Bangkok, cidade dos 1000 templos

Depois de começar a viajar, nasce em nós um espírito de superação. Tal como acontece em criança, onde cada passo tem de ser maior que o anterior. Comecei por destinos mais “fáceis”, mas a pouco e pouco vai nascendo aquela necessidade de superação. Acho que quando escolhi este destino, foi mesmo com esse objectivo. Deixar de lado os pacotes dos operadores turísticos e fazer algo à nossa medida.

Podia ter escolhido algo mais próximo, mas quando existem referências tão boas de um país como a Tailândia, país dos mochileiros, para quê adiar? Embarquem nesta viagem de 11 dias, cheia de surpresas e descobertas. O encontro com maravilhoso mundo asiático.

Tínhamos planeado ir em Junho, que marca o início da época das chuvas (de Maio até Setembro). Apesar disso, nos 11 dias que estivemos na Tailândia, apanhamos apenas 1 dia de chuva, e em Krabi, no Sul.

Voamos pela Lufthansa até Bangkok. Tínhamos 3 dias e meio para visitar uma parte desta cidade gigante e, pelo meio, visitar a antiga capital do Sião – Ayutthaya.  Um dos sites que baseei o meu plano de visitas foi o www.bangkok.com. Aqui podes encontrar o que se considera ser o top 10 de cada categoria. Assim adaptas a tua viagem, porque nem todos gostamos das mesmas atracções, certo?

É uma cidade imensa e poderíamos ter 2 semanas que não íamos conseguir ver tudo o que tem para nos dar. Por tanto, quando fizeres o teu plano, preocupa-te em escolher bem as zonas, porque a rede de transportes não é das mais eficientes. Em baixo, no mapa deixo o roteiro que fiz.

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Ficamos alojados na zona antiga da cidade, junto à famosa Kao San Road, mais propriamente na Rambuttri road. Dessa forma, ficamos perto dos principais templos, palácio e junto ao rio. Na altura em que decidimos ficar por aqui, nem sabíamos o quanto tínhamos ficado bem localizados. A proximidade do rio, permitia percorrer bangkok de barco em cerca de meia hora, o que, de transportes, taxi ou tuc tuc não seria possível, dada a distância para o Metro (MRT).

No primeiro dia (circulo vermelho), chegámos ao hotel a meio da tarde, por isso só nos sobrou tempo para explorar a famosa Kao San Road. Aqui (e nas ruas adjacentes) podes encontrar bastante movimento, com lojas, restaurantes, bancas de comida. Enfim, uma zona “completa” que não te deixa sem nada por fazer!

No dia seguinte, e por ser domingo, fomos a um dos maiores mercados do mundo – o Chatuchak Weekend Market. Se querem fazer compras é aqui! De todos os locais onde andámos, é com certeza o mais barato. Aqui mistura-se tudo: fruta, comida, massagens, electrónica, roupa, lembranças, artesanato. Parece que estás sempre perdido por aqueles estreitos corredores.

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De seguida avançamos para o centro Siam, pelo Skytrain, que é uma das zonas mais modernas da cidade. Por entre os arranha-céus e centros comerciais, entras numa Tailância mais globalizada e rica, que não encontras no resto da cidade. Aqui já tudo te parece familiar, como por exemplos as lojas e a alimentação.

Durante a tarde voltamos a entrar no Skytrain e fomos em direcção a estação Saphan. Visitámos um templo Budista Wat Yannawa. Lá dentro, encontrámos um local de culto e oração, onde as constantes vénias nos deixavam constragindos. Afinal estávamos apenas a contemplar, enquanto que para os tailandeses, era uma parte importante do dia.

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Tentamos subir ao Skybar, perto dali. Foi-nos impedido pelo dresscode. Fica para a próxima!

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Apanhámos então o barco até ao pier 13. Ainda faltava comprar o tour para Ayuthaya, que queríamos fazer no dia seguinte. Tínhamos referências de um agente que era confiável. Conseguimos convencer o Mr Thai a fazer-nos um bom preço pela excursão no dia seguinte. Por cerca de 500 bahts por pessoa e tínhamos o dia seguinte completo. O que acham deste tour? Vale a pena…

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Visitámos a antiga capital do Sião, Ayuthaya, que é um complexo de templos e zonas abandonadas, depois da invasão do exército birmanês e também mais alguns templos como: Wat Yai Chaimang Khon, Wat Mahathat, Wat Phu Khao Thang e Wat Pharasinsanpeth. Depois de chegarmos ao hotel, fomos aproveitar a piscina Rooftop.

Por fim, no quarto dia, andámos pela zona do Grand Palace. Desde já uma informação muito relevante. Se tiverem que visitar o Grand Palace, garantam que estão lá por volta das 8h. Esta é uma das 40 atracções mais visitadas do mundo com cerca de oito milhões de entradas por ano. O espaço não é muito grande e à hora que terminamos a visita, realmente a multidão aglomerava-se! E para desfrutar do local, é mesmo importante ir bem cedo.

