Just Dublin

Muitas (não todas!) das vezes que visitamos um país, acabamos por conhecer apenas a sua capital. Fica um país espelhado por uma curta vivência de dois ou três dias. O nosso tempo é limitado e, na maior parte das vezes, não conseguimos percorrer… percorrer não é o termo correcto! ESTAR! Sim é isso… Estar nos sítios e senti-los, como os demais habitantes o sentem! Ou, para quem consegue, ir mais longe e trocar um dedo de conversa com as pessoas. Acho que foi o que senti nesta breve passagem pela Irlanda. Era preciso mais tempo para visitar Galway e as Falésias de Moher, ou ir para sul em direcção a Cork. Fica aquela sensação de desconsolo, como quem vai à praia, e vem embora sem comer um gelado.

Dublin consegue preencher os requisitos para um bom programa. Em primeiro lugar a cidade é fácil de visitar a pé e não precisamos de utilizar transportes públicos. Em segundo lugar, não é assim tão fria como estávamos à espera. Fomos em Fevereiro e as temperaturas rondavam os zero graus. Por sorte, até apanhamos bastante sol, outra coisa que também estava fora dos planos.

O que visitar?

Guiness Storehouse. Uma viagem por Dublin tem de começar, obrigatoriamente, por aqui. O museu, que explica o processo de produção da famosa cerveja Guiness, aproveita para enquadrar também a história das pessoas, da cidade e do país. A interactividade do museu culmina na prova das cervejas. O teu bilhete permite-te provar três cervejas diferentes de seis. Por isso, se fores com outra pessoa, consegues fazer o pleno. A entrada é cara, mas vale a pena. Entrada 14€.

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Catedral de Saint Patrick. É o padroeiro da Irlanda, por isso, visitar a catedral é uma paragem obrigatória. Entrada 6,50€

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Trinity College Library. É onde está o Book of Kells. Manuscritos ilustrados por monges em 800 AD, onde estão redigidos os quatro evangelhos do Novo Testamento. Verdadeiras peças de arte, com minúcia imparável. Também aqui encontramos um dos cenários de Harry Potter, a biblioteca de Hogwarts. Entrada Book of Kells e Old Library 11€

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Dublin Castle. Entrada 14€

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Passear pela Mary Street. Existe turismo de compras, por isso se fores um desses adeptos, tens de passar aqui um dia. Aproveita e compra uns souvenirs da Irlanda. No fim da rua encontras uma enorme agulha The Spire. 120 metros de altura fazem disto um excelente ponto de encontro.

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Jantar em Temple Bar. Temple bar é um bar/restaurante. No entanto, toda a zona envolvente ficou conhecida pelo mesmo nome. É uma conhecida zona de bares de Dublin, onde podes provar a comida irlandesa e uma (ou mais!) Guiness. Depois de jantar (já não me lembro ao certo das horas!) não é permitido que as crianças circulem na zona, mesmo acompanhadas dos país.

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Onde comer?

Old Mill. A carne irlandesa é famosa. Ao chegar perguntámos o que sugeriam, por isso escolhemos um guisado. Que maravilha! Tens de experimentar! A carne é super suculenta porque deixam os animais a pastar livremente. A decoração também era fantástica, permitindo olhar em redor. Quando é assim, até parece que o tempo não custa a passar, enquanto esperamos que nos sirvam a comida.

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The Old Storehouse. É também um reconhecido restaurante. Tinha uma banda a tocar umas músicas para animar a sala. A decoração também nos remetia para um ambiente de pub! Algo que os irlandeses sabem fazer bastante bem!

Para dois, as refeições nunca ultrapassaram os 25€.

Quando ir?

Fomos em Fevereiro. Apanhámos temperaturas de zero a oito graus. Também tivemos dias solarengos e outros com chuva. Para quem gosta de sol e menos frio, deve ir de Abril a Setembro. Nessa altura do ano, os dias também são maiores.

Dicas

O custo da comida é praticamente igual a Portugal. Não vais sentir grande diferença. Apenas tens de te preocupar com o alojamento. Aí sim pode ser um pouco mais caro.

Moeda: Euro

Fuso horário é o mesmo que em Portugal

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Belfast e a Calçada dos Gigantes

Das imensas planícies verdes à costa rugosa do norte, dos guisados da saborosa carne irlandesa à deliciosa pint (forma como pronunciam “cerveja”), das simpáticas pessoas com que nos cruzámos até às ruas desertas que percorremos. Foi isto que encontrámos na Irlanda do Norte, nação integrante do Reino Unido.

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A Irlanda não é daqueles países que te surge em primeiro lugar, como destino de férias. Para nós, que vivemos no Sul da Europa, apenas desejamos países mais quentes, onde possamos vestir as tee’s e os calções de praia. Afinal passa-se o Inverno inteiro a pensar nisso. Daí que seja preciso alguma força de vontade para desembolçar uns bons euros para fazer a mala e voar até estes destinos, em pleno Inverno! Mas valeu a pena.

Ao preparar a viagem devo dizer que o site institucional da Turismo da Irlanda dá uma grande ajuda. Consegui perder-me por lá durante vários dias, de forma a desencantar um roteiro para o tempo que tínhamos disponível – 5 dias. Ainda assim existem montes de sugestões pela net.

No primeiro ainda aproveitámos para dar uma volta em Dublin. Mas depois arrancámos para Belfast, para pernoitar na primeira noite. De carro é uma viagem de 2 horas. Sempre em autoestrada (que não se paga), nem fronteira visível. Passámos dois dias a visitar a Irlanda do Norte. Na manhã do 4º dia voltámos para Dublin. E regressámos ao 5º dia para Portugal.

