Interlaken, Berna e Genebra – Roteiro pela Suiça

Milão ficou para trás.

Rumo à Suiça, lá fomos nós cruzar os Alpes. Como estávamos no Verão sabíamos que não veríamos neve. Em vez disso, acolheu-nos uma temperatura mais amena, contrastando também com o calor tórrido de Milão. Planeávamos visitar Interlaken, numa breve passagem, seguindo depois para Berna e Genébra.  Já em França, “desceríamos” até Séte, que num grande acaso, iniciava a festa ao Padroeiro São Luís. E, já prevendo o regresso, o nosso percurso cruzaria ainda com as localidades de Carcassone e Lourdes, em direcção ao Porto. São cerca de 2500km numa semana, de caravana, absorvendo aquelas paisagens magníficas como as montanhas dos Alpes, os rios “verdes” helvéticos e o mar calmo do mediterrâneo.

A caminho de Interlaken

A Suiça é dos países mais ricos do mundo. É um país Europeu, mas não faz parte da União Europeia, por isso, vais encontrar alguns constrangimentos (não muitos) para o visitares. A nossa entrada no país foi de caravana, por isso tivemos que pagar uma taxa para entrar no país. É um país caro, como já referi noutro post – Zurique, um dia. No entanto, não é necessário visto de entrada para cidadãos europeus. Apenas um documento de identificação, como o passaporte.

Atravessar os Alpes significou uma mudança radical da arquitectura e paisagem. Agora as casas são escuras e têm telhados íngremes, para fazer deslizar a neve. A paisagem é também recheada de florestas e planícies verdes, onde o gado pasta – como nos anúncios da  Milka.

Sente-se, é claro a temperatura a descer, mas é o normal por aqui. Interlaken é uma vila situada entre dois lagos, Thun e Brienz. Para além das paisagens magnificas, esta vila é famosa pela estação de comboios, que a afirmou como instância de férias da Suiça no século XIX.

As paisagens são muito bonitas e valem bem a pena.

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Berna, a capital Suiça

Muitos podem pensar que a capital Suiça é Zurique ou Genebra. No entanto, enganam-se. É em Berna que está a Assembleia Federal, o local onde estão representados os cantões Suiços.

Em termos geográficos, a capital é circundada pelo rio Aar e situa-se num planalto. Está inscrita no património cultural da Unesco por causa da elevada preservação medieval do seu centro histórico.

O centro de Berna é bastante fácil de visitar a pé e as atracções são inúmeras. A principal é a torre do relógio Zytgloggle construída em 1530. Nas imediações, uncontras um autêntico centro comercial a céu aberto, com dezenas de lojas pelas ruas (Marktgasse). Nas ruas adjacentes à Marktgasse vai de encontro à catedral gótica, Das Berner Munster, com uma uma torre de cem metros de altura. Mais à frente está o palácio Federal da Suiça, com uma enorme praça central, para onde se expandem várias explanadas (Barenplatz). Um pormenor que não te pode escapar é a visita ao parque dos ursos. Este parque situa-se a Este da cidade, depois da ponte Nydeggbrucke. O urso tem um significado forte para os habitantes de Berna, visto que é o símbolo da cidade e do cantão.

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Genebra

A passagem por Genebra foi super curta. Algumas das atracções, só mesmo de passagem, para confirmar que era ali o lugar. Ainda assistimos a um assalto em plena rua, por isso a nossa sensação de segurança baixou um pouco, abdicando de ficar por ali mais tempo.

Apesar disso, tens mesmo de dar um passeio pela glamorosa marginal Wilson. Daqui podes ver o jacto de água de Genebra e a marina, onde estão atracados alguns iates de magnatas. Genebra, é a capital da fina relojoaria, sede das Nações Unidas na Europa, Unesco, Cruz Vermelha e do CERN, entre tantas outras coisas. Por isso, não vão faltar pontos de interesse.

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Para obteres mais sugestões sobre a Suiça, visita o post sobre Zurique.

Milão, 2 dias

Esta viagem que hoje retrato já lá vai há uns anos. Ainda assim, decidi abrir o arquivo e descobrir que há coisas boas para contar.

Em 2012 fomos ter com o Miguel e a Claúdia, a Milão. Aterrámos de avião e lá nos esperavam de caravana. Mesmo passado alguns anos, conto o que se pode fazer fazer em Milão, para uma breve passagem. Esta viagem, prosseguirá depois em outros posts, num périplo pela Suiça, França e Espanha.

Duomo di Milano

A catedral de Milão é dos edifícios mais imponentes que vais ver nesta cidade. Começou a ser construída no século XIV. Com base no estilo gótico, da praça vê-se um edifício como um monte de rendilhados, enorme, branco e imponente. É impossível passar despercebido. Entrando, bate-nos o frio seco das catedrais. São todas assim. Nunca vi catedrais quentes… As cinco naves e os vitrais, tornam-na um sítio agradável para visitar. Em torno da catedral podes passear. As ruas largas e sem muito trânsito convidam a isso mesmo – um passeio. Nem todas as zonas da catedral são grátis.