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Depois de visitar o palácio (500 baht), dirigimo-nos para o templo Wat Pho (100 baht), logo ali ao lado. É um complexo de construções, que para além disso, tem um dos maiores budas deitados.

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Atravessando o rio nesta zona, por apenas 3 bahts, encontramos o Wat Arun (50 baht), outro lugar de referência.

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O que vestir?

Decidimos, e bem, isolar a visita de alguns templos, como o Wat Arun, Wat Pho e Grand Palace, porque a restrição de vestuário (calças e ombros tapados), podia criar algumas dificuldades, dado o intenso calor. No resto dos dias, a vestuário tem de ser leve para conseguires gerir o intenso calor. É fácil encontrares água engarrafada pela rua.

Relação com o dinheiro

Na minha opinião, o mais acertado é levar Euros e trocar por lá. Optei por levar algum dinheiro de Portugal (Bahts e Euro), mas foi um erro. Vale muito mais a pena trocar o dinheiro todo na Tailância. Existem inúmeras casas de câmbio onde é muito mais fácil fazer o câmbio. Como não cobram uma taxa fixa, podes ir trocando à medida que vais precisando. Por exemplo, levas 500€ e trocas de 100€ em 100€. A segurança é total se trocares nas casa próprias. Quanto a levantar dinheiro, é mesmo uma situação a evitar. Em primeiro lugar, o país “cobra” uma taxa de 200 bahts por levantamento. E para além disso, o teu banco também te vai cobrar mais algumas, por isso, tenho a certeza que não compensa. Vale mesmo a pena levar dinheiro, em Euros.

Onde comer?

Em Bangkok a comida está presente em todo o lado. Qualquer beco, praça ou rua movimentada tem bancas de comida com fruta, carne, peixe e outras coisas que desconheço. É mesmo um traço cultural da cidade. Para os mais atrevidos, sinceramente, desfrutem. Para quem não quer arriscar, também é muito fácil encontrar comida mais “europeia”, por exemplo, nos centros comerciais na zona do Siam.

Garrafa de água fresca – 10 baht

Cerveja da marca “Chang” (idêntica à Super Bock) – 40 baht

Almoçar no McDonalds +/- 150 baht um menu

 Jantar num restaurante > 150 baht (duas pessoas)

Comer nas bancas de comida na rua > 20 baht

Como funcionam os transportes?

Podemos encontrar inúmeras formas de nos movimentar:

BTS Skytrain e/ou MRT Subway são as duas redes de metro da cidade. A rede em si não é muito extensa. Por exemplo, não existe no centro histórico de Bangkok, mas é moderna. Faz uma boa ligação entre o mercado de Chatuchak, o centro Siam e a estação de Saphan, com ligação ao rio Chao Phraya, entre outras.

Ligação do Aeroporto de Suvarnabhumi – 45 baht

Preço do bilhete na cidade, dependendo das distâncias, anda à volta dos 40 bahts

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Autocarro da cidade. Não existe muita informação para os turistas sobre esta rede. Foi-nos útil quando quisemos ir ao mercado Chatuchak desde a Kao San road. Rapidamente me indicaram a estação mais próxima. Após esperar algum tempo, apanhamos o autocarro e também foi fácil saber em que estação saíamos. Existe um cobrador no autocarro, e o bilhete foi tão barato que perguntei 3 vezes ao senhor, para ter a certeza (13 baht).

Tuk Tuk é um meio de transporte comum para os turistas. Acabei por usar uma vez. Podes negociar o preço, mas fico sempre com a sensação que me estão a aldrabar. Ah! E são extremamente chatos! O táxi é ligeiramente mais caro e funciona da mesma forma. Por exemplo, no último dia, apanhámos um taxi da Kao San Road até Phaya Thai Station, para irmos para o aeroporto. Tentámos negociar e alguns deram-nos preços de 300 a 400 bahts pela viagem. Finalmente encontramos um taxista que nos fez por 120 bahts.

Barco no rio Chao Phraya. Esta foi uma das surpresas em bangkok. Quase todos os dias andamos de barco! É importante reter que existem duas linhas (barcos com bandeiras azuis e com bandeiras laranja). Esta distinção é feita porque uns são os barcos para turistas e outros são os barcos para os habitantes. No entanto, os preços são muito diferentes. Por isso só tens que apanhar os barcos laranja, que são muito mais baratos.

Percorrer o rio desde a Estação de Saphan Taksin (central pier) até ao molhe 13 (pier 13) – 14 bahts.

Atravessar o rio na zona do Wat Arun – 3 bahts.

Esperem pelo próximo post em Krabi!


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