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O primeiro dia na Irlanda do Norte foi o que mais gostei. Estava frio (0ºC) e eu adoro o frio. Aquela sensação dele a querer entrar por todo o lado e eu ali, firme! Não treme! Entrámos no carro e desbravámos a Causeway Coastal journey. Esta viagem que começa em Carrickfergus Castle e não se afasta mais do mar irlandês, pelo menos até Downhill Castle. Os pontos altos são a ponte de rede, em Carrick e a Calçada dos Gigantes. Este é um daqueles roteiros que faz lembrar a nossa costa alentejana. Com um mapa na mão, vais parando onde queres. Entrelaçado neste roteiro, encontras os cenários da Guerra dos Tronos. Ainda assim, está tudo sobre segredo. Não é fácil encontrar os locais das filmagens visto que ainda estão monopolizadas por empresas que fazem os tours. São mesmo top secret e, só comunicando com alguns irlandeses, é possível saber a localização de alguns deles.

À medida que se vai avançando vão aparecendo as vilas piscatórias, com os seus portos. Assim foi em Ballintoy onde tirámos umas fotografias. Nesta altura da manhã, estava muita chuva e vento, o que não nos tinha permitido percorrer a ponte de corda em Carrick-a-rede. Uma pena, já que tinha colocado alguma expectativa na experiência. No entanto, em Ballintoy, depois de uma descida abrupta encontrámos um dos cenários da Guerra dos Tronos, as Iron islands. Historicamente, esta vila cresceu por causa da extracção mineira.

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O próximo ponto levou-nos até à Calçada do Gigantes. Pelo meio íamos parando e desfrutando das paisagens.

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A Calçada dos Gigantes é uma formação rochosa de basalto, constituída por milhares de colunas prismáticas. Um apontamento singular no mundo. Este local deu origem a uma lenda irlandesa, que passo a transcrever. “Segundo uma lenda irlandesa um gigante chamado Finn MacCool queria enfrentar numa luta um gigante escocês chamado Benandonner, mas havia um problema: não existia uma embarcação com tamanho suficiente para atravessar o mar e levar um ao encontro do outro. A lenda diz que MacCool resolveu o problema construindo uma calçada que ligava os dois lados, usando enormes colunas de pedra. Benandonner aceitou o desafio e viajou pela calçada ate à Irlanda. Ele era mais forte e maior do que MacCool. Percebendo isso a esposa de Finn MacCool, de forma muito perspicaz decidiu vestir seu marido gigante como um bebé. Quando Benandonner chegou à casa dos dois e viu o bebé, pensou: “Se o bebé deste tamanho, imagine-se o pai!”, e fugiu correndo de volta para a Escócia. Para ter certeza de que não seria perseguido por Finn MacCool destruiu a estrada enquanto corria, restando apenas as pedras que agora formam a Calçada do Gigante.

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O sol começou a aparecer a meio do dia e já estávamos a caminho de Bushmills, a vila de onde vem um dos mais conhecidos uísques do mundo. A visita ao museu é indispensável e aproveita a paragem no bar é essencial para apreciares um Irish Coffe. Se achares que não consegues beber um sozinho, leva alguém para partilhares 🙂

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Na Irlanda acabei por experimentar uma aplicação de viagens – Google Trips. Esta ajudou-nos imenso para descobrir locais para jantar, ou mesmo estabelecer roteiros de visitas. Aconselho-te a teres sempre contigo. Além disso, mantém os mapas em off-line, se por vezes não tiveres acesso à internet.

Em Belfast tentámos jantar num Pub. Mas o que escolhemos estava cheio, por isso voltámos na noite seguinte – Ryan’s Bar, onde podes provar o Fish & Chips ou uns grelhados. A Lisburn Road é uma rua onde se podem encontrar inúmeras opções para jantar, por isso dá uma vista de olhos para encontrares o que mais te agrada. O preço médio para jantar é semelhante a Portugal. O Amici e o Ryan’s Bar são boas opções para recuperares as energias. E sempre acompanhado por uma grande Guiness…

O outro dia que tínhamos dedicado a Belfast foi para percorrer a cidade, andando de um lado para o outro. Os pontos altos a visitamos são os seguintes:

Titanic Museum enquadra a construção do Titanic no panorama socio-económico da Irlanda e do Mundo no século XIX. O museu é super interactivo com o público e foge da visita tradicional aos museus. Aqui vais encontrar imensos botões, maquetes, explicações e até um mini percurso de comboio. Nas imediações podes visitar um navio-museu, o SS Nomadic, grátis para que adquiriu o bilhete para o Museu do Titanic. Durante a visita tens um guarda roupa disponível.

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Passeio pela Universidade e Jardim botânico. São muito próximos um do outro, e é o sítio ideal para começares o dia com uma caminhada. A arquitectura da Universidade e os esquilos do parque acabam por te distrair dos teus problemas.

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Para compras dá uma volta no Victoria Secret, que é um dos principais shopping da cidade. No último andar podes usufruir da vista do globo, que permite ter uma vista aérea da capital.

Albert Memorial Clock e downtown. Perde-te e vai encontrando ruas caricatas. A arquitectura imponente do centro também traz harmonia ao teu passeio. Parámos para almoçar no Dirty Onion, mais uma sugestão do Google Trips. Neste pub deliciei-me com a carne irlandesa. Umas fabulosas asas de frango e costelinhas acompanhadas por uma Guiness. Os irlandeses começam a sair do trabalho por volta das 17h e a encher este tipo de estabelecimentos.

Resumindo, a Irlanda do Norte foi uma surpresa. As pessoas, a comida, os museus e os passeios encheram a mente de coisas boas. Ficamos inspirados com o cuidado com que os Irlandeses cuidam do seu país. E embora não parecendo um país muito turístico, a verdade é que está pronto para nos acolher!

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Milão, 2 dias

Esta viagem que hoje retrato já lá vai há uns anos. Ainda assim, decidi abrir o arquivo e descobrir que há coisas boas para contar.

Em 2012 fomos ter com o Miguel e a Claúdia, a Milão. Aterrámos de avião e lá nos esperavam de caravana. Mesmo passado alguns anos, conto o que se pode fazer fazer em Milão, para uma breve passagem. Esta viagem, prosseguirá depois em outros posts, num périplo pela Suiça, França e Espanha.