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Galleria Victtorio Emanuele

Colada à praça da Catedral encontras esta galeria. Cheia de lojas, algumas incomparavelmente caras, fazem desta galeria um atractivo para turistas. A arquitectura do local torna-a mui bella: As clarabóias fornecem a luz necessária, e os rendilhados continuam, como que ligando com o Duomo, logo ali ao lado. O chão, lustroso e trabalhado transporta para uma época em que apenas a alta burguesia passeava por aqui.

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Passeio a pé pela Via Dante até ao Castelo de Sforesco

A via Dante é uma rua pedonal inteiramente dedicada a lifestyle. Restaurantes com esplanadas, gelatarias sensacionais, lojas e um sol de verão, que te obriga a ir pela sombra (ou a comer um delicioso gelado!!!). Podes ir com calma e aproveitar para descansar a mente. No fim desta rua, tens de ir ao Castelo de Sforesco. Alberga diversos museus e a entrada é paga. No entanto, tens mesmo de entrar para  ver a famosa obra de Miguel Ângelo – a Piétá. Num dia de sol aproveita também para dar uma volta pelo exterior, visto que tem bastantes espaços verdes.

Santa Maria delle Grazie e a última ceia

Nota-se que Milão é uma cidade moderna. Não encontramos muitas ruas medievais, mas bairros organizados em ruas direitas. Por isso é fácil navegar e direccionarmo-nos no mapa. Depois de saíres do Castelo de Sforesco, procura por esta pequena igreja e convento dominicano. Ainda são alguns minutos a pé, mas vai valer a pena. Incluída no património da Unesco, encontras uma pintura de Leonardo da Vinci, “a última ceia”. Um guia vai-te explicar o significado deste quadro que foi pintado numa parede do refeitório. Relataram-nos que durante a segunda guerra mundial, depois de intensos bombardeamentos a esta cidade, foi uma das paredes que sobreviveu a este ataque dos aliados. Para proteger esta pintura foram colocados sacos de farinha que ajudaram a conservar a pintura.


Gastronomia
Comer em Milão é um pouco mais caro do que comer em Portugal. Encontras locais a um preço acessível para comeres uma pizza, por exemplo. Os gelados esses são mais caros, mas realmente deliciosos. Podes sempre optar por um granizado que vai refrescar na mesma num dia de intenso calor.
Quando ir? 
O clima em Milão é mediterrâneo, por isso, podes visitar em qualquer altura do ano. Os meses mais quentes vão de Maio a Setembro, com temperaturas máximas por volta dos 30º.
Como ir? 
Se preferires as Lowcost, de Lisboa tens a Raynair e a Easyjet com voos directos. Do Porto, apenas voa a Raynair. Tem atenção aos aeroportos de Milão, visto que é servida por três aeroportos (Malpensa, Linate e Orio Al Serio). Para além do metro e comboio, verifica sempre os transfers fornecidos por estas empresas de aviação, que com uma frota própria, podem ter preços acessíveis para te levar para o centro da cidade.

Escapadela no Palácio da Pena

Este é um daqueles locais onde já tinha desejado estar, talvez picado pelas leituras da minha infância, onde a história puxava para estes cenários românticos. Numa ida a Lisboa, aproveitei por planear visitar o Palácio da Pena e a vila de Sintra. Alinharam-se os astros para um um dia lindíssimo e um sol quente de Outono.

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O Palácio da Pena, tal como o conhecemos hoje, é símbolo do Romantismo (expressão artística do século XIX). Já foi uma capela, um mosteiro e residência de famílias reais. Hoje é um dos museus mais visitados de Portugal, com cerca de  700 000 visitantes por ano. Edificado no topo da serra de Sintra, a seus pés espraia-se a vila com o mesmo nome – Sintra. Num dia limpo, conseguimos ver Lisboa e toda a costa portuguesa ali perto. A toda a volta, desenha-se uma grande planície, como que destacando o próprio palácio na paisagem.

No museu podemos observar a decoração de vários espaços (Salão Nobre, Sala dos Veados, Sala Árabe, gabinetes, claustros….), pinturas, esculturas e, dada a riqueza dos objectos que ainda aí permanecem, imaginamos ainda o quotidiano do palácio, em outras épocas.

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Depois de um passeio pelos jardins, nada melhor que uma descida à vila de Sintra. Acabamos por almoçar numa churrasqueira típica – Somos um Regalo, uns maravilhosos frangos de churrasco. Para sobremesa, demos um salto ainda a uma pastelaria conhecida na zona pelos doces típicos – Casa do Preto. Aproveita e delicia-te com os travesseiros de Sintra.

Saciados, arrancámos para um fim de tarde no ponto mais a Oeste do continente Europeu – Cabo da Roca e no Guincho.

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Dicas:

  • A fila para a aquisição do bilhete para o Palácio da Pena pode, por vezes exceder os limites da paciência. No entanto, acabei por comprar online, no site oficial, no próprio local e com desconto.
  • Bilhete adulto para o palácio e parque – 11,50€
  • Ao domingo, a visita ao palácio é grátis para residentes do município