convites que não podemos rejeitar.  Visitar o Douro é um deles!

Há uns anos atrás era bem mais difícil chegar aqui mas com o recente apetrechamento  de infraestruturas do interior, este cada vez se aproxima mais do litoral. Património Mundial pela UNESCO e primeira região de vinhos demarcada do Mundo, o Alto Douro vinhateiro é uma região que já se afirmou também como zona turística. Desde a degustação de pratos regionais, prova de vinhos, alojamento turístico, pesca, caça e “tours” organizados, aqui não falta nada para uma boa semana de férias. Nós fomos testar isso mesmo com a DouroVou e o José Alberto, que nos levou ao alguns dos lugares mais mágicos desta região.
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Saindo do cais de Ferradosa (sim, porque não fomos de carro mas de iate) dirigimo-nos até à barragem da Valeira para apreciar as fragas do Douro. Esses muros de rocha que aconchegam o rio Douro, actor principal de um elenco composto também pelo coro de vinhas e vida animal da região, reduzem-nos à nossa mínima existência, pelo pequeno que somos, em idade e tamanho. O calor atípico deste Outubro transportava-nos também, para o que terá sido a brasa deste verão por ali. Atracando junto à margem ou numa praia fluvial e bem poderíamos, complementar esta volta de barco, com um mergulho ou um simples molhar de pés para refrescar.
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Depois das fragas voltámos Douro acima, ultrapassados com alguma frequência com os cruzeiros que vêm do Porto carregados de turistas, ansiosos, como nós, para conhecer e visitar algo mais.
À medida que avançamos vamos descobrindo as quintas onde nascem as uvas e que dão origem a um dos vinhos mais conhecidos do Mundo, o Vinho do Porto. Exemplo disso, é a quinta das Vargellas (Taylors). O José vai-nos explicando algumas histórias do Douro, intimamente ligadas às poderosas famílias que socalcaram esta região. Ele próprio tem uma relação sentimental e familiar com a região, o que nos ajuda a compreender melhor todos os pormenores. Vemos ainda a Fraga amarela, a quinta do Vesúvio e a majestosa “casa” onde viveu Antónia Ferreira.
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O rio parece um espelho. Com o passar do tempo, o apetite vai crescendo e aproxima-se a hora de almoço. Logo a seguir, paramos num cais por baixo de uma linha de comboios (Ribeira de Murça) e saímos do barco. Como que estranhando o solo rijo e poeirento, subimos um pouco até alcançarmos o restaurante “Preguiça“. É uma petisqueira e o menu é delicioso. Podes experimentar a sopa de peixe, o peixe frito e entrecosto grelhado. Os preços não são nada puxados, e com vontade, fica-se ali uma tarde a comer mais coisas boas.
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Para quem tiver mais tempo disponível, a DouroVou disponibiliza ainda mais “tours”. Podes ainda ir mais além até Barca de Alva, junto à fronteira com Espanha ou descer o Douro. até ao Rio Tua, sempre com este tipo de paragens gastronómicas.

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Nós optámos por descansar junto aos Bungalows, com a piscina e o Douro aos nossos pés, aproveitando o pôr do sol precoce do Outono. Ao jantar, aconselho o restaurante Cantiflas e uma boa posta à mirandesa.
Uma viagem que fica na memória.
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Viagem do Porto até Ferradosa: 20€
Aluguer do bungalow ou no iate para dormir: desde 80€
Tour de iate: desde 45€ por pessoa
Almoço no Preguiça: 22€ para duas pessoas
Jantar no Cantiflas: 30€ para duas pessoas

Havana, Cuba


“Na época colonial era quase impossível invadir Havana por mar. Com tantas fortalezas, era uma cidade impenetrável” – Dizia-nos Hugo, o nosso guia.

E assim começou a nossa visita por Havana. Tínhamos chegado no dia anterior, tendo ficado mais de uma hora à espera da nossa mala, no aeroporto. Logo a seguir, um senhor bem arranjado, já nos impingia um táxi para o centro da cidade por 35 Cuc.