Duomo di Milano

A catedral de Milão é dos edifícios mais imponentes que vais ver nesta cidade. Começou a ser construída no século XIV. Com base no estilo gótico, da praça vê-se um edifício como um monte de rendilhados, enorme, branco e imponente. É impossível passar despercebido. Entrando, bate-nos o frio seco das catedrais. São todas assim. Nunca vi catedrais quentes… As cinco naves e os vitrais, tornam-na um sítio agradável para visitar. Em torno da catedral podes passear. As ruas largas e sem muito trânsito convidam a isso mesmo – um passeio. Nem todas as zonas da catedral são grátis.

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Galleria Victtorio Emanuele

Colada à praça da Catedral encontras esta galeria. Cheia de lojas, algumas incomparavelmente caras, fazem desta galeria um atractivo para turistas. A arquitectura do local torna-a mui bella: As clarabóias fornecem a luz necessária, e os rendilhados continuam, como que ligando com o Duomo, logo ali ao lado. O chão, lustroso e trabalhado transporta para uma época em que apenas a alta burguesia passeava por aqui.

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Passeio a pé pela Via Dante até ao Castelo de Sforesco

A via Dante é uma rua pedonal inteiramente dedicada a lifestyle. Restaurantes com esplanadas, gelatarias sensacionais, lojas e um sol de verão, que te obriga a ir pela sombra (ou a comer um delicioso gelado!!!). Podes ir com calma e aproveitar para descansar a mente. No fim desta rua, tens de ir ao Castelo de Sforesco. Alberga diversos museus e a entrada é paga. No entanto, tens mesmo de entrar para  ver a famosa obra de Miguel Ângelo – a Piétá. Num dia de sol aproveita também para dar uma volta pelo exterior, visto que tem bastantes espaços verdes.

Santa Maria delle Grazie e a última ceia

Nota-se que Milão é uma cidade moderna. Não encontramos muitas ruas medievais, mas bairros organizados em ruas direitas. Por isso é fácil navegar e direccionarmo-nos no mapa. Depois de saíres do Castelo de Sforesco, procura por esta pequena igreja e convento dominicano. Ainda são alguns minutos a pé, mas vai valer a pena. Incluída no património da Unesco, encontras uma pintura de Leonardo da Vinci, “a última ceia”. Um guia vai-te explicar o significado deste quadro que foi pintado numa parede do refeitório. Relataram-nos que durante a segunda guerra mundial, depois de intensos bombardeamentos a esta cidade, foi uma das paredes que sobreviveu a este ataque dos aliados. Para proteger esta pintura foram colocados sacos de farinha que ajudaram a conservar a pintura.


Gastronomia
Comer em Milão é um pouco mais caro do que comer em Portugal. Encontras locais a um preço acessível para comeres uma pizza, por exemplo. Os gelados esses são mais caros, mas realmente deliciosos. Podes sempre optar por um granizado que vai refrescar na mesma num dia de intenso calor.
Quando ir? 
O clima em Milão é mediterrâneo, por isso, podes visitar em qualquer altura do ano. Os meses mais quentes vão de Maio a Setembro, com temperaturas máximas por volta dos 30º.
Como ir? 
Se preferires as Lowcost, de Lisboa tens a Raynair e a Easyjet com voos directos. Do Porto, apenas voa a Raynair. Tem atenção aos aeroportos de Milão, visto que é servida por três aeroportos (Malpensa, Linate e Orio Al Serio). Para além do metro e comboio, verifica sempre os transfers fornecidos por estas empresas de aviação, que com uma frota própria, podem ter preços acessíveis para te levar para o centro da cidade.

Outras coisas que vais adorar em Londres

A grande vantagem de ir a Londres é a sua vida vibrante. Por um lado, abrimos o mapa, começamos a estudar a cidade e os sítios obrigatórios não param de aparecer. Para além disso é uma cidade simples, sem complicações. Apanhas o metro e vais para onde queres. É impossível não ficar pasmado com o movimento em Oxford Street, a tranquilidade de Notting Hill e a diversidade do Borought Market!

O outro post sobre Londres, focava uma visita mais “tradicional” à cidade, como que a visita a downtown. Mas ficava uma imensidão de pontos de interesse por ver. Por isso, vem daí porque há muito mais para conhecer.

Madame Tussauds

O museu da cera mais famoso. Pensava que ia encontrar apenas estátuas de estrelas e famosos, mas há muito mais. Claro que é super divertido tirar uma selfies, por entre salas e estúdios decorados a rigor. Mas a viagem ao museu não termina aqui. À tua espera tens ainda um circuito sobre rails que conta a história de Londres e Inglaterra e no fim, um filme em 4D, numa mega sala preparada para o efeito. O preço pode parecer caro, mas para quem estiver interessado em fazer o London Eye, pode juntar as duas e obtém um desconto.

Picadilly Circus e a loja dos M&M’s

Picadilly é uma praça no centro de Londres. No fundo, une uma grande zona comercial, Oxford Street e downtown. É conhecida pela esquina de outdoors led com marcas conhecidas como a Coca-Cola, TDK, Sanyo, etc. Na praça existe uma estátua com uma figura simbólica de Eros.

Ali perto podes visitar a loja da M&M’s, que com 3 andares faz as delícias de miúdos e graúdos. Para além dos brinquedos, existem M&M de todas as cores e recheios, para poderes fazer o teu próprio saco de gulodices. O cheiro a chocolate é intenso na loja – M&M’s World!

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British Museum

Falamos de mais um museu. Por fora, a arquitectura é robusta. Por dentro, estão presentes relíquias da civilização, organizadas nas várias salas laterais, com as diferentes secções. O museu apresenta a maior colectânea de arte e cultura que existe (de todos os continentes e épocas, até aos dias de hoje). As imagens que ilustravam os nossos livros de história, tornam-se aqui realidade. Civilizações inalcançáveis ficam à distância de um palmo como os egípcios e os romanos. Artefactos com milhares de anos, estão ali, dia após dia, contemplados por milhares de pessoas que os visitam todos os dias, relembrando o caminho que percorremos até ao presente.

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Mercados de Londres

Para aproveitar o romantismo de Londres, nada melhor que uma ida a Convent Garden. É o local ideal para um passeio e aproveitar as várias feiras que aí se realizam. O lugar é encantador. Aqui já não encontramos prédios altos, mas uma vizinhança encantadora e requintada. Para além das feiras, temos também artistas de rua que juntam centenas de pessoas. Para jantar, e a três quarteirões de distância encontramos um pizzaria fantástica, em Neal’s Yard – HomeSlice Pizza. Estava bastante cheio e as pizzas em forno de lenha, deliciosas!

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Outro mercado que visitámos foi o Borought Market. Não fosse o facto de estarmos no centro de Londres e não imaginaríamos que se poderia encontrar um mercado tão acolhedor e típico como este. As lojinhas, bancas coloridas e produtos típicos fazem com que deambulássemos por aqui durante algum tempo. Almoçámos no Brood Café.

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Camdem Town

Camdem reúne uma comunidade importante de portugueses. Não é por acaso que acabámos por nos deliciar com um pastel de nata na roulotte “Nata 28”, junto a Camdem Lock, uma galeria comercial de craft’s. Camdem é conhecida pela arquitectura das fachadas da rua principal – Camdem High Street. Aviões, sapatilhas gigantes, tudo é utilizado para sobressair dos prédios, outrora sem graça.

Mesmo junto à estação deste bairro, existem as antigas cavalariças de Londres que foram reaproveitadas para uma feira gigante. Muitas das referências aos cavalos foram deixadas, sendo que as centenas de estábulos são agora lojas de comerciantes, num interminável labirinto.

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Notting Hill e o Fish & Ships

Cenário da célebre representação entre Hugh Grant e Julia Roberts, visitámos o bairro num sábado de manhã. Em vez da tranquilidade transmitida pelo filme, encontrámos um bairro cheio de bancas e um alarido típico de uma feira – Feira de velharias de Notting Hill. Por um lado, conseguimos absorver o quotidiano inglês, com as ruas agitadas e uma multidão a andar para trás e para a frente. Por outro lado, deixou de haver o espaço para apreciar o bairro.

Foi em Notting Hill que provámos o tradicional Fish and Ships, na Fish House. Muito bom! Por entre as várias escolhas possíveis de peixe, seleccionámos o bacalhau fresco. Vinha acompanhado com batatas fritas e por um molho vinagrete do outro mundo! A cidra também estava maravilhosa. De barriga cheia fizemos então a Portobello Street até encontrar a Notting Hill Bookshop, a livraria do famoso filme.

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Knightsbridge e Harrods

Knightsbridge é uma zona luxuosa. Aqui vês grandes carros, coisas simples a preços extraordinários e os ricalhaços do Londres. Perto também existe o Hyde Park, o museu de Victoria e Albert e os Armazéns Harrods. Andar por aqui a pé é seguro, tal como acontece com toda a cidade. Para quem gosta de viajar para fazer compras, os armazéns são um sítio imperdível. Tem imensos departamentos, entre os quais o de tecnologia, onde encontrámos os gadgets mais recentes. Mas os armazéns são têm surpresas intermináveis. É mesmo um sítio a visitar para gastar uns trocos.

Oxford Street

É a rua de Londres mais conhecida pelo seu comércio. É impressionante atravessar esta rua ao fim do dia e ver milhares de pessoas a pé de um lado para o outro. Uns passam a correr desenfreados em direcção ao metro. Outros passeiam pelas montras. Outros ainda saem das lojas depois de largar mais uma libras. A rua é enorme, tem quatro paragens de metro e as lojas vão-se repetindo de quarteirão em quarteirão, demonstrando o poder de compra que por aqui existe. Algures a meio estão os armazéns Selfridges.

Passeio à noite por Victoria Embankement

Para terminar escolhi um lugar pouco previsível. Um passeio a pé por Victoria Enbankement, desde a estação de Enbankement até à estação de Westminster. Num dos dias à noite, acabou por calhar fazer este percurso. Estávamos por ali perto e fomos caminhando. A noite estava agradável e pareceu seguro ir por ali. Foi bom ver alguns dos edifícios com as luzes artificiais, contrariados pelo escuro da noite.

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Londres Clássica

Londres é uma experiência fantástica! Neste post sobre Londres dei especial atenção a uma visita mais “clássica” de Londres, e de algumas atracções que se usufruem através do London Pass. Isto porque existe sempre a dúvida se devemos ou não comprar o pass. Hoje em dia, muitas cidades oferecem este tipo de serviço aos turistas, embora nem todas as atracções de referência estejam incluídas.

Para quem está indeciso entre comprar ou não este bilhete, as contas são simples. Se o comprares, deves focar as tuas visitas apenas no que o bilhete te oferece, ou seja as atracções em que existem parcerias. E para facilitar, adicionas o Oyster card que te dá mobilidade pela cidade (não te esqueças de incluir a zona até ao teu hotel, dependendo em que zona fica). Depois de o comprares antecipadamente, recebes em casa o guia do que podes visitar, vales, mapas e tudo o que é necessário para planeares a viagem. O site do London Pass ajuda-te a esclareceres todas as dúvidas.

No entanto, Londres tem tanto que ver. Sempre que se visitar, de certeza que vai haver algo de novo. É impossível não desviar e visitar algo “logo ali ao lado”.

Museu de história Natural

Imponente por fora, delicado por dentro. O seu hall é icónico pelo esqueleto de um T-rex e pela multidão que se aglomera à sua volta. Neste museu podem-se perder vários dias, vasculhando todos os recantos. O ideal é seleccionar as zonas que pretendemos ver. A entrada é grátis.

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Museu da Ciência

Este situa-se logo ao lado do museu de História Natural. Aqui podemos ver a história e evolução da ciência até aos nossos dias. Tal como o Museu de história Natural está dividido por zonas, mas não é tão grande, o que te permite uma visita geral em cerca de duas horas. Vale a pena para os amantes das ciências –and I love it!


