Taruga Benagil Tours


Numa extensão de vários quilómetros vão aparecendo grutas e praias na costa algarvia. Em Benagil está uma das grutas mais procuradas de toda a Europa – o Algar de Benagil. Uma Gruta escavada pela força do mar, com um olho no alto originado pela queda da galeria.
O Tour tem que ser marcado com alguma antecedência porque costuma ter bastante adesão do público. Quando se entra na praia, localizamos logo uma banca que vende os bilhetes e onde se fazem as marcações. Apesar da afluência, o staff era muito simpático.
Existem dois tipos de viagem (uma hora e uma hora e meia). A diferença está na possibilidade de permanecer dentro do Algar.
De qualquer das formas, este tour vale muito mais para além de observar apenas o Algar. Podemos ver praias dentro de cavernas, passagens por entre rochedos e praias quase desertas que aparecem pela viagem. O capitão do nosso barco também facilita o desfrutar da viagem, proporcionado momentos divertidos.
Um verdadeiro “must do”.
www.tarugabenagilcaves.pt
1h – 20€
1:30h – 30€
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Costa Vicentina, roadtrip.

Acabou o Verão! Mas nem por isso temos de deixar de falar dele.


A viagem que trago é uma roadtrip pela costa vicentina, um périplo por várias localidades, praias e motivos turísticos. Quatro dias na estrada em direcção ao Sul saltando, literalmente, de lugar em lugar.
Uma roadtrip tem algumas particularidades. Em primeiro lugar, tem de contar com uma boa planificação (refeições, dormida entre outros). Logo de manhã arrumam-se as coisas e arranca-se para o próximo destino.
Em segundo lugar abdica-se do luxo dos hotéis. Não é necessário alojamento em grande, já que é preciso levantar bem cedo de manhã para conseguir cumprir um plano “exigente” de visitas.
E em terceiro lugar, a consciência do espírito de “avançar” que tem de estar presente numa viagem deste tipo. Para quem já passou pelo mesmo sabe do que estou a falar. Cada dia é uma novidade e um processo de adaptação. Não é como umas férias num hotel onde existe uma espécie de “base”, e ao fim do terceiro dia já temos rotinas.
A última vez que fiz esta viagem pela costa alentejana tinha sido há mais de dez anos atrás, quando começou o Festival do Sudoeste. Nessa altura, eu e os meus amigos também fomos pelas nacionais até à Zambujeira do Mar. Hoje as estradas estão bem melhores e em excelente estado. Algumas delas, lado a lado, com o mar até convidam a ir mais devagar. Até à nossa primeira paragem, na Comporta, fomos por autoestrada. Daí em diante, avançamos de localidade em localidade até à praia da Arrifana. Venham daí…
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Praia da Comporta
Em três horas chegamos a Alcácer do Sal. Ao chegar saímos da autoestrada e virámos à direita, em direcção à praia da Comporta. Não se pode dizer que a Costa Vicentina comece logo aqui por esta zona, já que ainda estamos no Concelho de Setúbal. De qualquer forma, ao chegar a esta praia, a poeirada e o calor identificam a aproximação ao Alentejo. O tempo estava óptimo (32º) e tivemos o privilégio de apanhar a água a uma temperatura de 25º.
A praia é de excelente qualidade e elevou logo a fasquia da viagem. O que mais fascinou foi a tranquilidade das pessoas, fora do rebuliço da cidade e o mar calmo, sem ondulação forte.

