Douro, um destino internacional

Existem convites que não podemos rejeitar.  Visitar o Douro é um deles!

Há uns anos atrás era bem mais difícil chegar aqui mas com o recente apetrechamento  de infraestruturas do interior, este cada vez se aproxima mais do litoral. Património Mundial pela UNESCO e primeira região de vinhos demarcada do Mundo, o Alto Douro vinhateiro é uma região que já se afirmou também como zona turística. Desde a degustação de pratos regionais, prova de vinhos, alojamento turístico, pesca, caça e “tours” organizados, aqui não falta nada para uma boa semana de férias. Nós fomos testar isso mesmo com a DouroVou e o José Alberto, que nos levou ao alguns dos lugares mais mágicos desta região.
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Saindo do cais de Ferradosa (sim, porque não fomos de carro mas de iate) dirigimo-nos até à barragem da Valeira para apreciar as fragas do Douro. Esses muros de rocha que aconchegam o rio Douro, actor principal de um elenco composto também pelo coro de vinhas e vida animal da região, reduzem-nos à nossa mínima existência, pelo pequeno que somos, em idade e tamanho. O calor atípico deste Outubro transportava-nos também, para o que terá sido a brasa deste verão por ali. Atracando junto à margem ou numa praia fluvial e bem poderíamos, complementar esta volta de barco, com um mergulho ou um simples molhar de pés para refrescar.
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Depois das fragas voltámos Douro acima, ultrapassados com alguma frequência com os cruzeiros que vêm do Porto carregados de turistas, ansiosos, como nós, para conhecer e visitar algo mais.
À medida que avançamos vamos descobrindo as quintas onde nascem as uvas e que dão origem a um dos vinhos mais conhecidos do Mundo, o Vinho do Porto. Exemplo disso, é a quinta das Vargellas (Taylors). O José vai-nos explicando algumas histórias do Douro, intimamente ligadas às poderosas famílias que socalcaram esta região. Ele próprio tem uma relação sentimental e familiar com a região, o que nos ajuda a compreender melhor todos os pormenores. Vemos ainda a Fraga amarela, a quinta do Vesúvio e a majestosa “casa” onde viveu Antónia Ferreira.
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O rio parece um espelho. Com o passar do tempo, o apetite vai crescendo e aproxima-se a hora de almoço. Logo a seguir, paramos num cais por baixo de uma linha de comboios (Ribeira de Murça) e saímos do barco. Como que estranhando o solo rijo e poeirento, subimos um pouco até alcançarmos o restaurante “Preguiça“. É uma petisqueira e o menu é delicioso. Podes experimentar a sopa de peixe, o peixe frito e entrecosto grelhado. Os preços não são nada puxados, e com vontade, fica-se ali uma tarde a comer mais coisas boas.
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Para quem tiver mais tempo disponível, a DouroVou disponibiliza ainda mais “tours”. Podes ainda ir mais além até Barca de Alva, junto à fronteira com Espanha ou descer o Douro. até ao Rio Tua, sempre com este tipo de paragens gastronómicas.

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Nós optámos por descansar junto aos Bungalows, com a piscina e o Douro aos nossos pés, aproveitando o pôr do sol precoce do Outono. Ao jantar, aconselho o restaurante Cantiflas e uma boa posta à mirandesa.
Uma viagem que fica na memória.
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Viagem do Porto até Ferradosa: 20€
Aluguer do bungalow ou no iate para dormir: desde 80€
Tour de iate: desde 45€ por pessoa
Almoço no Preguiça: 22€ para duas pessoas
Jantar no Cantiflas: 30€ para duas pessoas