De Trafalgar Square até Westminster Abbey

É um percurso de cerca de vinte minutos. A praça tem uma fonte e uma homenagem à vitória da marinha britânica sobre Napoleão, no início do século XIX. Seguindo pela Whitehall, vão surgindo inúmeros edifícios de interesse histórico, como o Household Calvary Museum, Banqueting House, Ministérios da Saúde e Defesa Britânicos, Churchill War Rooms. No entanto, o mais “importante” é o acesso ao nº10 de Downing Street, a casa do primeiro ministro Inglês. No fim desta avenida encontramos uma estátua em homenagem a Winston Churchill no meio de uns jardins verdes e do “caótico” transito de Londres. Também se observam outros monumentos imponentes, como o relógio Big Ben do Palácio de Westminster, Abadia de Westminster. Numa das manhãs frias em que lá estive, encontrei uma café expresso à nossa moda, mesmo ao lado da saída da estação de metro de Westminster, em frente ao Big Ben – Precious!

Aqui podem aproveitar também para tirar algumas fotos. Algo que vale mesmo a pena visitar é a Abadia de Westminster, túmulo de incontáveis personalidades britânicas. Parecem todas colocadas a monte, numa desorganização controlada.
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Buckingham Palace e a troca da guarda real

A troca da guarda real é um evento que atraí milhares de turistas. O melhor é chegar pelo menos trinta minutos antes para poder escolher um lugar razoável. Podes consultar os horários no site próprio. Existe um evento preliminar junto ao Museus da Guarda, uma centena de metros antes do palácio na Birdcage Walk. Aqui é possível ver o protocolo um pouco mais tranquilamente. No entanto, o auge é em frente ao Palácio de Buckingham, onde habita a família real inglesa. Tivemos sorte de ficar junto ao Memorial a Victoria, numa escadaria mais elevada. O céu abriu um pouco,o que deu um aconchego extra a ver a passagem da guarda.

Também podes aproveitar para passear pelos jardins na proximidade. O Londrinos aproveitam o sol, e vêm logo para os jardins passear.

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Rio Tamisa

Este passeio está incluído no London Pass. É perfeito para uma deslocação na cidade, aproveitando para perceber como a cidade está construída em volta do Rio Tamisa. Optámos por sair do Pier de Westminster e sair em frente à London Tower. Pelo caminho um guia vai falando sobre as pontes e edifícios que vão compondo as margens.

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Torre de Londres e Tower Bridge

Estes dois emblemáticos monumentos contam também um pouco da história de Londres e do país. Na Torre de Londres, aqui e ali, surgem figurinos que nos presenteiam com uma peça de teatro, ilustrando episódios antepassados. Existem assim alguns incontornáveis como as jóias da coroa britânica, visita à White Tower e ao palácio Medieval. O próprio site faz um plano conforme se tenha 1, 2 ou 3 horas disponíveis a para visita. Mas o espaço é riquíssimo e vale mesmo a pena visitar com calma, pelas ameias, e ir descobrindo o edifício.

Logo ali ao lado, a Tower Bridge cruza-se com o Tamisa. Muitos não têm oportunidade de ver a ponte a abrir, um dos principais atractivos da mesma. No entanto, por dentro é possível ver os mecanismos e a história da mesma. Subindo e descendo às torres, atravessando a plataforma superior, esta ponte, única, é um excelente lugar para ser londrino.

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Catedral de S. Paulo

Imponente por fora, linda por dentro. Para aproveitar uma visita gratuita, deve-se ir  a uma hora em que haja missa. Tem a segunda maior cúpula do mundo.

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Este post foi dedicado a uma cidade de Londres mais antiga, com monumentos históricos e seculares da capital Inglesa. Enjoy it!

Madrid, roteiro para dois dias.

Para nós, Portugueses, existe cada vez mais facilidade para visitar a capital da vizinha Espanha. Madrid, fica apenas a uma hora de avião de Porto ou Lisboa. Mesmo de carro, em cinco horas estamos na cidade, podendo aproveitar a possibilidade de desfrutar as paisagens portuguesas e espanholas. A viagem de carro pode ser um pouco maçadora, mas fica-se vislumbrado com as imensas planícies espanholas e os seus tons de dourado que as acompanham, especialmente no Verão. P1100014.JPG
Já somo algumas idas a Madrid, três delas sobre rodas. De avião já perdi a conta por entre idas de propósito, ou escalas de avião para outros destinos. A viagem de metro até às Portas do Sol dura cerca de 30 minutos, o que torna possível visitar a cidade entre uma grande escala.
As opções são imensas. Não nos podemos esquecer que Madrid foi capital de um grande Império e a sua imponência nota-se, por exemplo, na arquitectura. Encontramos grandes avenidas, rasgadas por entre majestosos edifícios. Igrejas, palácios, jardins e, aqui e ali, esboços de outras culturas que ficaram na cidade, graças ao relacionamento criado com outras civilizações. A capital também chama a si os atributos gastronómicos com as tascas centenárias do centro. Temos mesmo que comer uns bocadillos e beber uma caña para nos sentirmos integrados  no espírito desta cidade – Faz parte e é, em si mesmo, uma atracção. A efusividade espanhola convida-nos a ficar na rua. Depois de saírem do trabalho, os madrileños ficam a aproveitar o sol de fim de tarde junto a estas tascas e bares, do centro da cidade.
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Um bom roteiro a fazer na capital começa no Templo de Debod. Este monumento tem cerca de 2200 anos. A entrada é gratuita. É um monumento egípcio e no interior encontramos referências a essa cultura, como esculturas, artefactos e até maquetes. Dados os estreitos corredores só podem entrar 15 pessoas de cada vez. Mas como a visita é relativamente rápida, o tempo de espera é pequeno. O lugar também é óptimo para tirar algumas fotografias, aproveitando o espelho de água.

Em alguns minutos, estamos na Praça de Espanha. No centro do jardim existe um monumento em homenagem a Miguel Cervantes, um escritor de referência para os Espanhóis. Se continuarmos na Calle de Bailén vamos encontrar dois dos incontornáveis de Madrid – o Palácio Real de Madrid e a Catedral de Almudeña. A visita ao palácio custa cerca de 11€, mas existem horários gratuitos, fora da época do Verão. A filas costumam ser grandes mas vale a pela visitar as instalações da família real espanhola. Logo ao lado, a Catedral de Almudeña tem uma entrada bem mais modesta – apenas 1€ como donativo. Os jardins de Sabatini, ao lado do palácio são uma boa oportunidade para procurar uma sombra, nos dias quentes de Verão.
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De seguida, podemos caminhar pela Calle Mayor e parar para comer qualquer coisa, no Mercado de San Miguel . É um mercado típico madrileno, que foi transformado. Aí cada banca serve tapas, pratos, iguarias deliciosas. Lembro-me que na altura pedimos um prato de ostras e um espumante. Aproveitem! Há imensos petiscos.
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Perto do Mercado de San Miguel está a Plaza Maior. A azafama de turistas é imensa. Por aqui começam-se a encontrar as típicas “tascas” centenárias de Madrid e multiplicam-se as opções para continuar apreciar a gastronomia. A Praça em si também é linda. Tem imensa animação com inúmeros malabaristas e artistas de rua, que ficam noite dentro.
Atravessando umas ruas mais estreitas, chegamos a uma das principais praças de Madrid, se não a mais emblemática – Puertas del Sol. Em primeiro lugar é um centro de comércio. Temos as marcas mais conhecidas e um El Corte Inglês em ruas e ruelas por trás da praça, mais precisamente nas Calles del Carmen e na Calle Preciados. Em segundo lugar, podemos observar um conhecido monumento chamado “O urso e o medronheiro”, um símbolo da cidade. É também em frente à Real Casa dos Correos que está indicado o quilómetro zero, início de todas as ruas de Espanha.
Se ainda não te tiveres perdido, o ideal agora é caminhar pela Calle de la Montera em direcção à Gran Via. Esta é a avenida mais importante de Madrid. Mais uma vez, voltam a aparecer todas as lojas de renome internacional. A Gran Via é uma zona vital da cidade, sendo um pouco confuso caminhar, devido à muita quantidade de pessoas que também por aí passam. Chegando à Gran Via podes percorrer a pé toda essa zona até à Praça Cibeles (virando à direita).
Nesta praça podes tomar duas opções. Ou viras para a esquerda e vais em direcção à Praça Colón, onde se situa o museu da cera, o Hard Rock Café e o Museu da Biblioteca Nacional. Ou, por outro lado, virar à direita e ir em direcção à Estação de Atocha. Eu prefiro sempre esta última. Podemos apreciar esta bonita avenida, o Paseo del Prado, com as suas árvores centenárias, fontes e comércio de rua. A meio deste caminho vamos encontrar o Museu do Prado, onde está a uma colecção permanente de quadros de autores de todas as épocas (Rembrandt, El Greco, Goya, entre tantos outros). A entrada neste museu é de 15€, mas acho que vale a pena. Tem quadros espectaculares. O museu também disponibiliza um horário gratuito (de Segunda a Sábado das 18:00 às 20:00, Domingos e feriados das 17:00 às 19:00). As filas tornam-se gigantes ao aproximar-se destes horários, mas a entrada é bastante rápida e consegue-se visitar o museu com relativa calma, apesar da imensidão de gente a entrar.
Numas ruas por trás do Museu do Prado encontra-se o Parque de El Retiro. Este parque tem uma dimensão de 118 hectares. Tem bastantes visitantes, turistas e madrilenos, que o usufruem para passear, andar de gaivota e apreciar alguns edifícios peculiares ali construídos, como é o caso do palácio de Velasquez (em vidro) e outros monumentos.
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Logo ao lado do Museu do Prado está o Jardim Botânico. Este nunca tive oportunidade de visitar. A entrada são 4€.
No fim do Paseo del Prado encontramos uma das estações mais bonitas que conheço, a estação de comboios de Atocha. Vale a pena entrar, para o jardim interior, e ver os inúmeros cagados que lá vivem. Uns seres tão lentos, que contrariam a correria diária, típica de uma estação de comboios de uma grande capital.
Em frente à estação podem visitar um museu de arte contemporânea, muito conhecido – Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia (8€ a entrada), casa da conhecida obra de Picasso, Guernica.
Este percurso consegue estabelecer uma interligação entre o passado e o presente de Madrid e Espanha. É bastante exigente para se fazer apenas caminhando, ou num só dia. Depende também dos gostos de cada um. Em 2015, conseguimos conjugar uma parte deste trajecto, com uma visita ao Parque da Warner Bros.
Situado na orla da cidade, este parque surpreendeu-me pela positiva. Desde logo a entrada é bastante acessível. O preço da alimentação também não é exagerado, quando comparado com outros parques temáticos. Consegue-se almoçar por 10€. Foi uma experiência fantástica visitar o parque.
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Porto Bridge Climb

De certo que nem todos os portuenses se aventuraram, ainda, a subir a única ponte “escalável” da Europa. Mas apressem-se!


Chegando, começas a estabelecer contacto visual com o meio envolvente. Olhas para a esquerda, e depois para a direita, tentando perceber como vai ser a subida. De repente, és recebido com um sorriso e um “Olá!”. A equipa é simpatiquíssima!
Pendurados numa varanda, revelam-se os equipamentos de segurança que te vão acompanhar até lá acima. De repente, começas a construir mentalmente a tua escalada. Apercebes-te dos degraus e de uma parábola que no início é muito acentuada, mas que vai diminuindo à medida que se avança.
Não importa a hora a que vais, vai ser sempre fabuloso. De um lado, o Porto “cidade”, entrelaçado com Gaia, que também está presente. Do outro, o Porto “lazer”, calmo e sereno, com a foz do Douro, que faz balouçar os barcos.
A ponte da Arrábida é o único local do Porto que te permite ter estas duas vistas em simultâneo. É impossível haver outro ponto, dada a geometria que o Douro traçou pela cidade.
Aproveita. Vai ser inesquecível!
 
De 2ª a 6ª feira – 9,50€ (das 13:30 às 21:00)
Sábados, Domingos – 12,50€ (das 13:30 às 21:00)
Não é necessário reservar, mas é recomendável, especialmente para grupos.
Duração da actividade: 30 minutos e inclui uma surpresa.
 