Badoca Safari Park
Situado perto de Santiago do Cacém, este parque é uma excelente oportunidade para levar a família e visitar os animais. No entanto, é um zoo especial já que uma das atracções passa por fazer um safari, e ver os animais em “liberdade”, fora dos comuns espaços fechados dos zoos.
As entradas para o Parque não são caras. O parque tem uma parceria com a “Via Verde”, que te permite comprar os bilhetes com preço mais baixo e ainda usufruir de um desconto nas portagens da Brisa.
O Badoca é bastante grande e com grande diversidade de animais. Além disso, a organização aproveita as horas de alimentação dos animais para interagir com os visitantes, como acontece com os lémures, aves e outros animais. O safari propriamente dito, tem horas “marcadas” dependendo a afluência ao parque, e foi-nos informado na bilheteira.
Podem clicar neste link para verem o post e o video.
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Lagoa de Santo André
Enquanto que já tinha ouvido falar do Safari Badoca Park e da praia da Comporta, fiquei surpreendido por não conhecer esta lagoa. Julgamos que temos um país pequeno, mas afinal ainda somos surpreendidos. A Lagoa de Santo André revelou ser um sítio calmo. Na mesma praia encontrámos o mar, e nas costas uma imensa lagoa de água salgada, ideal para as crianças brincarem à vontade, sem o medo da rebentação. Por acaso, na tarde que escolhemos para estar por aqui, o mar estava mais agitado e isso permitiu descobrir a lagoa. Aproveitámos que estavam a alugar caiaques e pranchas de padel e lá fomos nós…
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Porto Covo 
Porto Covo surpreendeu! Um machada de bom gosto do que há de melhor no Alentejo. Logo à chegada parámos na Praia Grande. Entreposta entre dois penhascos, e com enorme areal, forma-se uma lagoa na maré baixa, ideal para os que apenas querem molhar os pés. A maré baixa também permite descobrir outras praias laterais, convidando então para uma caminhada. Pela hora do almoço, dirigimo-nos ao centro. Os restaurantes serviam marisco a preços bem convidativos, numa rua cheia de turistas. As casas baixas, mas coloridas tornam este lugar peculiar. No fim, e sem contar, encontrámos uma praia quase privada, a Praia dos Buizínhos. Fechada pela natureza, e protegida pela ondulação, demos um mergulho que soube pela vida. Que maravilha!
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Ilha do Pessegueiro
Apenas de passagem, paramos apenas para contemplar.
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Vila Nova de Mil Fontes
Chegámos a esta localidade depois de termos saído da Ilha do Pessegueiro. Estava uma tarde mais ventosa que não permitia estar confortavelmente na praia. Ao darmos uma volta pela vila descobrimos o desaguar do rio Mira. Na margem, uma praia protegida pelo vento. Como estávamos com tempo decidimos estender as toalhas e aproveitar o fim de tarde.
Depois de jantar demos uma volta pela vila, pelos vistos em dia de festa, e recheada com os turistas e emigrantes, que por esta altura enchem as ruas. A noite estava quente e agradável como é característico ainda em Setembro.
Na manhã seguinte, tomámos o pequeno-almoço e arrancámos em direcção à Zambujeira do Mar.
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Zambujeira do Mar
Do alto do miradouro, uma praia com rochedos pela areia. A vila estava calma, longe do rebuliço dos festivaleiros por altura do festival de música. Há uma década, lembro-me da imensidão de gente que passava por aqui.
Ainda era bastante cedo e arracámos para Odeceixe.
Praia de Odeceixe
Por aqui desagua a Ribeira de Odeceixe. Sim, mesmo na praia. Casa-se o mar e o rio, proporcionado uma diversão extra. A dureza das escarpas não permitiu abrir uma foz como comummente se vê.
Para almoçar, voltamos um pouco atrás, a Azenhas do Mar. No restaurante com o mesmo nome, pode-se comer do melhor que o Alentejo pode dar.
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Rogil
Seguindo pela estrada, passa-se por uma povoação, Rogil. Um amigo tinha-me aconselhado a parar por aqui, e provar a doçaria de batata doce. Realmente valeu a pena visitar o Quiosque “Já disse”. Comprámos dois doces; um semelhante aos Pastel de Tentúgal e outro semelhante ao pastel de feijão, mas com os respectivos recheios de batata doce. De chorar por mais!
Praia da Arrifana
Estávamos a chegar ao fim. Só faltava mesmo um destino, a Praia da Arrifana. Caracterizada pelo areal pequeno, elevadas arribas e imensidão de surfistas que se desloca para aqui, foi ideal para terminar a nossa roadtrip pela costa vicentina. O fim de tarde maravilhoso, permite ficar a ver o pôr do sol enquanto os surfistas cavalgam nas ondas.
Agora estávamos prontos para continuar a nossa viagem para o Algarve.

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Onde comer:
“A Cascalheira” (Lagoa de Santo André) – Secretos de Porco Preto
“Restaurante Central” (Azenhas do Mar) – Salada de Polvo e Arroz de Marisco
“Tasca do Celso” (Vila Nova de Mil Fontes) – Açorda de Camarão
“O Paulo” (Praia da Arrifana) – Arroz de Tamboril
“Vilhena” (Porto Covo) – Sapateira

Madrid, roteiro para dois dias.

Para nós, Portugueses, existe cada vez mais facilidade para visitar a capital da vizinha Espanha. Madrid, fica apenas a uma hora de avião de Porto ou Lisboa. Mesmo de carro, em cinco horas estamos na cidade, podendo aproveitar a possibilidade de desfrutar as paisagens portuguesas e espanholas. A viagem de carro pode ser um pouco maçadora, mas fica-se vislumbrado com as imensas planícies espanholas e os seus tons de dourado que as acompanham, especialmente no Verão. P1100014.JPG
Já somo algumas idas a Madrid, três delas sobre rodas. De avião já perdi a conta por entre idas de propósito, ou escalas de avião para outros destinos. A viagem de metro até às Portas do Sol dura cerca de 30 minutos, o que torna possível visitar a cidade entre uma grande escala.
As opções são imensas. Não nos podemos esquecer que Madrid foi capital de um grande Império e a sua imponência nota-se, por exemplo, na arquitectura. Encontramos grandes avenidas, rasgadas por entre majestosos edifícios. Igrejas, palácios, jardins e, aqui e ali, esboços de outras culturas que ficaram na cidade, graças ao relacionamento criado com outras civilizações. A capital também chama a si os atributos gastronómicos com as tascas centenárias do centro. Temos mesmo que comer uns bocadillos e beber uma caña para nos sentirmos integrados  no espírito desta cidade – Faz parte e é, em si mesmo, uma atracção. A efusividade espanhola convida-nos a ficar na rua. Depois de saírem do trabalho, os madrileños ficam a aproveitar o sol de fim de tarde junto a estas tascas e bares, do centro da cidade.
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Um bom roteiro a fazer na capital começa no Templo de Debod. Este monumento tem cerca de 2200 anos. A entrada é gratuita. É um monumento egípcio e no interior encontramos referências a essa cultura, como esculturas, artefactos e até maquetes. Dados os estreitos corredores só podem entrar 15 pessoas de cada vez. Mas como a visita é relativamente rápida, o tempo de espera é pequeno. O lugar também é óptimo para tirar algumas fotografias, aproveitando o espelho de água.

Em alguns minutos, estamos na Praça de Espanha. No centro do jardim existe um monumento em homenagem a Miguel Cervantes, um escritor de referência para os Espanhóis. Se continuarmos na Calle de Bailén vamos encontrar dois dos incontornáveis de Madrid – o Palácio Real de Madrid e a Catedral de Almudeña. A visita ao palácio custa cerca de 11€, mas existem horários gratuitos, fora da época do Verão. A filas costumam ser grandes mas vale a pela visitar as instalações da família real espanhola. Logo ao lado, a Catedral de Almudeña tem uma entrada bem mais modesta – apenas 1€ como donativo. Os jardins de Sabatini, ao lado do palácio são uma boa oportunidade para procurar uma sombra, nos dias quentes de Verão.
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De seguida, podemos caminhar pela Calle Mayor e parar para comer qualquer coisa, no Mercado de San Miguel . É um mercado típico madrileno, que foi transformado. Aí cada banca serve tapas, pratos, iguarias deliciosas. Lembro-me que na altura pedimos um prato de ostras e um espumante. Aproveitem! Há imensos petiscos.
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Perto do Mercado de San Miguel está a Plaza Maior. A azafama de turistas é imensa. Por aqui começam-se a encontrar as típicas “tascas” centenárias de Madrid e multiplicam-se as opções para continuar apreciar a gastronomia. A Praça em si também é linda. Tem imensa animação com inúmeros malabaristas e artistas de rua, que ficam noite dentro.
Atravessando umas ruas mais estreitas, chegamos a uma das principais praças de Madrid, se não a mais emblemática – Puertas del Sol. Em primeiro lugar é um centro de comércio. Temos as marcas mais conhecidas e um El Corte Inglês em ruas e ruelas por trás da praça, mais precisamente nas Calles del Carmen e na Calle Preciados. Em segundo lugar, podemos observar um conhecido monumento chamado “O urso e o medronheiro”, um símbolo da cidade. É também em frente à Real Casa dos Correos que está indicado o quilómetro zero, início de todas as ruas de Espanha.
Se ainda não te tiveres perdido, o ideal agora é caminhar pela Calle de la Montera em direcção à Gran Via. Esta é a avenida mais importante de Madrid. Mais uma vez, voltam a aparecer todas as lojas de renome internacional. A Gran Via é uma zona vital da cidade, sendo um pouco confuso caminhar, devido à muita quantidade de pessoas que também por aí passam. Chegando à Gran Via podes percorrer a pé toda essa zona até à Praça Cibeles (virando à direita).
Nesta praça podes tomar duas opções. Ou viras para a esquerda e vais em direcção à Praça Colón, onde se situa o museu da cera, o Hard Rock Café e o Museu da Biblioteca Nacional. Ou, por outro lado, virar à direita e ir em direcção à Estação de Atocha. Eu prefiro sempre esta última. Podemos apreciar esta bonita avenida, o Paseo del Prado, com as suas árvores centenárias, fontes e comércio de rua. A meio deste caminho vamos encontrar o Museu do Prado, onde está a uma colecção permanente de quadros de autores de todas as épocas (Rembrandt, El Greco, Goya, entre tantos outros). A entrada neste museu é de 15€, mas acho que vale a pena. Tem quadros espectaculares. O museu também disponibiliza um horário gratuito (de Segunda a Sábado das 18:00 às 20:00, Domingos e feriados das 17:00 às 19:00). As filas tornam-se gigantes ao aproximar-se destes horários, mas a entrada é bastante rápida e consegue-se visitar o museu com relativa calma, apesar da imensidão de gente a entrar.
Numas ruas por trás do Museu do Prado encontra-se o Parque de El Retiro. Este parque tem uma dimensão de 118 hectares. Tem bastantes visitantes, turistas e madrilenos, que o usufruem para passear, andar de gaivota e apreciar alguns edifícios peculiares ali construídos, como é o caso do palácio de Velasquez (em vidro) e outros monumentos.
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Logo ao lado do Museu do Prado está o Jardim Botânico. Este nunca tive oportunidade de visitar. A entrada são 4€.
No fim do Paseo del Prado encontramos uma das estações mais bonitas que conheço, a estação de comboios de Atocha. Vale a pena entrar, para o jardim interior, e ver os inúmeros cagados que lá vivem. Uns seres tão lentos, que contrariam a correria diária, típica de uma estação de comboios de uma grande capital.
Em frente à estação podem visitar um museu de arte contemporânea, muito conhecido – Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia (8€ a entrada), casa da conhecida obra de Picasso, Guernica.
Este percurso consegue estabelecer uma interligação entre o passado e o presente de Madrid e Espanha. É bastante exigente para se fazer apenas caminhando, ou num só dia. Depende também dos gostos de cada um. Em 2015, conseguimos conjugar uma parte deste trajecto, com uma visita ao Parque da Warner Bros.
Situado na orla da cidade, este parque surpreendeu-me pela positiva. Desde logo a entrada é bastante acessível. O preço da alimentação também não é exagerado, quando comparado com outros parques temáticos. Consegue-se almoçar por 10€. Foi uma experiência fantástica visitar o parque.
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