“Demasiado caro” – disse eu. Fomos trocar dinheiro e consegui negociar a ida até à Casa El Mirador por 20 Cuc.

Na manhã seguinte, levantámos cedo e fomos ter com o Hugo em frente ao famoso bar “El floridita”, o nosso guia da manhã.

“No época colonial era quase impossível invadir Havana por mar. Com tantas fortalezas, era uma cidade impenetrável”.
Percorremos as quatro praças de Old Havana, como lhe chamam. O centro histórico é muito fácil e rápido de conhecer. Teria feito sozinho, no entanto, aproveitando a cortesia da Havanacar, conseguimos saber muito mais da história da cidade, incluindo os seus monumentos, praças principais, costumes e a ligação de Hemingway à cidade. A destacar os seguintes pontos: Hotel Ambos Mundos onde Hemingway dormia, tem um rooftop fantástico onde podes observar todo o centro de Havana, ao mesmo tempo que tomas um refresco. Uma linda vista a 360º sobre a cidade; No Café El Escorial tomámos um café expresso maravilhoso. Aqui podes aproveitar para trazer uns sacos de grão ainda por moer. O Hugo disse-nos que em grão, só há café de manhã, pois esgota com frequência; El Floridita, onde tens mesmo de tomar o seu famoso daiquiri. Hugo explicou-nos que este bar ficou conhecido pelas visitas de Hemingway o visitava diariamente, depois de vir da pesca. Mas realmente, o daiquiri é muito bom. Tens de o provar!
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As histórias que o Hugo nos contou são infindáveis. Aproveitámos para lhe fazer imensas perguntas sobre o regime e as fantasias europeias sobre Cuba. O Hugo respondeu sempre abertamente, e posso dizer que fiquei com uma ideia bem mais clara sobre os cubanos e o que pensam do comunismo, e como olham o mundo.

Se observarmos, ainda são um povo sob enorme controlo do Estado. O acesso à internet é muito limitado, por exemplo. Encontramos praças de wi-fi pela cidade, repletas com centenas de pessoas a conectarem-se. Se porventura também quiseres usufruir é super fácil. Perto destas praças existem lojas que vendem cartões com internet. Basta comprares um (1,5Cuc – 4,5Cuc) para uma hora de navegação. Mas existem outros constrangimentos. Um cubano não pode sair livremente do país, não existem partidos de oposição e a maior parte da economia é controlada pelo Estado. Por isso, quando vais a um restaurante é quase um favor pedir que te serviam. No fundo não querem saber!

Depois de almoço a Havanacar.net ofereceu-nos uma visita de carro clássico pela cidade. O nosso carro era um Buick Pink Electra de 1957 e o motorista era o simpático Javier! Um jovem da região de Varadero, que estava a trabalhar em Havana. Dizia que se ganhava muito mais a trabalhar para o sector privado, do que para o Estado.

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Saímos do Parque Central e atravessámos logo o Passeo del Prado em direcção ao túnel de Havana. Do outro lado, conseguimos ter uma boa perspectiva da cidade quer do Cristo Rei de Havana, quer da Fortaleza de San Carlos de la Cabaña. Voltámos ao carro e dirijímo-nos novamente para a cidade. Agora percorrendo toda a marginal El Malecón até ao Avenida Paseo, fazendo assim a orla do El vedado, que é outro bairro muito conhecido da cidade. A Avenida Paseo dirige-nos até à Praça da Revolução onde encontramos as faces da revolução – Fidel e Che. Também era aqui que Fidel discursava durante horas para o seu povo.

Por fim visitámos o Bosque de Havana, onde passa o Rio Almendares, visinho do Bairro Chino (Chinatown). Podes ver esta viagem de carro noutro post sobre a Havanacar. Se puderes, aproveita para contratar um serviço destes! Vais ver que vale a pena. É uma experiência inesquecível e uma excelente oportunidade para conhecer mais sobre a cidade.