 
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Bangkok, cidade dos 1000 templos

Depois de começar a viajar, nasce em nós um espírito de superação. Tal como acontece em criança, onde cada passo tem de ser maior que o anterior. Comecei por destinos mais “fáceis”, mas a pouco e pouco vai nascendo aquela necessidade de superação. Acho que quando escolhi este destino, foi mesmo com esse objectivo. Deixar de lado os pacotes dos operadores turísticos e fazer algo à nossa medida.

Podia ter escolhido algo mais próximo, mas quando existem referências tão boas de um país como a Tailândia, país dos mochileiros, para quê adiar? Embarquem nesta viagem de 11 dias, cheia de surpresas e descobertas. O encontro com maravilhoso mundo asiático.

Tínhamos planeado ir em Junho, que marca o início da época das chuvas (de Maio até Setembro). Apesar disso, nos 11 dias que estivemos na Tailândia, apanhamos apenas 1 dia de chuva, e em Krabi, no Sul.

Voamos pela Lufthansa até Bangkok. Tínhamos 3 dias e meio para visitar uma parte desta cidade gigante e, pelo meio, visitar a antiga capital do Sião – Ayutthaya.  Um dos sites que baseei o meu plano de visitas foi o www.bangkok.com. Aqui podes encontrar o que se considera ser o top 10 de cada categoria. Assim adaptas a tua viagem, porque nem todos gostamos das mesmas atracções, certo?

É uma cidade imensa e poderíamos ter 2 semanas que não íamos conseguir ver tudo o que tem para nos dar. Por tanto, quando fizeres o teu plano, preocupa-te em escolher bem as zonas, porque a rede de transportes não é das mais eficientes. Em baixo, no mapa deixo o roteiro que fiz.

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Ficamos alojados na zona antiga da cidade, junto à famosa Kao San Road, mais propriamente na Rambuttri road. Dessa forma, ficamos perto dos principais templos, palácio e junto ao rio. Na altura em que decidimos ficar por aqui, nem sabíamos o quanto tínhamos ficado bem localizados. A proximidade do rio, permitia percorrer bangkok de barco em cerca de meia hora, o que, de transportes, taxi ou tuc tuc não seria possível, dada a distância para o Metro (MRT).

No primeiro dia (circulo vermelho), chegámos ao hotel a meio da tarde, por isso só nos sobrou tempo para explorar a famosa Kao San Road. Aqui (e nas ruas adjacentes) podes encontrar bastante movimento, com lojas, restaurantes, bancas de comida. Enfim, uma zona “completa” que não te deixa sem nada por fazer!

No dia seguinte, e por ser domingo, fomos a um dos maiores mercados do mundo – o Chatuchak Weekend Market. Se querem fazer compras é aqui! De todos os locais onde andámos, é com certeza o mais barato. Aqui mistura-se tudo: fruta, comida, massagens, electrónica, roupa, lembranças, artesanato. Parece que estás sempre perdido por aqueles estreitos corredores.

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De seguida avançamos para o centro Siam, pelo Skytrain, que é uma das zonas mais modernas da cidade. Por entre os arranha-céus e centros comerciais, entras numa Tailância mais globalizada e rica, que não encontras no resto da cidade. Aqui já tudo te parece familiar, como por exemplos as lojas e a alimentação.

Durante a tarde voltamos a entrar no Skytrain e fomos em direcção a estação Saphan. Visitámos um templo Budista Wat Yannawa. Lá dentro, encontrámos um local de culto e oração, onde as constantes vénias nos deixavam constragindos. Afinal estávamos apenas a contemplar, enquanto que para os tailandeses, era uma parte importante do dia.

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Tentamos subir ao Skybar, perto dali. Foi-nos impedido pelo dresscode. Fica para a próxima!

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Apanhámos então o barco até ao pier 13. Ainda faltava comprar o tour para Ayuthaya, que queríamos fazer no dia seguinte. Tínhamos referências de um agente que era confiável. Conseguimos convencer o Mr Thai a fazer-nos um bom preço pela excursão no dia seguinte. Por cerca de 500 bahts por pessoa e tínhamos o dia seguinte completo. O que acham deste tour? Vale a pena…

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Visitámos a antiga capital do Sião, Ayuthaya, que é um complexo de templos e zonas abandonadas, depois da invasão do exército birmanês e também mais alguns templos como: Wat Yai Chaimang Khon, Wat Mahathat, Wat Phu Khao Thang e Wat Pharasinsanpeth. Depois de chegarmos ao hotel, fomos aproveitar a piscina Rooftop.

Por fim, no quarto dia, andámos pela zona do Grand Palace. Desde já uma informação muito relevante. Se tiverem que visitar o Grand Palace, garantam que estão lá por volta das 8h. Esta é uma das 40 atracções mais visitadas do mundo com cerca de oito milhões de entradas por ano. O espaço não é muito grande e à hora que terminamos a visita, realmente a multidão aglomerava-se! E para desfrutar do local, é mesmo importante ir bem cedo.

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Depois de visitar o palácio (500 baht), dirigimo-nos para o templo Wat Pho (100 baht), logo ali ao lado. É um complexo de construções, que para além disso, tem um dos maiores budas deitados.

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Atravessando o rio nesta zona, por apenas 3 bahts, encontramos o Wat Arun (50 baht), outro lugar de referência.

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O que vestir?

Decidimos, e bem, isolar a visita de alguns templos, como o Wat Arun, Wat Pho e Grand Palace, porque a restrição de vestuário (calças e ombros tapados), podia criar algumas dificuldades, dado o intenso calor. No resto dos dias, a vestuário tem de ser leve para conseguires gerir o intenso calor. É fácil encontrares água engarrafada pela rua.

Relação com o dinheiro

Na minha opinião, o mais acertado é levar Euros e trocar por lá. Optei por levar algum dinheiro de Portugal (Bahts e Euro), mas foi um erro. Vale muito mais a pena trocar o dinheiro todo na Tailância. Existem inúmeras casas de câmbio onde é muito mais fácil fazer o câmbio. Como não cobram uma taxa fixa, podes ir trocando à medida que vais precisando. Por exemplo, levas 500€ e trocas de 100€ em 100€. A segurança é total se trocares nas casa próprias. Quanto a levantar dinheiro, é mesmo uma situação a evitar. Em primeiro lugar, o país “cobra” uma taxa de 200 bahts por levantamento. E para além disso, o teu banco também te vai cobrar mais algumas, por isso, tenho a certeza que não compensa. Vale mesmo a pena levar dinheiro, em Euros.

Onde comer?

Em Bangkok a comida está presente em todo o lado. Qualquer beco, praça ou rua movimentada tem bancas de comida com fruta, carne, peixe e outras coisas que desconheço. É mesmo um traço cultural da cidade. Para os mais atrevidos, sinceramente, desfrutem. Para quem não quer arriscar, também é muito fácil encontrar comida mais “europeia”, por exemplo, nos centros comerciais na zona do Siam.

Garrafa de água fresca – 10 baht

Cerveja da marca “Chang” (idêntica à Super Bock) – 40 baht

Almoçar no McDonalds +/- 150 baht um menu

 Jantar num restaurante > 150 baht (duas pessoas)

Comer nas bancas de comida na rua > 20 baht

Como funcionam os transportes?

Podemos encontrar inúmeras formas de nos movimentar:

BTS Skytrain e/ou MRT Subway são as duas redes de metro da cidade. A rede em si não é muito extensa. Por exemplo, não existe no centro histórico de Bangkok, mas é moderna. Faz uma boa ligação entre o mercado de Chatuchak, o centro Siam e a estação de Saphan, com ligação ao rio Chao Phraya, entre outras.

Ligação do Aeroporto de Suvarnabhumi – 45 baht

Preço do bilhete na cidade, dependendo das distâncias, anda à volta dos 40 bahts

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Autocarro da cidade. Não existe muita informação para os turistas sobre esta rede. Foi-nos útil quando quisemos ir ao mercado Chatuchak desde a Kao San road. Rapidamente me indicaram a estação mais próxima. Após esperar algum tempo, apanhamos o autocarro e também foi fácil saber em que estação saíamos. Existe um cobrador no autocarro, e o bilhete foi tão barato que perguntei 3 vezes ao senhor, para ter a certeza (13 baht).

Tuk Tuk é um meio de transporte comum para os turistas. Acabei por usar uma vez. Podes negociar o preço, mas fico sempre com a sensação que me estão a aldrabar. Ah! E são extremamente chatos! O táxi é ligeiramente mais caro e funciona da mesma forma. Por exemplo, no último dia, apanhámos um taxi da Kao San Road até Phaya Thai Station, para irmos para o aeroporto. Tentámos negociar e alguns deram-nos preços de 300 a 400 bahts pela viagem. Finalmente encontramos um taxista que nos fez por 120 bahts.

Barco no rio Chao Phraya. Esta foi uma das surpresas em bangkok. Quase todos os dias andamos de barco! É importante reter que existem duas linhas (barcos com bandeiras azuis e com bandeiras laranja). Esta distinção é feita porque uns são os barcos para turistas e outros são os barcos para os habitantes. No entanto, os preços são muito diferentes. Por isso só tens que apanhar os barcos laranja, que são muito mais baratos.

Percorrer o rio desde a Estação de Saphan Taksin (central pier) até ao molhe 13 (pier 13) – 14 bahts.

Atravessar o rio na zona do Wat Arun – 3 bahts.

Esperem pelo próximo post em Krabi!

Zurique, um dia.

Por vezes, numa pequena escala, podemos pensar que não vale a pena sair do aeroporto. Vive-se a inquietação dos passos perdidos e do vaguear pelas lojas e boutiques. Ali instaladas, como isco para os que entre horas de espera se sentem tentados a comprar alguma coisa, literalmente ultrapassados pelos passos rápidos de quem já tem o voo dali a uns minutos.
Na minha última, viagem calhou uma escala de 8 horas em Zurique. Não tinha planeado grande coisa. Esta era a minha segunda vez na Suiça, mas a primeira nesta cidade. Ao chegar, pedi um mapa da cidade e fomos.
Apanhamos o comboio e em 15 minutos chega-se à estação de Hauptbahnhof, mesmo no centro. Eram cerca de oito da manhã e o movimento nas ruas estava calmo. Enquanto os monumentos e comércio não abria, percorremos a Bahnhofstrasse, que é uma das rua mais caras e exclusivas do mundo. DSC00734DSC00735
Ao fundo encontramos o lago de Zurique e as montanhas geladas.

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O lago de Zurique, atravessa depois a cidade de Zurique, numas águas transparentes e de pouco caudal, onde é também possível observar uma marina e alguns dos principais monumentos da cidade.
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Zurique é uma cidade bastante cara, principalmente a alimentação. No entanto, pode-se entrar gratuitamente nos principais monumentos e igrejas. Para além disso, não precisas de andar com Francos Suiços. O sistema de pagamentos permite que pagues em Euro. Se pagares com Euros, recebes o troco sempre em Francos. Sendo assim, vale a pena pagar com cartão, visto que não te são cobradas taxas.
Depois desta pequena incursão pela cidade, fomos visitando as principais atracções do centro da cidade, muitas infelizmente sem autorização para fotografias.

  • Igreja de S. Pedro – que tem a maior clock-face da Europa

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  • Fraumünster, que tem pinturas de um famoso pintor, Marc ChagallDSC00784
  • Grossmünster, a antiga catedral e um dos edifícios mais importantes da suiça.DSC00765

Ao tentar descobrir estes monumentos, vais descobrindo Zurique e as suas peculiaridades. DSC00771DSC00773DSC00777DSC00781DSC00785DSC00786DSC00788DSC00789DSC00791DSC00792DSC00794
Dicas

  • O comboio do Aeroporto até Zurique é uma curta viagem que custa 13 Francos Suiços.
  • Nível de preços é bastante elevado. Por exemplo um croissant cerca de 2€.
  • Procura a cadeia de supermercados Coop se quiseres levar alguns chocolates suiços como lembrança.