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Sobre a alojamento. Já tinha referido que tínhamos ficado numa casa. Estas são autênticos Bed&Breakfast. O site por onde aluguei foi o Bbinnvinales, sugerido por uma amiga minha que tinha ido no ano anterior. Ficámos quatro noites na Casa El Mirador. Optámos por esta solução porque tudo o que lia sobre os hotéis em Havana não iam ao encontro do que queria. Tudo caro e com mau serviço. Por isso, preferimos instalar-nos mesmo no centro de Havana velha e durante três dias estar no centro de outro mundo, que não o turístico.

Júlio, o dono da casa, médico, tinha uma gentileza descomunal. Simpático, prestável e procurava sempre entender-nos. À nossa disposição tínhamos o nosso quarto, com suite (que era limpo todos os dias). Podíamos estar nas zonas comuns e tinha todas as condições para o alojamento. Demorávamos cerca de 20 minutos a chegar ao centro (Parque Central) a pé.

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No caminho conseguíamos ver o dia a dia dos cubano. Estávamos quase no centro e, atravessando a rua de San Rafael ficámos a perceber o ritmo da cidade. Este bairro não é muito rico: as casas estão degradadas e as ruas não cheiram propriamente bem. No entanto, passámos vezes sem conta por sítios, aparentemente assustadores e não nos abordavam. Sempre muito tranquilo. Mesmo de noite, com as ruas com pouca iluminação, os cubanos mantém as portas de casa abertas e consegues ver as famílias a ver televisão nas salas. Algo impensável nas grandes metrópoles europeias.

No segundo dia fizemos uma excursão a Viñales.

No terceiro dia em Havana aproveitámos para ter um dia livre, aproveitando para caminhar pelas ruelas coloniais. Um facto importante sobre o país é que os preços praticados são iguais em todo o lado. Tanto em Havana, como em Viñales como em Varadero. E estou a falar de artigos como bebidas alcoólicas, tabaco e outros recuerdos. É impressionante entrar nas mercearias e ver os mesmos produtos em todas elas, ao mesmo preço, com a particularidade de não haver concorrência. Ou seja, shampoo só há uma marca, mel só há uma marca, manteiga só há uma marca… Engraçado não? Isto acontece devido ao embargo sob o qual Cuba está subjugada. É um país que produz tudo o que necessita. Além disso, é o único país do mundo que tem duas moedas em circulação: O Cuc e a moeda nacional. A relação é de 1Cuc=25 moeda nacional. Aparentemente, não vi vantagem em terem estas duas moedas. Quando fores ao banco levantar dinheiro, dão-te em Cuc. Tenta sempre receber o troco nessa moeda, porque é a mais transaccionada e aceite. O difícil é destingir as duas. É só uma questão de atenção.

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Faltavam só ver alguns pontos de Havana. Passámos no Capitólio, que estava em manutenção; visitámos a Estação de comboios, onde encontrámos umas crianças a brincar, junto às locomotivas museu; almoçámos uma lagosta (que é relativamente mais barata do que em Portugal); desfilámos na rua Obispo, uma das mais movimentadas e com maior fluxo turístico e fomos ver o pôr do Sol à Malecón. Um dia perfeito!
Agora estava na hora de ir para Varadero!

Alojamento 4 noites na Casa El mirador – 100Cuc. Podes contactar pelo site, ou directamente com o Julio, através da página do Facebook @elmiradorhavana.
Tour a pé (3 horas) – 40Cuc
Tour em carro clássico (3 horas) – a partir de 90 Cuc (depende do percurso e do número de ocupantes)
Para marcares e contactares a Havanacar- O Stefano responde-te muito rapidamente.
Site – www.havanacar.net
Tripadvisor – Havanacar
Facebook – @cubataxi
Fica aqui o video: